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O Flu e a Libertadores

Foto: Fernando Torres

Quase um ano depois, a derrota para a Liga Deportiva Universitaria (LDU), do Equador, na final da Copa Libertadores, ainda machuca o coração do torcedor.

A foto acima mostra o muro da escolinha do Tricolor, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Foi pintado depois da vitória sobre o Boca Juniors, na semifinal da competição.

Uma enorme confiança foi transformada em uma gigantesca decepção.

Iniciado o Brasileirão 2009, na sua opinião, o Flu tem condições de voltar à Libertadores, no próximo ano?

O “CQC” errou

O excelente programa de humor inteligente “CQC”, da Tv Bandeirantes, cometeu um equívoco, no quadro “Top Five” de ontem (1°/09). Nesta seção, sempre entram cinco erros cometidos por emissoras da televisão brasileira, mas quem falhou desta vez foi o próprio “CQC”. O programa confundiu “xeneizes” com “chineses”. Uma apresentadora da TV Gazeta falou “xeneizes” em uma referência ao Boca Juniors, clube argentino, antes de exibir uma reportagem sobre o título da Recopa Sulamericana. O “CQC” entendeu “chineses” e qualificou como errada a relação.

Alô, Marcelo Tas, Rafinha Bastos e Marco Luque!!!

“Xeneize” é um apelido do Boca Juniors e de seu simpatizante. No início do século XX, a torcida tinha muitos imigrantes italianos, pois estes moravam em “La Boca”, bairro de Buenos Aires onde fica a sede do clube. O vocábulo é uma variação de “zeneïze”, palavra usada em Gênova, na Itália. Significa genovês. Tamanha identificação faz o Boca utilizar a marca “X” em produtos e alguns modelos de camisas. Seus torcedores entoam o nome em várias de suas canções: “Vamos, vamos, los xeneizes!!!”

Acervo / Boca Juniors

Schelotto usa a camisa do "Centenário Xeneize", em 2005

Por que os brasileiros não se interessam pela Copa Sulamericana? (Parte 1)

Hoje à noite, teremos as partidas de volta da etapa de confrontos nacionais da Copa Sulamericana: Atlético Mineiro x Botafogo (1 x 3, no primeiro jogo) e São Paulo x Atlético Paranaense (0 x 0). Jogadores poupados, reservas em campo e nenhuma empolgação por parte das torcidas. Amanhã, jogam Grêmio e Internacional (1 x 1) e, no dia 17 de setembro, tem Palmeiras x Vasco (1 x 3). Os classificados vão à segunda fase e começam a enfrentar clubes de outros países da América do Sul, mas qual seriam os motivos do desinteresse tupiniquim? Neste post, apresento o primeiro: nunca um time do Brasil faturou o campeonato.

A Copa Sulamericana é filha da Copa Mercosul e neta da Copa Conmebol. Ao contrário destas últimas, a primeira ainda não foi conquistada por um clube brasileiro. Nosso futebol nunca chegou sequer à final da competição. Nem teve um artilheiro. Nas seis edições, foram quatro títulos argentinos, um peruano e um mexicano. O Boca Juniors é o maior campeão. Ganhou em 2004 e 2005. Basta o troféu repousar em uma galeria brasileira para despertar a “ira” e o imediato interesse dos adversários.

Finalistas (campeões e vices) da Copa Sulamericana

2007 – Arsenal (ARG) / América (MEX)
2006 – Pachuca (MEX) / Colo Colo (CHI)
2005 – Boca Juniors (ARG) / Puma (MEX)
2004 – Boca Juniors (ARG) / Bolívar (BOL)
2003 – Cienciano (PER) / River Plate (ARG)
2002 – San Lorenzo (ARG) / Atlético Nacional (COL)

A taça da Copa Sulamericana faz falta na galeria do seu clube? Por quê?

Paulistas, Grêmio e Galo jogam partida decisiva em casa

Confira o quadro de cruzamentos da Copa Sulamericana 2008 (clique na imagem para visualizar a versão maior). São Paulo, Grêmio, Palmeiras e Atlético Mineiro decidem a primeira fase em seus respectivos estádios. Qual equipe do Brasil pode chegar mais longe? Por quê? Dê o seu palpite.

Sorteio define confrontos da Sulamericana 2008

Por Fernando Torres (texto e foto)

Além dos “pegas” entre os brasileiros, o sorteio da Conmebol apontou os outros jogos da Copa Sulamericana 2008. A cerimônia ocorreu no fim da manhã de hoje, no Complexo Esportivo Ezeiza, centro de treinamento da Associação Argentina de Futebol (AFA), em Buenos Aires.

