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Paulistas, Grêmio e Galo jogam partida decisiva em casa

Confira o quadro de cruzamentos da Copa Sulamericana 2008 (clique na imagem para visualizar a versão maior). São Paulo, Grêmio, Palmeiras e Atlético Mineiro decidem a primeira fase em seus respectivos estádios. Qual equipe do Brasil pode chegar mais longe? Por quê? Dê o seu palpite.

Sorteio define confrontos da Sulamericana 2008

Por Fernando Torres (texto e foto)

Além dos “pegas” entre os brasileiros, o sorteio da Conmebol apontou os outros jogos da Copa Sulamericana 2008. A cerimônia ocorreu no fim da manhã de hoje, no Complexo Esportivo Ezeiza, centro de treinamento da Associação Argentina de Futebol (AFA), em Buenos Aires.

A 7ª edição do campeonato acontece de 30 de julho a 3 de dezembro com a participação de 34 times. Algumas equipes ainda disputam vagas como as de México e Costa Rica, mas a maioria dos participantes já está definida.

Boca Juniors (Argentina) x Bolívar (Bolívia) ou LDU (Equador)
River Plate (Argentina) x Libertad (Paraguai) ou melhor equipe uruguaia
Arsenal (Argentina) x representante da Concacaf (Confederação de Futebol das Américas do Norte e Central e do Caribe)
San Lorenzo (Argentina) x Independiente (Argentina)
Estudiantes de La Plata (Argentina) x Argentino Juniors (Argentina)
Deportivo Cali (Colômbia) x América de Cali (Colômbia) ou União Maracaibo (Venezuela)
Universidad Católica (Chile) x segunda equipe uruguaia
Ñublense (Chile) x Sport Ancash (Peru)
Vasco (Brasil) x Palmeiras (Brasil)
Botafogo (Brasil) x Atlético Mineiro (Brasil)
São Paulo (Brasil) x Atlético Paranaense (Brasil)
Grêmio (Brasil) x Internacional (Brasil)

Campeões da Copa Sulamericana

2002 – San Lorenzo (Argentina)
2003 – Cienciano (Peru)
2004 – Boca Juniors (Argentina)
2005 – Boca Juniors (Argentina)
2006 – Pachuca (México)
2007 – Arsenal (Argentina)

Foto: Principais títulos do River Plate expostos nas escadas do Monumental de Nuñez. Assim como os clubes brasileiros, o atual campeão argentino nunca venceu a Copa Sulamericana.

Uma semana em Buenos Aires

Publicamos, aqui, a mensagem enviada por Raphael Zarko, amigo do Blog "A Bola e o Gol".

Caro Fernando,

passei uma semana em Buenos Aires, quando, fanático como sou, tive a oportunidade de assistir a dois jogos na Bombonera: Boca x Cruzeiro e Boca x River.

Para mim e para toda a torcida cruzeirense, ficou claro o motivo pelo qual o Boca passeou mais uma vez em sua cancha: o Cruzeiro simplesmente tremeu e temeu o Boca. Se não fosse a péssima pontaria dos atacantes Palacios e Palermo, o "Zeiro" voltaria para BH com uns 4 a 0 na mala. Mas foi pouco. O 2 a 1 veio num gol de pura sorte dos mineiros.

A diferença toda num jogo desse de Libertadores é a seguinte: o Boca atacava com seus ou sete jogadores o tempo todo. Sendo assim, mesmo que falhasse na armação da jogada, a bola não saía dos seus pés. Mas essa situação foi facilitada pela escalação bizarra do Cruzeiro, que na ocasião jogou sem lateral-esquerdo...

O segredo do Boca, além de atacar e pressionar o tempo todo, na verdade, não é segredo para ninguém: Juan Roman Riquelme comanda todas ações em campo. E ele não joga lá na frente o tempo todo, por isso é mais difícil marcá-lo. Ele busca lá atrás a bola, se desloca mais ou menos como o Ronaldinho Gaúcho fazia na Barcelona para a esquerda. Atrai dois ou três com ele e, com um simples toque, corta-luz ou outra genialidade do tipo deixa alguém na cara do gol.

O Cruzeiro esteve apavorado. Não entrou em campo. Quando roubava a bola a devolvia em seguida com um chutão qualquer. Atacava, quando muito, com quatro jogadores, que, convenhamos, não são dos melhores para decidir um jogão desses. Infelizmente, de nada valeu o entusiasmo impressionante que a torcida deles (da qual fiz parte esse dia) demonstrou. Time brasileiro que chega lá é para ser massacrado. Não só para ganhar a Libertadores, mas para eles verem que os argentinos são melhores, que os brasileiros não são de nada etc.

Já Boca x River, o superclássico argentino, foi outro jogo. Fraco tecnicamente, de poucas boas jogadas, enquanto Riquelme e Ortega (este já com pouca perna) estiveram em campo, e decidido numa bola parada, outro ponto forte do Boca.

Amigo, posso te dizer o seguinte: os US$ 90 dólares que paguei para entrar foram muito bem gastos. Doeu no bolso, mas fiquei com a certeza de que dificilmente terei outra oportunidade de assistir a um jogaço desses. A rivalidade é impressionante, o astral, por si só, é completamente distinto do jogo contra o Cruzeiro.

Bom, era isso. Parabéns pelo site de vocês.

Grande abraço.


Raphael Zarko (
raphael.zarko@gmail.com)