Por que o Fluminense ainda insistiu em manter a denúncia contra o Vasco mesmo estando classificado em primeiro, na pior das hipóteses em segundo, caso o clube da Colina recuperasse os pontos no TJD? Estranho!
Por um outro lado, notícias dão conta que o ex-presidente Eurico Miranda estaria agindo nos bastidores contra o próprio Vasco dele, até reuniões em dias de jogos da equipe cruzmaltina acontecem na casa do ex-parlamentar. Boatos dão conta que a cada gol sofrido pelo Vasco, uma comemoração é feita. Estranho!
Seria o próprio ex-deputado que teria colaborado com detalhes técnicos no caso do meia Jéferson. Estranho!
Agora, estranho mesmo, é o presidente do Vasco, RobertoDinamite até hoje não ter dado uma resposta concreta e factível contra as acusações de José Henrique Coelho.
Tá estranho!
Aproveitando a má fase do Vasco da Gama, Eurico Miranda esteve no programa “Raul Gil Tamanho Família”, ontem (03/08) à noite, na Tv Bandeirantes. O advogado e ex-presidente do clube de São Januário participou do quadro “Pra quem você tira o chapéu?”. Dos 10 nomes ele aprovou somente três: Romário, Edmundo e Fábio Koff, ex-presidente do Grêmio e do Clube dos 13. Confira as explicações para as escolhas.1° chapéu (Romário, campeão da Copa do Mundo de 1994): “Tiro porque é o profissional com a personalidade mais forte que conheci. Com ele não precisa assinar. Cumpre a palavra até o fim e é o maio de todos dentro da área.”
2° chapéu (Ricardo Teixeira, presidente da CBF): “Não tiro. Fui seu defensor na CPI do Futebol e ele não reconheceu o meu esforço.”
3° chapéu (Roberto Dinamite, maior ídolo e atual presidente do Vasco): “Não tiro porque ele não reconheceu quem o ajudou. Transformou o episódio da Tribuna de São Januário (Em 2002, seguranças do Vasco expulsaram Dinamite da Tribuna de Honra a mando de Eurico) em uma arma contra mim. Ele nunca administrou nada não está preparado para assumir o Vasco.”
4° chapéu (Edmundo, campeão Brasileiro de 1997 pelo Vasco): “Tiro. Ele é polêmico, teve problemas na juventude e superou todos.”
5° chapéu (Márcio Braga, presidente do Flamengo): “De jeito nenhum. Ele tem uma visão distorcida do futebol e não cumpre o que fala.”
6° chapéu (Fábio Koff, ex-presidente do Clube dos 13): “Tiro o chapéu, pois, nesses 40 anos de esporte, convivi com muita gente e poucos me marcaram como ele. Deixou saudades por sua passagem no seu clube e no Clube dos 13.”
7° chapéu (Pelé, maior jogador de futebol de todos os tempos e atleta do século XX): “Não tiro. Ele foi um fenômeno como jogador, mas prestou um desserviço ao futebol com a Lei Pelé. Causou um prejuízo enorme aos clubes porque colocou os jogadores nas mãos de empresários. O Vasco tinha R$ 55 milhões em jogadores e perdeu tudo.”
8° chapéu (Álvaro Dias, senador pelo PSDB/PR e presidente da CPI do Futebol, finalizada em 2001): “Não tiro porque se juntou para fazer uma campanha contra o Vasco e contra mim. Não tenho nada a esconder. Este cidadão utilizou meios políticos para perseguir pessoas.”
9° chapéu (Lula, presidente do Brasil): “Não tiro, mas não quero entrar no mérito da política. Só falo do comportamento. O brasileiro troca de mulher, de partido, de religião, mas não troca de clube. O Lula, por interesse político, deixou de torcer pelo Vasco para ser corintiano.”
10° chapéu (Sérgio Cabral Filho, governador do Estado do Rio de Janeiro): “Conheci quando menino e não tiro por um simples motivo. Ele usou, politicamente, algumas coisas que não devia. Como governador pediu votos para este ou aquele candidato (Às vésperas das eleições do Vasco, Cabral enviou aos conselheiros do clube uma carta favorável a Dinamite).”
E você? Tira o chapéu para Eurico Miranda???
Por Flávio Araújo
Primeiro clube do então elitista futebol a permitir que negros integrassem suas fileiras. Primeiro a ter um estádio, o maior da América Latina, na ocasião. Primeiro campeão da América. Primeiro carioca a ser campeão brasileiro, o Vasco da Gama (homenagem ao pioneiro no mar) poderá ser o primeiro a tornar realidade uma das maravilhosas máximas do impagável Neném Prancha. A vitória de Roberto dinamitou o poder absoluto e intransigente que Eurico instalou no clube.
Eurico Miranda foi um excepcional vice (parece que esta é a sua sina, não a nossa) de futebol. No momento que a “chave do cofre” foi parar em suas mãos, o que vimos foi um Vasco apequenado, que ganhou páginas policiais do noticiário com o caso Aremithas, enquanto seu presidente multiplicava seu patrimônio. De golpe em golpe, Eurico fez o que pôde para se perpetuar no poder. Típico. Conservadora, a colônia demorou a entender que o Vasco precisava mudar. Só o Vasco sobreviveria a Eurico. E sobreviveu.
Márcio Braga pode, no máximo, emitir certidões. Horcades e o verdadeiro presidente tricolor, Celso Barros, podem cuidar de exames médicos. O Bebeto joga vôlei. Mas, no Vascão, sempre que houver um pênalti, não há mais porque discutir se bate Edmundo, o Thiago ou o Morais. Como ensinou o filósofo Prancha desde tempos idos: Dinamite neles!!!
Flávio Araújo é jornalista, historiador e vascaíno.