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Depois do baile, cautela


O Vasco de Carlos Alberto (foto) mastigou o Vitória por 4 a 0, nesta quarta-feira, em São Januário. Apesar do ótimo resultado, o cruzmaltino precisa colocar os pés no chão para não ser surpreendido, na próxima semana, em Salvador.

A reversão de cenários nebulosos não é novidade no Futebol. Nas oitavas-de-finais desta Copa do Brasil, o Vitória meteu 3 a 0 no Atlético-MG, em casa, e tomou o placar de volta, no Mineirão. Passou nos pênaltis.




O próprio Vasco tem um episódio marcante de sua história, envolvendo uma virada quase impossível. No ano 2000, na finalíssima da Copa Mercosul, competição equivalente à atual Copa Sulamericana, o Palmeiras fez 3 a 0 no 1º tempo, mas o time da Colina virou para 4 a 3 e ficou com o título.




A vantagem é boa, mas prudência não faz mal. Os vascaínos só não podem confundir cautela com covardia. É preciso jogar, sem pensar na classificação antes de a partida terminar.

Na sua opinião, o Vasco já está classificado???

A "nêga" de Renato Gaúcho

24 de novembro de 1996. Foi nesta data que o atual técnico do Vasco, Renato Gaúcho, foi rebaixado para segunda divisão. Na época, ele era uma espécie de jogador-técnico do Fluminense. Contudido, assumiu em meio a bagunça que o clube das Laranjeiras atravessava. Seria o princípio da pior fase de toda história do Fluminense. Três rebaixamentos consecutivos.

A situação era a seguinte: o Flu tinha 19 pontos e precisava vencer o Vitória-BA em Cariacica/ES e torcer por um tropeço de Bahia ou Criciúma (ambos com 20 pontos) que enfrentariam fora de casa, Flamengo e Atlético-PR respectivamente.

Renato prometera sair pelado caso o Fluminense fosse rebaixado. O Tricolor jogou bem e venceu o jogo 3 x 1, porém o resultado não foi suficiente. Surpreendentemente, o Criciúma venceu (2 x1) no Joaquim Américo o Atlético-PR e o Bahia derrotou(1 x 0) o Flamengo em São Januário. Fluminense rebaixado.

Hoje, um pouco mais de doze anos, o técnico Renato Gaúcho tem a "nêga" e vive o mesmo drama e enfrentará o adversário que derrotou na época, o Vitória-BA. Atlético-PR e Flamengo que se enfrentarão em Curitiba e novamente estarão no caminho de Renato. E mais uma vez, Portallupi será "flamenguista" desde pequenino.

E agora? Será que dessa vez os deuses ajudarão Renato e o Vasco?

Quem merece o seu amor ($$$)?

Divulgação / CBF News
No próximo sábado, tem Botafogo x Santos, no Engenhão. Em jogo, o sonho da Libertadores e o pesadelo da Segundona. Duelo quente e ingressos a R$8!!!

Domingo é dia de Vasco x Flamengo, o "Clássico dos Milhões", no Maracanã, e o drama é o mesmo: proximidade com o inferno de um lado e aspiração de título do outro. A entrada mais barata sai por R$20.

Das quatro grandes torcidas do Rio de Janeiro, só a do Fluminense não precisa economizar para o fim de semana, pois o Tricolor pega o Vitória em Salvador com transmissão da tv's Globo e Band.

Vale a pena deixar tudo isso de lado e assistir ao "grande desafio" Brasil x Colômbia por, no mínimo, R$30, às 22h de uma quarta-feira? Ah, essa partida será mostrada pela televisão aberta, ao contrário das duas primeiras.

Tudo bem. Kaká está com a bola toda. Mas esse calendário tem cada uma...

Goleiro peladão, ex-Fla e Bota, é candidato a vereador

Imagem: Arquivo / G Magazine
Partir dos campos de futebol para a Câmara de Vereadores. Este é o desejo de Roger, ex-goleiro campeão da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes da Fifa pelo São Paulo. Registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 266/C6-015/08, ele quer ser vereador em Cantagalo, município com 20 mil habitantes localizado na Região Centro-Norte Fluminense, a 210 km do Rio de Janeiro.

Roger tem 36 anos e foi revelado pelo Flamengo, em 1991, na mesma geração de Marcelinho Carioca, Djalminha, Paulo Nunes e Júnior Baiano. Atuou também no Vitória (BA), Portuguesa, Santos e Botafogo, onde encerrou a carreira, no primeiro semestre deste ano. Ele também conquistou sete campeonatos estaduais (dois cariocas e cinco paulistas) e um Brasileirão.

Em outubro de 1999, o goleiro foi capa da G Magazine e entrou em conflito com Paulo César Carpegiani, técnico do São Paulo, na época. Desgastado, Roger se transferiu para o Vitória.

Lá vem a superstição tentando camuflar a incompetência...

O Flamengo perdeu as duas partidas desde a estréia da nova camisa, inspirada nos uniformes da década de 1970. Foram duas derrotas por 1 a 0, na quinta-feira passada (17/07) e ontem, contra Coritiba e Vitória, respectivamente. Esta seqüência negativa fez brotar na Gávea uma corrente defensora da extinção no uniforme recém-lançado. A justificativa é uma suposta urucubaca entranhada no manto rubro-negro.

Ao contrário da torcida, capaz de pressionar e desestabilizar o adversário, a camisa não ganha nem perde jogo sozinha. Os fracassos coincidem com a saída de Marcinho, vendido para os Emirados Árabes. Um dos pontos de equilíbrio do Fla foi para o Al-Jazeera, clube medíocre nos campos e grandioso nos cofres. Outro a deixar o Rio de Janeiro foi Renato Augusto, reforço do Bayer Leverkusen, da Alemanha.

Caio Júnior perdeu, em um só lote, o destaque do Brasileirão 2008 até o momento e a maior pérola das categorias de base desde Adriano. Camisa maldita? Quem está gostando desta balela é a Olympikus, rival da Nike na disputa por um espaço no peito dos flamenguistas. O time passa por um período de readaptação, pois a “estrela” foi buscar o brilho negro dos petrodólares. A torcida já sofreu com a seca de Obina e Souza, virando as esperanças para Diego Tardelli.

A culpa é do uniforme? Não. A massa espera reforços e eles devem chegar porque a volta das vitórias independe do estilo. Futebol não é jogado nas passarelas!!!

Você gostou da nova camisa do Flamengo? A fase ruim é culpa do manto? Deixe o seu comentário!!!

Foto: Site Oficial da Nike Brasil