A 7ª edição do campeonato acontece de 30 de julho a 3 de dezembro com a participação de 34 times. Algumas equipes ainda disputam vagas como as de México e Costa Rica, mas a maioria dos participantes já está definida.

Boca Juniors (Argentina) x Bolívar (Bolívia) ou LDU (Equador)
River Plate (Argentina) x Libertad (Paraguai) ou melhor equipe uruguaia
Arsenal (Argentina) x representante da Concacaf (Confederação de Futebol das Américas do Norte e Central e do Caribe)
San Lorenzo (Argentina) x Independiente (Argentina)
Estudiantes de La Plata (Argentina) x Argentino Juniors (Argentina)
Deportivo Cali (Colômbia) x América de Cali (Colômbia) ou União Maracaibo (Venezuela)
Universidad Católica (Chile) x segunda equipe uruguaia
Ñublense (Chile) x Sport Ancash (Peru)
Vasco (Brasil) x Palmeiras (Brasil)
Botafogo (Brasil) x Atlético Mineiro (Brasil)
São Paulo (Brasil) x Atlético Paranaense (Brasil)
Grêmio (Brasil) x Internacional (Brasil)

Campeões da Copa Sulamericana

2002 – San Lorenzo (Argentina)
2003 – Cienciano (Peru)
2004 – Boca Juniors (Argentina)
2005 – Boca Juniors (Argentina)
2006 – Pachuca (México)
2007 – Arsenal (Argentina)

Foto: Principais títulos do River Plate expostos nas escadas do Monumental de Nuñez. Assim como os clubes brasileiros, o atual campeão argentino nunca venceu a Copa Sulamericana.

Rio sediará finalíssima da Libertadores pela primeira vez na história

Por Fernando Torres
Foto: Rogério Santana (Divulgação / SUDERJ)

O Fluminense pode ser o primeiro clube a vencer uma Copa Libertadores jogando a última partida no Rio de Janeiro. O Vasco ganhou a competição em Guayaquil contra o Barcelona do Equador, em 1998, e o Flamengo faturou em Montevidéu, no Uruguai, com vitória sobre o Cobreloa do Chile, em 1981. Houve ainda o primeiro duelo da final de 1963, entre o Santos de Pelé e o Boca Juniors, no Maracanã.

Após o triunfo de ontem por 3 a 1 em cima do Boca, o Tricolor fará uma final inédita com a Liga Deportiva Universitária (LDU) do Equador, nos dias 25 de junho e 2 de julho. A partida de 180 minutos começa em Quito, no estádio La Casa Blanca, e termina no Maraca, se o Flu não for obrigado a atuar em outro local devido à invasão de campo registrada na noite desta quarta-feira.

O troféu da competição mais importante das Américas virá para o Rio. Resta saber para onde ela vai depois do último apito...

Finais da Copa Libertadores no Rio de Janeiro

São Januário – 12/08/1998 – Quarta-feira
Vasco 2 x 0 Barcelona (Equador)
Gols de Donizete (7’ do 1° tempo) e Luizão (33’ do 1°)

Maracanã – 13/11/1981 – Sexta-feira
Flamengo 2 x 1 Cobreloa (Chile)
Gols de Zico (12’ e 30’ do 1° tempo) e Merello (20’ do 2°)

Maracanã – 04/09/1963 – Quarta-feira
Santos 3 x 2 Boca Juniors (Argentina)
Gols de Coutinho (2’ e 21’ do 1° tempo), Lima (28’ do 1°) e Sanfillippo (43’ do 1° e 44’ do 2° tempo)

Fluminense joga por moral do Futebol Brasileiro

Por Fernando Torres (texto e montagem)

Daqui a poucas horas, Fluminense e Boca Juniors disputam a última vaga na final da Copa Libertadores da América 2008. A primeira é da equatoriana Liga Deportiva Universitária (LDU). No gramado do Maracanã, estará em jogo algo além do lugar na decisão. O tricolor carioca representa, às 21h50min., o orgulho do Futebol Brasileiro, no primeiro semestre deste ano.

Quebrar a série de fracassos tupiniquins contra os hermanos de La Boca, na competição continental, é um importante incentivo, mas este confronto vale mais. O jogo pode ser o início da recuperação da soberania do futebol canarinho sobre o portenho. Nos últimos duelos relevantes entre as nações, o desempenho da Seleção Brasileira é melhor, com vitórias em um amistoso e nas copas América e das Confederações. Na esfera dos clubes, destaco as vitórias do Boca sobre o Grêmio da final da Libertadores 2007 e o São Paulo na decisão da Recopa Sulamericana 2006, além da derrota para o mesmo tricolor paulista nas oitavas-de-final da Copa Sulamericana do ano passado.

