


E mais uma vez, o assunto racismo entra em campo e insiste em manchar o esporte. Na primeira partida válida pelas semifinais da Libertadores da América, o atacante gremista Maxi López foi acusado pelos jogadores do Cruzeiro de xingar o volante Elicarlos de "macaco".
Ao final da partida, o volante cruzeirense deu queixa aos policiais de plantão e o caso foi parar na delegacia, com toda a delegação do Grêmio comparacendo para prestar depoimentos.
É impressionante que em pleno século XXI, ainda temos que ver reações desse tipo e ver o tema de volta à pauta. Mesmo vendo iniciativas como as dos capitães das seleções que participam da Copa das Confederações lendo mensagens contra o racismo.
Além do local da próxima Copa do Mundo ser um verdadeiro símbolo contra qualquer ato de racismo no mundo.
*O título do post é uma homenagem ao Rei do Pop, Michael Jackson, que morreu e deixou um imenso legado na música mundial.

Cruzeiro 2 x 0 Flamengo
Fluminense 1 x 0 São Paulo

Você votou na enquete de "A Bola e o Gol" e respondeu: com seu time na rabeira da tabela, trocar de técnico adianta? A opção mais votada, com 57%, foi "Não. Quem atrapalha são os jogadores, todos fracos". Em seguida, veio "Não. A culpa é dos dirigentes", com 43%. Ninguém escolheu as alternativas "Sim. Ele atrapalha" e "Sim. Quando está tudo errado, tem de trocar todos".
A nosso público deve estar com a razão, pois os cinco melhores colocados do Brasileirão — Grêmio, São Paulo, Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras — têm o mesmo técnico desde o início do campeonato.
O Wisla Cracóvia venceu o Barcelona por 1 a 0, na etapa preliminar da Liga dos Campeões da Europa. Apesar da derrota, o clube espanhol está classificado à fase de grupos porque ganhou o primeiro jogo por 4 a 0. Ao bater o olho, confundi Cracóvia com Krakozhia, nome do país de Viktor Navorski, personagem vivido por Tom Hanks no filme “O Terminal”, de 2004.
Desfazendo qualquer dúvida, a Cracóvia é uma cidade verdadeira do sul da Polônia. Já Krakozhia é um país fictício, criado para ilustrar a experiência real, contada no filme, de um estrangeiro preso no aeroporto de Nova York. Portanto, Victor Navorski não é torcedor do Wisla Cracóvia.
Ah, só para constar: o gol do time polonês sobre o Barça foi marcado pelo brasileiro Cléber Lima, zagueiro campeão da Copa Libertadores de 1997 pelo Cruzeiro.
Oito times ainda não perderam em seus estádios até hoje, faltando três partidas para a conclusão da 12ª rodada do Brasileirão 2008. A intimidação resultante da festa promovida pelas torcidas e o conhecimento do próprio campo geram boas colocações. Apesar de o líder Flamengo já ter sido derrotado no Maracanã, as outras três equipes da zona de classificação para a Libertadores – Cruzeiro, Grêmio e Palmeiras – continuam sem fracassar em seus domínios.
Em contrapartida, é importante vencer em casa ter mínima regularidade para alcançar uma campanha equilibrada. Um exemplo é o Atlético-MG. O Galo não tem derrotas como mandante, mas é o campeão dos empates – seis, incluindo jogos fora do Mineirão – e amarga a 16ª colocação no Campeonato Brasileiro. Completam a lista de invictos Internacional, Atlético-PR, Coritiba e Figueirense. Ou seja, os times do eixo Sul-Minas mais o Palmeiras.
Foto: O Grêmio, 3° colocado, ainda não perdeu no Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS).
Publicamos, aqui, a mensagem enviada por Raphael Zarko, amigo do Blog "A Bola e o Gol".
Caro Fernando,
passei uma semana em Buenos Aires, quando, fanático como sou, tive a oportunidade de assistir a dois jogos na Bombonera: Boca x Cruzeiro e Boca x River.
Para mim e para toda a torcida cruzeirense, ficou claro o motivo pelo qual o Boca passeou mais uma vez em sua cancha: o Cruzeiro simplesmente tremeu e temeu o Boca. Se não fosse a péssima pontaria dos atacantes Palacios e Palermo, o "Zeiro" voltaria para BH com uns 4 a 0 na mala. Mas foi pouco. O 2 a 1 veio num gol de pura sorte dos mineiros.
A diferença toda num jogo desse de Libertadores é a seguinte: o Boca atacava com seus ou sete jogadores o tempo todo. Sendo assim, mesmo que falhasse na armação da jogada, a bola não saía dos seus pés. Mas essa situação foi facilitada pela escalação bizarra do Cruzeiro, que na ocasião jogou sem lateral-esquerdo...
O segredo do Boca, além de atacar e pressionar o tempo todo, na verdade, não é segredo para ninguém: Juan Roman Riquelme comanda todas ações em campo. E ele não joga lá na frente o tempo todo, por isso é mais difícil marcá-lo. Ele busca lá atrás a bola, se desloca mais ou menos como o Ronaldinho Gaúcho fazia na Barcelona para a esquerda. Atrai dois ou três com ele e, com um simples toque, corta-luz ou outra genialidade do tipo deixa alguém na cara do gol.
O Cruzeiro esteve apavorado. Não entrou em campo. Quando roubava a bola a devolvia em seguida com um chutão qualquer. Atacava, quando muito, com quatro jogadores, que, convenhamos, não são dos melhores para decidir um jogão desses. Infelizmente, de nada valeu o entusiasmo impressionante que a torcida deles (da qual fiz parte esse dia) demonstrou. Time brasileiro que chega lá é para ser massacrado. Não só para ganhar a Libertadores, mas para eles verem que os argentinos são melhores, que os brasileiros não são de nada etc.
Já Boca x River, o superclássico argentino, foi outro jogo. Fraco tecnicamente, de poucas boas jogadas, enquanto Riquelme e Ortega (este já com pouca perna) estiveram em campo, e decidido numa bola parada, outro ponto forte do Boca.
Amigo, posso te dizer o seguinte: os US$ 90 dólares que paguei para entrar foram muito bem gastos. Doeu no bolso, mas fiquei com a certeza de que dificilmente terei outra oportunidade de assistir a um jogaço desses. A rivalidade é impressionante, o astral, por si só, é completamente distinto do jogo contra o Cruzeiro.
Bom, era isso. Parabéns pelo site de vocês.
Grande abraço.
Raphael Zarko (raphael.zarko@gmail.com)
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