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LEGALIZAÇÃO E APOSENTADORIA PARA AUTÔNOMOS


Texto e fotos: Carolina Nascimento - Técnicas de Reportagem - EQUIPE ESMERALDA

A partir do dia 1º de julho autônomos vão poder legalizar seus trabalhos e ter direito a aposentadoria através do programa da Previdência Social, Microempreendedor Individual (MEI). A expectativa da Previdência é de poder alcançar um milhão de autônomos informais. Os participantes devem ter uma renda anual de até R$ 36 mil.
Em Madureira, os vendedores ambulantes que trabalham embaixo do Viaduto Coronel de Lima, em frente a Rua Francisco Batista, estão animados com a novidade. Lorandir Costa Pinto (foto 1), 52 anos, trabalha como camelô há 20 anos e diz que vai procurar saber detalhes para poder fazer tudo certo quando chegar o mês de julho. “Essa chance que estamos tendo é ótima”, acredita.
Um dos mais antigos camelôs, que atua no ponto desde de 1980, Gilberto Jerônimo de Melo (foto 2), 42 anos, conta que a oportunidade que ele pode ter de se aposentar é maravilhosa. “Acho muito legal o que a previdência social está fazendo por nós. A minha esposa, igual a mim, é camelô e vou cadastrá-la também”, diz Gilberto, que, com a aposentadoria, poderá dar um futuro melhor para seus três filhos.

O site onde os trabalhadores informais poderão se cadastrar ainda está em construção. Cada profissional terá que se enquadrar em um perfil para a divisão da cobrança das taxas. Para os vendedores ambulantes a taxa é de R$ 52,15, sendo R$ 1 para o ICMS (Impostos de Circulação de Mercadorias e Serviços). Para prestadores de serviços a taxa será de R$ 56,15, sendo R$ 5 para ISS (Impostos Sobre Serviços) e quem presta serviços e é vendedor a taxa será de R$ R$ 57,15, sendo R$ 1 de ICMS e R$ 5 de ISS.

MERCADO INFORMAL DE MADUREIRA

Camelô João Batista
Fotos: Amanda Souza (Chefe de reportagem)
Texto: Amanda Souza (Chefe de reportagem) e Diego Carvalho - Técnicas de reportagem -Equipe RUBI

Madureira bairro tão conhecido por vender produtos a preços baixos, é um grande gerador de mercado informal. O camelódromo de Madureira, próximo a estação Mercadão de Madureira é um exemplo de informalidade, existe há mais de vinte e cinco anos. Nele costumam passar centenas de pessoas que usam a passarela para dirigir-se ao outro "lado" de Madureira. Nessa caminhada comum a tantas pessoas observamos ambulantes na passarela, vendendo desde pilhas a controle remoto, ao fim desta passarela encontramos um verdadeiro shopping popular, o camelódromo. Um dos locais em que os suburbanos aproveitam cada oferta.
Camelô João Batista (foto), afirma que está em um ponto estratégico de vendas" já trabalho aqui há dez anos e as vendas são ótimas pois por aqui passam muitas pessoas para atravessar a passarela e acabam se encantando com alguma mercadoria e comprando" disse.
Camelô Josi Mary, 49 anos (foto), afirma ter clientes fiéis "Estou aqui há vinte e sete anos, fui a primeira camelô aqui, quando vim aqui ainda tinha mato. Sou a única que vendo roupas "GGG", vendo mercadorias até o número setenta"disse.
Segundo os entrevistados eles pagam uma taxa de R$7,00 para cooperativa que mantém a ordem do local, o que traz a eles mais segurança nos dias de hoje.

Camelô Josi Mary

REPORTAGEM DO JILÓ FLAGRA PIRATARIA NAS RUAS DE MADUREIRA

Fotos Patrícia Oliveira


Texto: Patrícia Oliveira e Letícia Motta - Técnicas de Reportagem - EQUIPE RUBI

A equipe de reportagem do JILÓ PRESS percorreu as ruas de Madureira para verificar como trabalham os vendedores ambulantes que comercializam DVD´s piratas no bairro. Sem saber que estava sendo fotografado e gravado, o camelô, que se identificou como Max, disse que vende muito e que seus produtos são de boa qualidade. “A gravação não é de cinema e sim da internet, que é limpinha”. Ele afirmou que não tem problema com a fiscalização, já que os guardas quase não aparecem. Para tentar vender uma cópia para nossa equipe, Max informou um detalhe muito curioso do filme Operação Valquiria: “Foi aquele filme que o Tom Cruise veio gravar no Brasil!” Percebendo nosso espanto, ele continuou: “Vocês não lembram que o Tom Cruise veio ao Brasil?”, indagou.
Encontramos um guarda municipal a uma distância inferior a duzentos metros do vendedor ambulante. Nos identificamos e falamos sobre a matéria da pirataria em Madureira. Ele aceitou falar com a condição de não ser identificado. Ele disse que trabalha na região há mais de três anos e que a fiscalização faz o papel dela. Justificou que a grande presença de camelôs com DVD´s piratas naquele momento era pela falta de um efetivo maior de agentes, já que alguns foram deslocados para o Maracanã – onde aconteceria um jogo naquela noite.
Somente em janeiro mais de 130 mil produtos falsificados foram apreendidos em Madureira. Durante uma operação da DRCPIM (Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial), no mês de fevereiro, mais de 180 mil mercadorias falsificadas foram recolhidas das lojas do Mercadão. No camelódromo foram apreendidos mais de 5 mil DVD´s piratas.

AO CAIR DA NOITE...

Texto e foto: Taís Guimarães - 3º período/Técnicas de Reportagem - EQUIPE ESMERALDA

Ao cair da noite, Madureira se transforma em um grande corredor de comércio ao ar livre. O comércio informal bate ponto todos os dias, a partir das 19h, na Estrada do Portela. Suas calçadas são tomadas por grande número de camelôs que vendem de tudo, desde bolsas e acessórios, até frutas e salgados. Mas não se engane com a confusão. Existe uma arrumação bem criteriosa: “Aqui, cada um respeita o espaço do outro. Apesar da concorrência, ninguém desrespeita o colega. Vendemos produtos parecidos com certa distância entre as barracas”, revela a ambulante Caroline Castro, 29 anos.
De acordo com os ambulantes, seus produtos são mais procurados nos fins de semana, chegando a dobrar a demanda em períodos de datas comemorativas, como Dia dos Namorados e o Natal. “O público é bem variado, desde jovens até velhos, aqui todos procuram o principal: o bom preço”, conta Adelmo Luis Ferreira, vendedor há 10 anos.