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TIGRES MOSTRA AS GARRAS NA CASA DO MADUREIRA

Texto: Robson Rodrigues (4º período) - Editor de Esporte / Foto: Daniel Almeida (5º período)

O Madureira vinha com sete vitórias em sete jogos em Conselheiro Galvão. No jogo mais importante da Copa Rio, a equipe do técnico Roy não saiu de um empate em 2 a 2 com o Tigres do Brasil, na 1º partida da final da Copa Rio. A grande decisão acontecerá no sábado (27/06), no Estádio Los Larios, em Xérem. Caso haja um novo empate, a decisão será nos pênaltis.
As duas equipes começaram o jogo se estudando bastante e abusando das jogadas faltosas. Aos 5 minutos, o Tigres quase abriu o placar quando Juninho Tardelli bateu o escanteio. A zaga do Madureira não afastou e Danilo chutou forte, no canto direito, para excelente defesa de Renan. O Tricolor suburbano respondeu aos 15 minutos, quando o meio campo Bruno cruzou, o goleiro Lee rebateu e Lino chutou para fora, desperdiçando a chance de abrir o placar.
Aos 24 minutos, na jogada mais forte da equipe de Xérem, quase saiu o gol: Juninho Tardelli levantou na área e o zagueiro Pedrão cabeceou na trave. O Madureira quase chegou quando Michel arrancou na velocidade e chutou forte para grande defesa de Lee.
O Madureira seria castigado duas vezes em menos de 1 minuto: aos 32, Vitor Silva agrediu André Bocão e foi expulso. Na cobrança da falta Pedrão subiu mais que a zaga e abriu o placar no Aniceto Moscoso. O gol não abalou a equipe do técnico Roy, que partiu para cima do Tigres buscando o empate. Aos 38min, Wagner cobrou falta, a bola passou por todo a área, e o goleiro Lee tocou o suficiente para bater no travessão.
O Madureira voltou para o segundo tempo com a devida bronca do técnico Roy surtindo efeito. Logo aos 2 minutos, Pedrão cometeu pênalti em Valdir. O camisa 10 Bruno bateu e empatou a partida. Dez minutos depois, Bruno levantou a bola na área, o atacante Lino cabeceou e, na sobra, o zagueiro Marcio Cleick virou a partida para o Tricolor suburbano.

Após a virada, o Madureira colocou a pressão na partida mas não conseguia ampliar e definir de vez o marcador. Aos 21 minutos, o goleiro Lee falhou e Rodrigo acertou a trave.Como o futebol é uma caixinha de surpresas e quem não faz leva, o Madureira se acolheu no campo de defesa e deixou o Tigres partir para cima. Os 5 minutos finais veio o empate do Tigres. Aos 41, Juninho Tardelli cobrou escantei e o meio-campo Eduardo subiu sozinho e cabeceou. A bola ainda bateu em Renan e no travessão antes de entrar. A partida estava para terminar quando o lateral esquerdo Baiano e o zagueiro Edinho discutiram asperamente.

Roy fez questão de frisar que ainda falta uma partida para saber quem será o campeão da Copa Rio. “Não acho que foi um empate com gosto de derrota. Ter um jogador expulso aos 30 minutos do primeiro tempo e ainda sair perdendo de um a zero e conseguir, no segundo tempo, mudar a postura tática e atacar o adversário virando o placar, demonstra que não tem nada decidido. Da mesma maneira que eles vieram aqui e conseguiram um empate, nos podemos conseguir uma vitória jogando lá”, argumentou Roy.


FICHA TÉCNICA
Madureira 2 x 2 Tigres do Brasil

Competição: Copa Rio (FINAL) Local: Aniceto Moscoso, em Madureira-RJ Data: Quarta-feira, 24 de junho de 2009 Hora: 15h

Árbitro: Agnaldo Xavier Farias Auxiliar 1: Marco Antônio Santos Auxiliar 2: Ivan Silva Araújo

Madureira: Renan; Vitor Silva, Márcio Cleick e Edinho; Valdir (Daniel), Wagner, Rodrigo Oliveira, Bruno (Kaká) e Baiano; Lino e Michel (Arthur Sanches). Técnico: Antônio Carlos Roy