Hoje, a Fifa divulgou o seu ranking de seleções. A liderança da Argentina foi consolidada. Tem 1.559 pontos contra 1.513 do Brasil. A diferença pulou de dois para 46 pontos. Festa na bacia do Rio de La Plata. No próximo dia 18 (quarta-feira), no Mineirão, os dois esquadrões vão medir forças pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da África do Sul 2010.

Em 15 dias, o futebol verde-e-amarelo pode virar a tabela ou ser motivo de gozação nas páginas do jornal Olé. Tudo começa, hoje à noite, com Thiago Neves, Washington, Conca, Thiago Silva e a galera tricolor...

Gol neles, Fluzão!!!



Por Fernando Torres

O Fluminense pode empatar em até 1 a 1 para garantir a vaga na final da Copa Libertadores. Mas, considerando o retrospecto do Boca Juniors nesta edição do campeonato mais importante das Américas, o tricolor deve partir para cima e garantir seus gols porque, segundo as estatísticas, dificilmente o time argentino não balançará as redes do Maracanã.

Em 11 partidas, o Boca só não marcou em uma, no dia 20 de março, na derrota por 2 a 0 para o Colo Colo, em Santiago, no Chile (assista ao vídeo acima). Fez 23 gols e sofreu 15, dois destes marcados pelo próprio Flu, na semana passada, em Buenos Aires. Riquelme e companhia só começaram a mostrar a competência como visitante a partir da segunda fase. Na etapa dos grupos, em três desafios, perderam dois e empataram um.

O Tricolor das Laranjeiras passou batido em três jogos (LDU, Arsenal e São Paulo), mas teve atuação irrepreensível nos 6 a 0 sobre o Arsenal. No total, foram 19 gols feitos e oito sofridos. Em casa, o Fluminense sofreu apenas um gol, de Adriano, na partida de volta do confronto com o São Paulo, nas quartas-de-final.

A força ofensiva do Boca aumenta a responsabilidade do sistema de ataque dos cariocas. É preciso fazer gols e Renato Gaúcho deve escalar Conca, Thiago Neves, Washington e Dodô. Se não fizer isso, chamará os hermanos para o próprio o campo. Aí...

Boca Juniors na Libertadores 2008

20/02 – 1 x 1 Maracaibo (fora)
06/03 – 3 x 0 Atlas (casa)
20/03 – 0 x 2 Colo Colo (fora)
27/03 – 4 x 3 Colo Colo (casa)
08/04 – 1 x 3 Atlas (fora)
22/04 – 3 x 0 Maracaibo (casa)
30/04 – 2 x 1 Cruzeiro (casa)
07/05 – 2 x 1 Cruzeiro (fora)
14/05 – 2 x 2 Atlas (casa)
21/05 – 3 x 0 Atlas (fora)
28/05 – 2 x 2 Fluminense (casa)
04/06 - ? x ? Fluminense (fora)

Fluminense na Libertadores 2008

20/02 – 0 x 0 LDU (fora)
05/03 – 6 x 0 Arsenal (casa)
19/03 – 2 x 1 Libertad (fora)
02/04 – 2 x 0 Libertad (casa)
09/04 – 0 x 2 Arsenal (fora)
17/04 – 1 x 0 LDU (casa)
30/04 – 2 x 1 Nacional (fora)
06/05 – 1 x 0 Nacional (casa)
14/05 – 0 x 1 São Paulo (fora)
21/05 – 3 x 1 São Paulo (casa)
28/05 – 2 x 2 Boca Juniors (fora)
04/06 – ? x ? Boca Juniors (casa)

Um Riquelme x dois Thiagos. Empate na Argentina

por Marcos Benjamin

O Tricolor carioca não se intimidou no primeiro jogo (diga-se histórico!) diante do todo-poderoso Boca Juniors em Avellaneda. O empate em 2 x 2 com o Boca foi um resultado considerado excelente pelos tricolores. Mas com pés no chão, os próprios sabem que não ganharam nada, e ainda tem mais noventa minutos no Rio, cientes de que o Boca é mais forte quando joga como visitante.

No primeiro tempo, o jogo foi de igual para igual, Riquelme como sempre, desequilibrou. Roman é simplesmente imarcável. Arouca que o diga. No segundo tempo, o Flu inconscientemente se "apequenou", não por querer, mas sim pela pressão exercida dos Xeneizes. Foi aí que o jogador mais questionado do time nos últimos tempos apareceu. E salvou! Fernando Henrique foi um "monstro". Thiago Silva que me perdoe por usar o apelido no seu companheiro de time. Mas o goleiro foi excelente, acredito que sua atuação ontem além de ter sido histórica, foi a melhor de sua carreira. Fez pelo menos cinco defesas magistrais.

