
O técnico da seleção brasileira sempre foi contestado desde o início. Muitos alegavam (inclusive eu) que não se pode assumir o maior cargo de técnico do país, sem antes ter a devida experiência em clubes. Seria o mesmo que pegar um funcionário que nunca trabalhou em cargo de diretoria e promovê-lo a diretor geral de uma multinacional. Ainda mais no Brasil, onde o futebol é tratado como assunto de Estado.
Contudo, com o passar do tempo, os resultados foram acalmando as críticas e Dunga conseguiu uma certa tranquilidade para trabalhar. Campeão da Copa América, Campeão da Copa das Confederações e classificado com três rodadas de antecedência para a Copa do Mundo. Isso, sem falar nos sucessivos chocolates nos tradicionais rivais Argentina, Itália e Portugal.
Mas uma coisa não muda: O mau humor crônico do treinador. Será que não é chegada a hora de se deixar o rancor de lado e trabalhar a relação com o torcedor e com a imprensa? Não pode a cada entrevista e a cada vitória, Dunga destilar falta de educação e distribuir patadas.
Taí uma excelente oportunidade de melhoria para Dunga, uma vez que quando se aceita ser o treinador da seleção mais cornetada do planeta, está implícito essa relação tempestuosa e saber contornar com todo o jogo de cintura necessário.






