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"Avaí, meu Avaí. Tu já nasceste campeão!!!"

Montagem: Fernando Torres com fotos de divulgação
No dia do aniversário de 32 anos do ex e eterno tenista Gustavo Kuerten, tri-campeão de Roland Garros (1997, 2000 e 2001), “A Bola e o Gol” homenageia seu clube do coração. Guga, nascido no dia 10 de setembro de 1976, em Florianópolis (SC), é torcedor do Avaí Futebol Clube. Portanto, disponibilizamos aqui a letra e o link para o áudio do hino oficial do Leão da Ilha.

Hino do Avaí Futebol Clube
Música: Luiz Henrique Rosa
Letra: Fernando Bastos

Na ilha formosa
Cheia de graça
O time da raça
É povo é gente,
É bola pra frente
É só coração
O meu Avaí

Avaí meu Avaí
Da ilha és o Leão
Avaí meu Avaí
Tu já nasceste campeão

Não dá para esquecer
O seu belo passado
Mas a hora é presente
E o time vem quente
De encontro marcado
Com seus dias de glória
Pois a ordem é vitória
Vencer, vencer

A bolinha e a raquete: Allez, Guga!

por Marcos Benjamin

Definitivamente o Brasil não soube aproveitar a "era Guga". Uma "era" que teve seu fim exatamente às 12h47 deste domingo, dia 25 de maio de 2008. Mesmo prevendo a derrota na primeira partida do torneio, o tricampeão do Grand Slam francês entrou em quadra ovacionado pela torcida e trajando o uniforme azul e amarelo - réplica do que usou no título de 1997, o primeiro da carreira. O brasileiro se despediu com a derrota para o talentoso francês Paul-Henri Mathieu por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/4 e 6/2 em 1h49. Soma-se ao currículo francês de Guga, 11 partcipações na competição, vencendo 36 partidas e apenas sendo derrotado em oito. Ele obteve um índice de mais de 80% no Grand Slam parisiense, sem contar que os anos de 2006 e 2007 o Manezinho não disputou a competição.

Já os números finais da carreira vitoriosa de Gustavo Kuerten impressionam. O catarinense soma em sua vitoriosa trajetória com praticamente 70% de vitórias no saibro (181 em 259 jogos), 68,4% em torneios do Grand Slam (65 em 95) e 64,7% em jogos ao longo da carreira (358 em 553). Ainda ganhou 17 das 29 vezes em que foi levado ao quinto set, incluindo-se aí a histórica virada sobre Michael Russell nas oitavas-de-final de 2001, até hoje o momento que ele próprio considera a partida mais emocionante de sua carreira. Seu único recorde negativo foram nos tiebreaks, em que ganhou 134 e perdeu 136.

O povo brasileiro e, em especial o Francês estiveram com Guga sempre. A único fato a lamentar é, e repito: o esporte brasileiro não soube aproveitar a "era Guga" da maneira que ela(ou ele) mais merecia, com paixão e dedicação!