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DE OLHO NA DENGUE




Texto e fotos: Elaine Neves e Victor Chrisostomo - Técnicas de Reportagem - EQUIPE ESMERALDA

Quem trafega pela Avenida Pastor Martin Luther King Júnior, antiga Automóvel Clube, se depara com um cenário de descaso e abandono: lixo espalhado e urubus e pneus empilhados que transformam o lugar em criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
O percurso entre Irajá e Vicente de Carvalho é uma das áreas de grande foco do mosquito. Já foram feitas vistorias e ações pelas secretarias municipais de Meio Ambiente e Saúde, em residências próximas ao local. Pelos dados da prefeitura, Irajá é um dos bairros com um dos maiores índices de infestação do mosquito da dengue na cidade.
A quantidade de água parada e pneus espalhados colocam em risco quem mora nessa região. “Quase todos os dias eu passo por aqui e vejo o abandono. Há moradores de rua e o que mais me espanta é a quantidade de pneus espelhados. São tantas campanhas contra dengue, mas não tem jeito: sempre tem água empossada, lixo e, agora, vejo até urubus”, denuncia Jorge Marques, 48 anos, passageiro do ônibus 928.
A população dos bairros que cortam a via pode ficar mais atenta aos criadouros do mosquito e, assim, se prevenir contra doença. Os mosquitos costumam depositar larvas em vasos de plantas, calhas, lajes e ralos, depósitos que são encontrados dentro dos domicílios.

PREFEITURA PROMOVE AÇÃO CONTRA DENGUE NA PRAÇA DO PATRIARCA



Texto e fotos: Marcelle Amaro (2º período)

Na manhã do último sábado (21/03), o programa Ação nos Bairros Contra a Dengue, da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, esteve na Praça do Patriarca, em Campinho. O evento, que promove a prevenção contra a dengue, trouxe para o lugar diversos serviços, como a distribuição de camisinhas, vacina contra a rubéola, orientação sobre DST, primeiros socorros, doação de leite materno e para as crianças e distribuiu pipas e balões, além de fazer orientação da higiene bucal.
A ação também contou com a apresentação do cordel do Boi da Lona Contra a Dengue e dos cães da Polícia Militar. A moradora de Madureira, Wesleyana Pereira, 20 anos, aprovou a iniciativa. “A barraca que mais gostei foi a dos primeiros socorros, porque a gente pode utilizar a qualquer hora”, ressaltou.


FOCO DE DENGUE EM MADUREIRA




Texto e fotos: Fabrício Caseira - Técnicas de Reportagem - EQUIPE RUBI
Na Rua Carolina Machado, em um terreno da Light, três famílias habitam sem nenhuma estrutura e sem as mínimas condições. Mas os problemas não acabam por aí. A reportagem do JILÓ PRESS esteve na residência e viu alguns focos do mosquito da dengue. A moradora Maria do Socorro tentou explicar porque não retirou os objetos e as poças de água.

“Isso é obrigação da prefeitura. Não adianta nada eu retirar garrafas e pneus e chover sempre. Ninguém me ajuda em nada. Viver é caro e muito difícil. Não moro aqui porque gosto”, diz Socorro, de 33 anos, desempregada.

Como não há ainda uma forma concreta de erradicar a doença, o JILÓ dá algumas maneiras de eliminar os lugares onde as fêmeas podem se reproduzir.
DICAS DO JILÓ
>>>Evitar água parada.
>>>Sempre que possível, esvaziar e escovar as paredes internas de recipientes que acumulam água.
>>>Manter totalmente fechadas cisternas, caixas d'água e reservatórios provisórios tais como tambores e barris.
>>>Furar pneus e guardá-los em locais protegidos das chuvas.
>>>Guardar latas e garrafas emborcadas para não reter água.
>>>Limpar periodicamente, calhas de telhados, marquises e rebaixos de banheiros e cozinhas, não permitindo o acúmulo de água.
>>>Jogar quinzenalmente desinfetante nos ralos externos das edificações e nos internos pouco utilizados.
>>>Drenar terrenos onde ocorra formação de poças.
>>>Não acumular latas, pneus e garrafas.
>>>Encher com areia ou pó de pedra poços desativados ou depressões de terreno.
>>>Manter fossas sépticas em perfeito estado de conservação e funcionamento.
>>>Colocar peixes barrigudinhos em charcos, lagoa ou água que não possa ser drenada.
>>>Não despejar lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos, mantendo-os desobstruídos.
>>>Manter permanentemente secos, subsolos e garagens.
>>>Não cultivar plantas aquáticas.