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SUBURBANO DE ALMA E CORAÇÃO



Texto: Robson Rodrigues (5º período) e Andrezza Henriques (6° período) - Estagiária Mídia Impressa / Fotos: Efraim Fernandes


Conhecido como suburbano nato com muito orgulho, o morador de Pilares e torcedor do Vasco da Gama, o ator Marcos Guimarães, 43 anos, o Marco Palito, pode não ser ainda um ilustre desconhecido na Zona Sul, mas na Zona Norte é o rei do humor. A carreira de humorista começou há 20 anos e seu personagem mais conhecido é o Bonequinho Vil, que faz uma sátira do bonequinho de críticas do cinema do O Globo. Além do Bonequinho Vil, Marcão, que atualmente é redator do programa Zorra Total, da Rede Globo, tem outros personagens como a americana Emma Grace, líder da seita do Santo Diet — um chá alucinógeno que faz a pessoa acreditar que emagreceu — e Dali de Salvador, pintor surrealista baiano que tem entre suas obras o quadro “Clodovil no harém”.


De acordo com Marcão, sua inspiração vem das ruas do subúrbio do Rio, ao observar pessoas comuns. “Minha formação foi nos bares, nas ruas e nas lonas culturais. Nos bares aprendi e criei a gincana ‘respondeu bebeu’ (onde quem participava da brincadeira e ganhava, levava uma rodada de chope grátis). Na rua conheci meus personagens, a inspiração para a criação deles. Andando pelo subúrbio você vê muita gente com histórias boas. Já nas lonas, foram elas que me deram consistência, trabalho, palco, oportunidade. Já passei também pela rádio, que me ajudou a improvisar e fazer humor no esporte. Hoje em dia trabalho na Rede Globo e sou autor roteirista do Zorra Total, lá considero como minha pós-graduação”, contou Marcão.


PROJETOS – Falando em fazer humor, Marcos Palito tem novos projetos para dar continuidade à saga humorística. “Tenho um projeto que se chamará “Rir sara e cura”. Será como se fosse uma peça, que consegue mostrar que rir pode sarar e curar. Tenho também um livro que vai reunir 30 personagens, mas ainda não tem nome. O bonequinho vil e todos os outros personagens inspirados no cotidiano suburbano estarão juntos, será como um portifólio. Tenho também um projeto em mente que é uma equipe de basquete literária, o “Lance Livro”. Vou ver se consigo alguma parceria com a CUFA para fazer esse projeto em um campeonato de basquete de rua deles. E, por fim, acabei de gravar o DVD do Bonequinho Vil. Não será vendido em nenhuma loja, a venda será feita por mãos do pessoal da produção e de toda a equipe”, adiantou.


LONAS CULTURAIS – Marcão sempre se apresentou nas lonas culturais do subúrbio e sabe a importância delas para os artistas que estão começando. Ele reclama da ausência de uma lona cultural em Madureira, a capital do subúrbio, como gostar de dizer o comediante. “As lonas surgiram há 15 anos. Elas foram reaproveitadas da ECO 92 para virar um espaço cultural. Antes disso os espetáculos no subúrbio não tinha qualidade de som e de artistas. Hoje, as lonas dão a oportunidade que o pequeno artista precisa e com muita qualidade. É bom para o artista e para a galera que mora “do lado de cá do túnel”. A classe A tem que saber que existe vida e muita qualidade cultural desse lado. Apóio essa campanha de ter uma lona em Madureira,e teria que ser Lona Cultural Tia Doca, aproveitaria o nome de uma pessoa que tem essa raiz no bairro e que representou tão bem o samba”, defendeu.

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RANKING DE POINTS SUBURBANOS LEGAIS PARA VISITAR E COMER ANTES DE MORRER


A reportagem do DAZIBAO pediu a Marcão que destacasse 10 lugares e 10 comidas típicas do subúrbio que turistas e moradores “do outro lado do túnel”, como ele gosta de dizer, conhecessem na Zona Norte antes de morrer. Mas, como ele tem uma atração mística pelo número 11, Marcão destacou 11 pontos que mais chamam a atenção na Zona Norte da cidade.


11 LUGARES QUE O MORADOR DA ZONA SUL DEVE

CONHECER NA ZONA NORTE ANTES DE MORRER


Escolas de Samba: Caprichosos de Pilares que é sua escola de coração, Portela, Império.

Jongo da Serrinha - Madureira

Piscinão de Ramos

Lonas Culturais

Cachorro – quente da praça de Marechal Hermes

Pagode da Tia Doca - Madureira

Blumenau Grill – TV no Bar – Madureira Shopping

Igreja da Penha

Ponto Cine - Guadalupe

10º Sambola - Abolição

11º Feira dos Paraíbas – São Cristóvão

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11 SABORES QUE O MORADOR DA ZONA SUL DEVE
EXPERIMENTAR NA ZONA NORTE ANTES DE MORRER


Bananada
Paçoca
Sacolé de manga e de amendoim
Churrasquinho
Ovo rosa
Cerveja / Guaraná Natural
X – TUDO
Feijoada das escolas de samba
Caldo da Abolição
10º Cinco bocas de Olaria
11º Rei do Bacalhau, na Abolição

JOVENS DESFILAM NA PASSARELA PARA APRESENTAR A MODA OUTONO-INVERNO 2009 NO MADUREIRA SHOPPING


Yuri Graneiro

Rodrigo Fabri

Maithê Moura

Júlia Theresa
Texto: Andrezza Henriques (6º período) - Estagiária Mídia Impressa / Pedro Cruz - Repórter Comunitário / Talita Magalhães - Repórter Comunitário / Fotos: Pedro Cruz - Repórter Comunitário