Tigres do Brasil: Lee; Guerra, Pedrão, Genilson e Danilo (Eduardo); Leão (Fábio), Jaílson, André Bocão (Daniel) e Dènis; Juninho Tardelli e Sorato. Técnico: Betão

Gols: Pedrão (TIG), aos 34 minutos do primeiro tempo; Bruno (MEC), aos 3, Márcio Cleick (MEC), aos 13 e Eduardo (TIG) aos 42 do segundo tempo

Cartões amarelos: Arthur Sanches, Renan, Rodrigo Oliveira e Lino (MEC); Leão, Pedrão e Sorato (TIG)

Cartão vermelho: Victor Silva (MEC)

A VISÃO DO EDITOR

O Madureira tem um time mais veloz e se posicionava melhor em campo, jogando em um 3-5-2 com os alas Valdir e Baiano apoiando bastante o ataque, mas com a expulsão de Victor Silva, o terceiro homem da zaga, o Tricolor suburbano perdeu um homem de ataque (Michel) e recompôs a zaga com a entrada de Arthur Sanches. O meio-campo Bruno foi o principal jogador da partida, buscando sempre o jogo e marcando o primeiro gol do Madureira.

Já o Tigres estava jogando bem, em um 4-4-2, abusando das bolas aéreas, da onde saiu o primeiro gol do zagueiro Pedrão, mas o técnico Betão errou ao tirar o volante Leão, que era o principal jogador de marcação do time da Baixada. Com a saída do jogador, o Tigres perdeu força de defensiva e sofreu a virada.

No final o empate foi justo para as duas equipes, que agora vão decidir quem leva o título e a vaga para a Copa do Brasil no próximo ano.

NOTA DA REDAÇÃO: DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

Como a partida era de portões fechados, já que o estádio de Aniceto Moscoso não foi liberado pelo Corpo de Bombeiros, os torcedores ficaram do lado de fora. Dois integrantes da equipe de reportagem do Jiló Press foram impedidos de entrar por um funcionário da Federação de Futebol do Rio que, alegando instruções superiores, somente poderia deixar entrar no estádio repórteres com credenciais da Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (ACERJ) ou da Associação dos Fotógrafos e Cinegrafistas (ARFOC).

Mesmo com a insistência da própria assessoria de imprensa do Madureira - que reconhece o trabalho dos estudantes de jornalismo da Universidade Estácio de Sá - os dois integrantes do blog Jiló Press não puderam entrar. Apesar dessa ordem, o que se viu não foi isso: amigos de dirigentes e de funcionários da federação entravam livremente no estádio.

"JORNALISTAS UNIDOS, JAMAIS SERÃO VENCIDOS"


Por Andrezza Henriques (6º Período); Robson Rodrigues (4º Período) e Rafael Ramos (6º Período) / Fotos e vídeo (TV JILÓ): Robson Rodrigues

“Gilmar Mendes não escuta a voz que clama na rua / De um povo já cansado de ver tanta falcatrua / Mas ainda se espanta e não quer um Gilmar Dantas / Sem respeito por quem sua”

O cordel escrito pelo jornalista Admar Branco, professor de revisão e copydesk da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), retrata o sentimento que uniu cerca de 200 pessoas vestidas de preto, na manhã dessa segunda-feira (22), em protesto contra a decisão do Supremo Tribunal Federal que tornou não obrigatória a exigência de diploma para exercício da profissão, na última quarta-feira (17). Estudantes, professores, pais de alunos e jornalista profissionais percorreram as ruas do centro com canudos de papel nas mãos, simbolizando o diploma. A marcha contra o STF partiu da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), com destino a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
A repórter da rádio Band News FM, Solange Diniz, deixou a ABI com um megafone entoando gritos de revolta e protesto como “Jornalista sem diploma: nosso país em coma”, “Não é mole não, o meu diploma virou pano de chão”, “Aço, aço, aço, jornalista não é palhaço”, “Ada, ada, ada, Gilmar Mendes (presidente do TSF) é piada”, “Não é mole não, jornalista não é cozinheiro não”, “Ao, ao, ao diploma é obrigação” e “Jornalistas unidos jamais serão vencidos”.

