Texto e foto: Ana Carolina Gonçalves - Técnicas de Reportagem - EQUIPE ESMERALDA
Em frente ao portão da Igreja Santo Afonso, na Tijuca, há 30 anos ela ganha a vida vendendo velas. Dona Maria Isabel, 67 anos, é uma figura histórica. Moradora do morro da Formiga, a sorridente senhora conta que, quem incentivou e financiou o início do negócio, foi o pároco da época. “Hoje já não lembro bem o nome”, diz, explicando que ele havia oferecido o ofício à várias pessoas, que sempre recusavam. Dona Maria Isabel, como não podia perder a oportunidade de ganhar um dinheirinho, aproveitou a chance.
Foi vendendo velas que ajudou a sustentar sua família durante todos esses anos.“Gosto do que faço e sou muito querida aqui no local. Vez ou outra, também vendo outras mercadorias”, revela. Dona Maria pretende continuar no ofício enquanto tiver saúde e, dali, promete sair somente para descansar em paz no cemitério do Caju, onde se encontra sua mãe. Afirma porém, que não tem pressa nenhuma em se aposentar “definitivamente”.
Texto e fotos: Maria Decelina Kadimi -
Tecnicas de Reportagem - EQUIPE RUBI
Alex Gomes da Silva, 45 anos, ou simplesmente Alex (FOTO), como é conhecido entre os consumidores na rua Jeremias da Fonseca, em Madureira, é mais um cidadão que conseguiu sucesso comercializando produtos de utilidade diversas. Na década de 80, ele abriu um chaveiro e, após três anos obtendo bons lucros, conseguiu comprar uma maquina copiadora profissional. Na época, em Madureira, cada fotocópia custava R$ 0,15. Por conta da concorrência, houve a necessidade de baixar o preço para R$ 0,8. A estratégia de Alex deu certo: ganhou mais clientes e,em consequencia, aumentaram os lucros.
Assim, Alex conseguiu expandir o seu negócio, oferecendo serviços de encadernação, plastificação, além de vender carimbos, placas, adesivos e cutelaria. Com os insumos, houve a necessidade de adquirir mais duas copiadoras para poder atender a demanda. "Hoje, eu emprego três funcionários", diz Alex, que construiu sua vida com dificuldades e, dessa forma, consegue sustentar sua família dignamente. Essa é a história de Alex, que também é a história de tantos outros trabalhadores da Zona Norte.