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PIEDADE PELO MEIO AMBIENTE



MEIO AMBIENTE
Projeto visa trabalho social, energético e ambiental para o Rio de Janeiro

Texto, fotos e vídeo (TV JILÓ): Carolina Nascimento – Técnicas de Reportagem – Equipe ESMERALDA

O Coopera, uma cooperativa de catadores de óleo residual e materiais recicláveis em Piedade, Zona Norte do Rio, desenvolve o Projeto de Reaproveitamento de Óleo Residual (óleo de fritura). A cooperativa incentiva a coleta do óleo por catadores autônomos para a formação de biodiesel. A missão do Coopera é fazer com que os cidadãos se conscientizem, por meios de serviços prestados à comunidade, que o óleo é um grande malefício para o meio ambiente. O óleo sendo descartado inadequadamente polui rios e lagoas fazendo com que a água fique inutilizada.

Apenas 1(um) litro de óleo é capaz de poluir 1.000.000 (um milhão) de litros de água. O óleo coletado pelos cooperados e inúmeros voluntários no próprio bairro, em lanchonetes da Barra e Engenho de Dentro, no Shopping Downtown e doações se transformam em energia sustentável, o biodiesel.

O responsável pela compra do óleo recolhido pela cooperativa é o PROVE - Programa de Reaproveitamento de Óleo Vegetal Residual do Estado do Rio de Janeiro - que destina para a ITCP - Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, na UFRJ, que faz estudos e pesquisas para saber se o óleo é do TIPO A, B ou C. O óleo TIPO A, é transformado em biodiesel, e os TIPO B ou C são transformado em sabão.

Chistiane Paulino, presidente da cooperativa, explica que o Coopera tem três focos fundamentais, o social, o energético e o ambiental. “Nós temos três objetivos principais para o funcionamento. O primeiro, que é o social, visa gerar renda alternativa para os catadores na cadeia produtiva do biodiesel. A segunda é o energético. Com a contribuição de produção de biodiesel no Rio de Janeiro, utilizando o óleo residual, estaremos economizando o petróleo do nosso país e estamos contribuindo com o Programa Brasileiro de Produção de Biodiesel. E a terceira, é claro, estamos ajudando com a preservação do meio ambiente”, diz Christiane.

O lixo recolhido pelos voluntários gera renda e recicla o meio ambiente

CRISE MUNDIAL AFETA COOPERATIVA

Apesar de toda a força de vontade dos envolvidos com o trabalho, devido a crise econômica, o desenvolvimento da cooperativa está com um déficit grande. O Coopera, assim chamado por todos, já chegou a trabalhar com 22 cooperados. Hoje, apenas seis trabalham com o projeto social. Ana Paula Monteiro da Silva, 40 anos, moradora de Piedade e cooperada desde a fundação, explica a causa da decadência. “Muita gente imagina que a crise econômica atrapalha somente as multiempresas. A nossa cooperativa tem sofrido muito por causa da crise mundial. O óleo residual desvalorizou muito”, esclarece Ana Paula, acrescentando que o litro do óleo, antes vendido a R$ 1,50, hoje o valor não passa de R$ 0,80. Ana também diz que o lucro final é dividido em oito cotas: duas cotas de dinheiro ficam para o sustento da cooperativa e as outras seis divididas entre os cooperados.

Além do trabalho de coleta de óleo residual, o Coopera trabalha com o serviço voluntário de reciclagem de materiais até tal ponto inutilizáveis. Na cooperativa são divididas duas partes diferentes de voluntariado, aqueles que entregam o material, como garrafa pet, latinhas, CD’s velhos, plásticos, entre outros, e aqueles que se prontificam a ensinar fazer artesanatos como meio de renda alternativa.

Também moradora de Piedade, Rita Maria Aguiar Pereira, 56, é voluntária desde 2007, e ensina artesanato para outros voluntários. “Ensinamos e trocamos conhecimento. Me tornei outra mulher quando comecei a ajudar nesse trabalho social”, diz, emocionada. Rita tira no final do mês em torno de R$ 400,00 com o trabalho de artesanato.

RECICLA RIO - Em junho, a cooperativa participou do lançamento do evento Recicla Rio, uma parceria com a Supervia e a Rede Nacional do Prove. O evento visa beneficiar inúmeras cooperativas no Estado do Rio, através da coleta seletiva de empresas privadas e públicas e qualquer cidadão que queira contribuir com essa iniciativa ajudando com doações de “lixo” recicláveis. Para pessoas interessadas em contribuir vendendo seu óleo ou doando materiais recicláveis, a cooperativa fica na Rua Manuel Vitorino 543, Piedade.