Já Thiago Silva, ao fazer o gol de empate, correu e se direcionou a torcida do Boca mostrando o escudo do time. Mostrando aos argentinos quem é o Fluminense. Afinal de contas, não acredito que foi desdenho dos hermanos, mas sim falta de profissionalismo de seus jornalistas e seus dirigentes pelo Boca não conhecer o Fluminense.

O Boca tem um Riquelme e o Flu tem dois Thiagos. Foram nesses personagens que o primeiro jogo foi decidido. Mas por favor, não esqueçamos de FH. O segundo jogo será no Maracanã, mais emblemático do que qualquer Bombonera. Promessa de jogão!

Uma semana em Buenos Aires

Publicamos, aqui, a mensagem enviada por Raphael Zarko, amigo do Blog "A Bola e o Gol".

Caro Fernando,

passei uma semana em Buenos Aires, quando, fanático como sou, tive a oportunidade de assistir a dois jogos na Bombonera: Boca x Cruzeiro e Boca x River.

Para mim e para toda a torcida cruzeirense, ficou claro o motivo pelo qual o Boca passeou mais uma vez em sua cancha: o Cruzeiro simplesmente tremeu e temeu o Boca. Se não fosse a péssima pontaria dos atacantes Palacios e Palermo, o "Zeiro" voltaria para BH com uns 4 a 0 na mala. Mas foi pouco. O 2 a 1 veio num gol de pura sorte dos mineiros.

A diferença toda num jogo desse de Libertadores é a seguinte: o Boca atacava com seus ou sete jogadores o tempo todo. Sendo assim, mesmo que falhasse na armação da jogada, a bola não saía dos seus pés. Mas essa situação foi facilitada pela escalação bizarra do Cruzeiro, que na ocasião jogou sem lateral-esquerdo...

O segredo do Boca, além de atacar e pressionar o tempo todo, na verdade, não é segredo para ninguém: Juan Roman Riquelme comanda todas ações em campo. E ele não joga lá na frente o tempo todo, por isso é mais difícil marcá-lo. Ele busca lá atrás a bola, se desloca mais ou menos como o Ronaldinho Gaúcho fazia na Barcelona para a esquerda. Atrai dois ou três com ele e, com um simples toque, corta-luz ou outra genialidade do tipo deixa alguém na cara do gol.

O Cruzeiro esteve apavorado. Não entrou em campo. Quando roubava a bola a devolvia em seguida com um chutão qualquer. Atacava, quando muito, com quatro jogadores, que, convenhamos, não são dos melhores para decidir um jogão desses. Infelizmente, de nada valeu o entusiasmo impressionante que a torcida deles (da qual fiz parte esse dia) demonstrou. Time brasileiro que chega lá é para ser massacrado. Não só para ganhar a Libertadores, mas para eles verem que os argentinos são melhores, que os brasileiros não são de nada etc.

Já Boca x River, o superclássico argentino, foi outro jogo. Fraco tecnicamente, de poucas boas jogadas, enquanto Riquelme e Ortega (este já com pouca perna) estiveram em campo, e decidido numa bola parada, outro ponto forte do Boca.

Amigo, posso te dizer o seguinte: os US$ 90 dólares que paguei para entrar foram muito bem gastos. Doeu no bolso, mas fiquei com a certeza de que dificilmente terei outra oportunidade de assistir a um jogaço desses. A rivalidade é impressionante, o astral, por si só, é completamente distinto do jogo contra o Cruzeiro.

Bom, era isso. Parabéns pelo site de vocês.

Grande abraço.


Raphael Zarko (
raphael.zarko@gmail.com)

Brasil é berçário e asilo do Futebol

Por Fernando Torres (texto e foto)

“Sonho em encerrar a carreira no...” é um início de frase comum no glossário boleiro neste início de século. Basta colocar a mãozinha para fora do cercadinho. Dá um tapa no clube formador aos 17 anos, ainda bebê na escala de vida, e promete fidelidade eterna. Pura conversa fiada. Os empresários, assessores e o atleta ganham milhões, mas o torcedor fica na mão, acreditando nas juras de amor despejadas em um tom alegre e mentiroso. “O que vou falar? Vou ficar milionário e vocês ficam na furada? Preciso dizer que amo a camisa e prometer uma volta, mesmo que improvável”, ressalta o novo rico à própria consciência. “Quando será este retorno?”, perguntam os torcedores. “Quando ele ficar velho, correr pouco e ninguém mais o quiser”, responde o dirigente.


