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Projetou o estádio e morreu antes da inauguração

Foto: Divulgação / Ipatinga
No domingo, Ipatinga e Vasco fazem o jogo dos desesperados, no Ipatingão. Este, logicamente, é um apelido carinhoso do caldeirão mineiro, capaz de receber 24 mil e 500 pessoas. O nome oficial é “Estádio Municipal Epaminondas Mendes Brito”, uma homenagem ao engenheiro responsável pela obra.

Ele era funcionário da Usiminas, foi vereador de Ipatinga e faleceu com apenas 39 anos, em 1981, devido ao um tumor no cérebro. Sua morte aconteceu um ano antes da inauguração do estádio. No dia 13 de novembro de 82, depois da festa de abertura, o Cruzeiro fez 3 a 0 na Seleção de Ipatinga.

Vasco flerta com a Segundona. Vai dar namoro?

Montagem: Fernando Torres
A recolocação do Vasco entre os principais times do Brasil, após anos de uma gestão obscura, vai levar alguns anos. Roberto Dinamite recebeu um cofre zerado e uma equipe fraca e precisa de um plano emergencial para não manchar sua administração com a queda para a 2ª divisão do Campeonato Brasileiro. Pode parecer uma crítica pessimista, mas está difícil de projetar algo diferente.

Neste domingo (27/07), Antônio Lopes e seus comandados perderam por 5 a 2 para o Santos e fecharam uma seqüência assustadora. Nos últimos cinco jogos, a terceira pior defesa do Brasileirão levou 15 gols, com média de três por partida. No total, as redes vascaínas balançaram 27 vezes em 16 confrontos. O clube de São Januário tem 16 pontos, é o 16° colocado e está a uma posição da zona de rebaixamento.

O prognóstico é tenebroso porque, logo abaixo na tabela, estão Portuguesa, Santos, Fluminense e Ipatinga, nesta ordem. O Tricolor das Laranjeiras está se reforçando, além de contar com a volta dos Thiagos Neves e Silva, após as Olimpíadas de Pequim. O Peixe está em ascensão e tem Cuca, um fator importante, no comando. E o Vasco? O cruzmaltino tem alternativas para lutar contra a degola? Comente!!!

Decisão, dinheiro e democracia

O Fluminense do excelente Thiago Silva, o melhor jogador brasileiro em atividade, enfrenta a penúltima batalha rumo ao título da Copa Libertadores 2008. A Liga Deportiva Universitária (LDU) tentará fugir de um novo empate, mas o tricolor tem time e, se controlar a ansiedade, pode voltar do Estádio Casablanca, em Quito, no Equador, com uma triunfante vitória. Merecerá festa porque, alcançando qualquer resultado diferente da derrota, o clube das Laranjeiras colocará oito dedos na 3ª conquista carioca e 14ª brasileira na competição mais importante das Américas.

A importância do jogo é proporcional à necessidade do Flu aplicar o seu futebol, independente da pressão equatoriana. O ala/ponta Guerrón, da Seleção do Equador, é o jogador mais perigoso. Renato está de olho nele. Quando entrou na partida da primeira fase, no Maracanã, deixou a defesa tricolor de cabelo em pé. Em contrapartida, o treinador Edgardo Bauza precisa ficar atento a várias armas do Gaúcho. Junior Cesar, Gabriel, Thiago Neves, Conca e Washington formam um arsenal perigoso o bastante para fixar a bandeira do favoritismo no lado brasileiro. O duelo é interessante, mas o título da LDU seria, friamente, uma zebra.

Oferta pequena e demanda gigante = preço enorme

Os esquemas de corrupção existentes no mercado de ingressos são absurdos. No Brasil, a maioria (não todos) dos clubes trata a torcida como um bando de servos. Torcedor é cliente. Só não deixa de freqüentar, definitivamente, os estádios porque é apaixonado e, quando veste a camisa, deixa a razão de lado. Alheio a esta desorganização, o Fluminense decidiu dobrar o preço dos ingressos. Fez certo. A relação básica oferta x demanda já explica tal iniciativa. É caro para quem recebe um, dois ou três salários mínimos? Sim, mas a enorme procura justifica a mudança de 30, 40 e 150 para 60, 80 e 300 reais. Voltarei, ainda esta semana, a abordar o tema.

O jogo da democracia

Neste sábado (28/06), Vasco e Ipatinga se enfrentam no jogo da democracia vascaína. Seja Roberto Dinamite o novo presidente ou não, esta será a primeira partida do Machão da Colina, após três anos, sob o comando uma diretoria, legitimamente, eleita. Caberá a quem assumir recolocar o clube na rota dos títulos. Cinco anos sem novos troféus é muito para o cruzmaltino. De qualquer forma, os ares democráticos nascidos em São Januário voltam a circular em sua casa.

Fotos (Divulgação LDU, Fábio Azevedo / Ascom Fluminense e Nelson Teles): Torcedor da LDU, presidentes dos clubes trocam presentes e Lula veste a camisa tricolor