GARI CONFESSA QUE JOGAVA LIXO NA RUA QUE AGORA LIMPA POR FORÇA DO OFÍCIO

Paulo hoje é exemplo de cidadão: limpa as ruas que um dia ousou sujar
Texto e foto: Carolina Nascimento - Técnicas de Reportagem - Equipe Esmeralda

Casa de ferreiro, espeto de pau. Na Estrada do Portela, o gari Paulo César, 38, morador de Campo Grande, trabalha todos os dias recolhendo lixo nas ruas do bairro e da cidade que, um dia, ajudou a sujar. Hoje, apredida a lição depois de muita labuta e suor, o gari diz o quanto é difícil a profissão na qual trabalha há cinco anos. “Infelizmente, somente há cinco anos eu pude ter consciência do mal que eu fazia em jogar lixo nas ruas”, confessa Paulo, aproveitando para criticar quem faz o mesmo. "Nós (garis) temos que trabalhar sim, mas é um absurdo a falta de educação da população conosco e com ela mesma ao jogar lixo na rua”, reclama Paulo, depois de lembrar que um dia já fez o mesmo.

A lição de Paulo, infelizmente, não fez parte do aprendizado de muita gente. Quem nunca ouviu, ou ao menos disse essa seguinte frase: “Se eu não jogar lixo na rua, como é que os garis vão trabalhar?”. Pois é. Com expansão do comércio, urbanização e crscimento da população, a quantidade de lixo nas ruas vem aumentando gradativamente a cada dia. Em Madureira, maior centro comercial da Zona Norte do Rio, não foge a essa regra. Diariamente, garis têm árduo trabalho ao recolher os inúmeros detritos espalhados nas vias do bairro. Não jogar lixo nas ruas - hoje ensina Paulo - é uma lição de cidadania.

LIMPEZA - A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos do Rio de Janeiro fica na Rua Afonso Cavalcanti 455, An 9, Cidade Nova. Telefone para reclamações: 2273-6797.

LUGAR DE LIXO É NA LIXEIRA!



Texto e Foto: Ana Carolina Gonçalves - Técnicas de Reportagem - Equipe Esmeralda

Não é de hoje que o Jiló vem noticiando sobre o acúmulo de lixos nas ruas de Madureira. O fato é que as pessoas preferem jogar lixo no chão, criando montinhos, do que na lixeira. O gari Flávio Alexandre reclama: “outro dia ouvi dois jovens comentando que deveria jogar sujeira no chão mesmo, porque existe gari para limpar. E ainda debocharam dizendo que se não fizessem isto, nós não teríamos emprego”.

Manter a cidade limpa é muito mais que obrigação.

É uma questão de inteligência e educação, a começar pelo nosso bairro!

LIXO E ENTULHO EM ROCHA MIRANDA

Texto e Fotos - Vinicius Teixeira - Técnicas de reportagem - Equipe Ônix

Moradores de Rocha Miranda, estão sendo obrigados a conviver com lixo e entulho em suas calçadas. Em vários pontos da Avenida dos Italianos, uma das principais vias do bairro, é possível observar o acúmulo destes dejetos que podem trazer prejuízos a saúde pública.


- O lixeiro não passa sempre e o pessoal, não ajuda muito porque vive jogando lixo aqui. Afirma o Sr. Mendonça, morador do bairro.

A equipe do Jiló, tentou por quarenta minutos contato com a Comlurb para solicitar a remoção do lixo e entulho, porém não obteve sucesso.

- É um absurdo! Pagamos impostos caros pra isso!. Revoltou-se o Sr. Mendonça.

LIXO NAS RUAS DE MADUREIRA INCOMODA LOJISTAS


Texto e fotos: Letícia Motta - Técnicas de Reportagem - EQUIPE RUBI

Na estrada do Portela, em Madureira, pessoas que fazem compra ou trabalham no comércio já se acostumaram a viver com o lixo na via e, muitos, contribuem para aumentar o problema, que
se agrava com a falta de manutenção de algumas lixeiras. Em frete da loja Marisa, uma lixeira está quebrada (foto 2). Segundo a gerente, Bruna Santos da Silva, o lixo espalhado prejudica as vendas. “A lixeira está quebrada há uma semana, o que, para a loja, é muito ruim. Com o vento, o lixo entra todo na loja (foto 1) e nós temos que deixar os funcionários da conservação na porta, para varrer”, denuncia. Bruna diz que ao caminhão da Comlurb passa sempre na estrada, jogando água para limpar. "Mas o lixeiro mesmo não vejo. Pode ser que passe mais cedo”, diz. A Comlurb disponibiliza em seu site (http://comlurb.rio.rj.gov.br/manual_civilidade.htm) um manual de cidadania no trato com o lixo noso de cada dia. Vale a pena conferir.

EXCESSO DE LIXO ATRAPALHA PASSAGEM DE PEDESTRES EM MADUREIRA

Por Daniele Azevedo - Jornalismo digital - EQUIPE SAFIRA

Durante o dia, Madureira é um bairro movimentado e com trânsito intenso. Mas à noite, quem mora na região tem que conviver com a sujeira nas ruas: vários sacos de lixo atrapalham a passagem dos pedestres pelas calçadas.

Segundo Phillipe Moraes, que mora na Zona Norte, o motivo de tanta sujeira é o grande número de camelôs que toma conta das ruas da região no horário em que já não há mais fiscalização da Guarda Municipal.

- Na verdade é um acúmulo de fatores que causa toda essa sujeira. O que deveria ser feito é que a prefeitura da cidade estipulasse um local e horário para o lixo ser despejado, havendo coleta diária para que as pessoas cumprissem essas normas, afirma Phillipe.