O presidente da Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro (ARFOC) , Alberto Jacob Filho, estava vestido de cozinheiro em alusão à comparação feita pelo ministro Gilmar Mendes. “Nós estamos aqui dando início a um movimento para regulamentar a profissão de todos os trabalhadores que vão passar pelo mesmo processo que estamos passando. Não vai ser o Gilmar Mendes, escravocrata, como disse o ministro Joaquim Barbosa, que vai nos transformar em escravos de sua fazenda. Vamos juntar as nossas forças rumo à Brasília e iniciar esse processo para estabelecer a dignidade das nossas profissões”.

Até mesmo quem não é jornalista estava presente na manifestação. Sebastião Baptista, 64 anos, (depoimento no vídeo acima) estava representando sua filha, Graziela Cataldo Baptista, jornalista há 5 anos, formada pela Universidade Estácio de Sá, campus Rebouças e mestre em Comunicação pela UERJ. Graziela é formada na mesma turma em que o coordenador líder do curso de Comunicação Social do Rio, professor José Laranjo, fez o seu mestrado. Ele estava indignado com o “ato de terrorismo” feito pelo STF e estava com uma placa presa ao peito em que dizia: “E agora, jornalista vai enfiar o diploma aonde?”

A estudante da FACHA, Isabela Guedes, de 27 anos, levou para o protesto um rolo de papel higiênico, para demonstrar a nova “utilidade” do diploma de jornalismo. “Essa é a forma com que a sociedade civil vê o diploma, como papel higiênico”, disse a estudante, mostrando o rolo de papel na mão.

Profissionais respeitados no mercado de trabalho também marcaram presença no protesto, como a atual diretora de Relações Internacionais da Federação Nacional dos Jornalista (FENAJ), jortalista Beth Costa, que estava incrédula com o retrocesso que essa decisão causa ao Jornalismo. “O STF se mostrou despreparado para a questão. O juiz Aeres Brito disse que a profissão do jornalista tem mais artes e literatura do que técnica. Isso é um absurdo. Só podem ter o interesse de grandes empresas, democratizando a contratação. Assim, eles podem contratar quem eles querem e não pessoas qualificadas”, desabafou Beth.

Representantes de sindicatos estiveram presentes para dar seu apoio à marcha, como Sônia Regina da Silva, diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio, que resumiu sua opinião com a seguinte frase: “Isso é uma decadência da informação. A sociedade como um todo perde. O vice-presidente do Sindicato de Jornalistas, Rogério Marques, também marcou presença na manifestação e elogiou a melhoria que o jornalismo teve com a instituição do diploma, que poderia ser afetada com essa decisão. “O Sindicato entende que essa posição foi um desastre não apenas para os jornalistas, mas para toda a sociedade. Até as décadas de 60 e 70 existiam jornais da chamada 'imprensa marrom', que eram dedicados a escândalos, o que não é importante para a sociedade. Estamos unidos com a FENAJ, à ABI e sindicatos do Brasil inteiro para reverter essa decisão do Supremo”.

ORKUT - As organizadoras do protesto foram as alunas Marcele Correa, estudante da Estácio de Niterói e Lívia Lamblet, 25 anos, estudante da FACHA. Elas procuraram no site de relacionamento Orkut, comunidades relacionadas ao jornalismo e foram adicionando recados indignados com a decisão do STF. Com a resposta e o interesse das pessoas foi criado uma comunidade chamada “Diploma de Jornalismo: Sim”, e com essa criação foi dada a idéia do protesto. “Esta manifestação está acontecendo não só no Rio de Janeiro, mas também em São Paulo, Brasília, Teresina e Caxias do Sul. Entramos em contato com a ABI e com o sindicato do jornalista para nos ajudar na organização. Todos nós precisamos correr atrás de nossos direitos. Isso foi uma ofensa para todos nós.”, disse Lívia Lamblet.

Alunos de outras instituições de ensino como UFF, FACHA, UNIRIO E Veiga de Almeida também estiveram presente na luta contra a desvalorização do jornalista. Marcaram presença na cobertura da manifestação além do Jiló Press, a Rede TV, A Tv Justiça, a Rádio CBN, a Tv MEC e a RadioBras.

Participaram da cobertura do Jiló Press: Jéssica Braziel (3º Período); Victor Chrisostomo (3º Período); Tais Guimarães (3º Período); Enderson dos Santos (6º Período); Aline Bastos (6º Período) e Bernardo Moura (7º Período)