As discutidas negociações entre Edmundo e Vasco, Dodô e Fluminense, Ronaldo e Flamengo, Gallardo e Altético-MG, entre outras, são bravatas de maus administradores e aproveitadores da carência das torcidas apaixonadas. Voltam os cansados, enquanto vão embora, no fervor da forma, Alexandre Pato, Kaká, Juninho Pernambucano, Fred, Luís Fabiano, Júlio César, Cicinho, Breno. Outros estão a caminho. Morais, Renato Augusto, Alex Teixeira e Thiago Silva são alguns deles. O Futebol brasileiro vende o embrião, empregando mal este dinheiro, na maioria das vezes, e compra a carne passada, a pelanca rejeitada pelos grandes compradores.


Há, como em toda regra, exceções para este cenário. Não. O exemplo não é Adriano. O Imperador só ficou no São Paulo para uma rápida recuperação da auto-estima. Abre mão da farra, marca gols importantes e, na gíria das ruas, “mete o pé e vaza pra Zoropa”. O caso raro é o argentino Riquelme. Atuou pela Barcelona, sem sucesso, levou o modesto Villarreal ao cenário mundial com bons resultados no Campeonato Espanhol e na Liga dos Campeões da Europa e... foi para Milan ou Real Madri? Nada disso. Voltou ao Boca Juniors valorizado e com vaga cativa na Seleção Argentina, atual líder do ranking da Fifa. Ganhou a Copa Libertadores de 2007, passou breve temporada na Espanha e retornou a La Bombonera. Está no melhor momento da carreira e atua pelo clube do coração. Situação presente apenas nos sonhos dos fanáticos brasileiros.

Eles ainda sonham...

Seguem, abaixo, os vídeos das torcidas dos times que ainda disputam a Copa Libertadores 2008.

FLUMINENSE


SÃO PAULO


LIGA DEPORTIVA UNIVERSITÁRIA / LDU (EQUADOR)


SAN LORENZO (ARGENTINA)


AMÉRICA (MÉXICO)


SANTOS


BOCA JUNIORS (ARGENTINA)


ATLAS (MÉXICO)

Por que os brasileiros temem o Boca Juniors?


Por Fernando Torres (texto e foto)

Os números, desta vez, são mais importantes do que as opiniões.

De 1960 a 2007, a Copa Libertadores da América teve 48 edições. O Boca Juniors (ARG) tem 21 participações, jogou nove finais e faturou seis títulos: 2007, 2003, 2001, 2000, 1978, 1977. Eliminou brasileiros em todas as campanhas vitoriosas.

2007 – Derrotou o Grêmio (RS), na final, com vitórias por 3 x 0 e 2 x 0.
2003 – Derrotou o Paysandu (PA), nas oitavas-de-finais, com 0 x 1 e 4 x 2, e o Santos (RS), na final, com 2 x 0 e 3 x 1.
2001 – Derrotou o Vasco (RJ), nas quartas-de-finais, com 1 x 0 e 3 x 0, e o Palmeiras (SP), nas semifinais, com 2 x 2, 2 x 2 e 3 x 2, nos pênaltis.
2000 – Derrotou o Palmeiras (SP), na final, com 2 x 2, 0 x 0 e 4 x 2, nos pênaltis.
1978 – Derrotou o Atlético (MG), nas semifinais, com 2 x 1 e 3 x 1.
1977 – Derrotou o Cruzeiro (MG), na final, com 1 x 0, 0 x 1, 0 x 0 e 5 x 4, nos pênaltis.

Os clubes brasileiros ganharam 13 vezes a Copa Libertadores. O Boca Juniors só participou de duas destas edições. Em 2005, o São Paulo conquistou a competição e o Boca foi eliminado pelo Chivas Guadalajara (MEX), nas quartas-de-finais, com 0 x 4 e 0 x 0. Em 1963, o Santos de Pelé foi campeão sobre os hermanos com duas vitórias nas finais por 3 x 2 e 2 x 1.

Este ano, a equipe de Buenos Aires perdeu La Bombonera devido a um objeto lançado na testa do quarto árbitro, na partida contra o Cruzeiro, nas oitavas-de-finais. Mandará seus jogos no José Amalfitani, estádio do Vélez Sársfield. Pode ser uma vantagem para as pretensões de Fluminense, São Paulo e Santos, mas não é garantia de nada. Os mineiros precisavam de uma vitória por 1 a 0, no Mineirão, perderam por 2 a 1 e foram eliminados. Mais um brasileiro na lista dos boquenses...