A Escola de Moda Yuri Graneiro agitou a tarde desta sexta-feira (29/05), com o desfile de apresentação da coleção Outono-Inverno. Modelos de várias idades e estilos abalaram a passarela de moda montada no 1º piso do Madureira Shopping. O objeto do evento é promover a integração dos alunos do curso com a prática do mundo da moda, divulgar marcas parceiras e importantes para o shopping. Lojas como Colombo, Skorpion, Jamf, HBS, Pixação, Aquamar, Dank e Pé de Criança estavam no desfile, que uniu roupas femininas, masculinas e infantis. Os desfiles acontecem até o dia 31 de maio, com desfiles em três horários: 13h, 16h e 19h, no Madureira Shopping, com entrada gratuita.
A modelo Maithê Moura, 14 anos, moradora de Marechal Hermes, ainda está fazendo o curso e, mesmo assim, já pôde participar de eventos de moda como este. “Entrei no curso não só para desfilar na passarela mas, também, para aprimorar a minha postura e etiqueta. Essa oportunidade de fazermos o lado prático antes de nos formarmos é essencial, pois começamos a ter noção do que virá pela frente”, afirma.
A iniciativa partiu do próprio Yuri, que conseguiu associar a divulgação de grandes marcas e modelos que estão começando e precisam ser reconhecidos no meio da moda.
Júlia Theresa, de 5 anos, é modelo-mirim e está fazendo o curso desde de janeiro. Ela adora as aulas e, principalmente, as apresentações na passarela. Sua mãe, Josilene Soares de Araújo, apóia a menina e diz que poder ter a prática antes mesmo de concluir o curso é necessário. “Na aula teórica ela não consegue ter muita atenção e acaba não aprendendo muita coisa, já nesses eventos ela aprende muito e mostra que vale a pena todo meu esforço de mãe”, acredita.
O modelo Rodrigo Fabri, 19 anos, mora em Madureira e desfilou com roupas da Colombo e da WQSurf. Atualmente é estudante de Educação Física e faz o curso de moda Yuri Graneiro. “É fundamental para a gente poder praticar o que aprendemos nas aulas. Praticar nunca é demais, pois assim conseguimos nos aperfeiçoar”.

PESQUISA: CRISE ECONÔMICA SUBURBANA

Texto e pesquisa: Rosana Fleury e Marília Rangel
Equipe ONIX / Téc. de Reportagem.



O JILÓ PRESS realizou uma pesquisa em Madureira, sobre a crise mundial, para fins de saber o que a crise afetou na vida dos suburbanos. Foram entrevistadas pessoas com 30% escolaridade média, setenta por cento, nível superior. Com idade média de 28 anos, moradores da Zona Norte.

Quando perguntado em demissões, falando da própria vida, o resultado foi positivo, se foi alguém demitido no trabalho por ter sido a crise a culpada, somente 20% responderam afirmativo, 60% não houve demissões e vinte por cento tiveram demissões por outros motivos. Perguntamos então, se conhecia alguém que perdeu o emprego nesse tempo, o quadro mudou, e 70% afirma conhecer alguém que foi demitido por ter sido a crise culpada, vinte por cento não tem conhecimento de demissões e dez por cento por outros motivos.
Em relação ao mercado de trabalho, 40%, acredita não ter mudado, o índice de procura a mão de obra, contra sessenta por cento que afirma as oportunidades de emprego terem diminuído.

Quanto à consumação, para se resguardar, 30% afirma ter reduzido o gasto bastante, quarenta por cento consumiu um pouco menos, 20% disseram ter comprado tudo como de costume, dez por cento dos entrevistados, comprou além do normal, que costumava consumir. Houve um certo aumento nos preços de produtos comercializados, por isso procuramos saber, na opinião deles qual o produto que houve mais acréscimo, 50% acredita ter tido no alimento não perecível, vinte por cento no vestuário e 10% no alimento perecível. Dez por cento, não notou aumento em nenhum dos itens citados, nem nas opções que haviam, como importados, remédios, transporte.

Em geral a crise atingiu em Alta escala a 20% dos entrevistados, que mudaram completamente os seus hábitos. Trinta por cento Média escala, cortaram gastos desnecessários. Vinte por cento Baixa, apenas deixaram de comprar algumas coisas e 30% nenhuma, não mudou nada sua vida.

O que ELES opinam...

Danyelle Ferraz, 24 anos, supervisora,
“No mercado de trabalho as vagas estão acirradas, ficam as pessoas qualificadas”.

Lucas Ricardo, 25 anos, operador de máquinas da Marinha,
“O Brasil está mais forte, menos vulnerável a crise, pelo aumento do consumo interno”.

Iuri da silva, 23 anos, operador de telemarketing,
“Não é mais crise, o tempo mudou e assim vai permanecer, por mais anos”.

Talita Louzada, 24 anos, vendedora,
“Se o Brasil continuar no descaso, vai piorar, o que parece é que Lula não faz nada”.

Regiane Leite, 29 anos, auxiliar de escritório,
“Já vivemos em crise há muito tempo”.

Adriele da Silva, 21 anos, estudante,
“A crise não chegou no Brasil, está sendo usada para esconder problemas internos”.

Humberto Juncá, 58 anos, químico,
“Os países deixaram de investi no Brasil, e isso ocasiona a crise”.

Foram entrevistadas dez pessoas no Madureira Shopping.