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Renato Gaúcho e a “fábrica” de Xerém

Desde os tempos de jogador, Renato Gaúcho tem um estilo próprio e nunca deixou de falar o que pensa, nas entrevistas. Aliás, Renato é um pauteiro da imprensa carioca. Um bom técnico, de futuro promissor. Mas, e o Fluminense? Será que as declarações do técnico são positivas para o clube? Será que a “brincadeira” no Brasileirão está no agrado dos tricolores?

Às vezes, é preciso calar o técnico. Suas declarações têm soado como soberba. Ontem, após a derrota para Portuguesa, Renato disse que não era mágico. E o elenco forte que o treinador não cansava de repetir que tinha durante a "quase" vitoriosa campanha da Libertadores? Sumiu?

Vale citar que o Fluminense perdeu, de uma só vez, Cícero e Gabriel para o exterior e os Thiagos para a Seleção Olímpica, mas há o restante do grupo: Dodô, Washington, Conca, Roger, Luiz Alberto, Fernando Henrique... São todos ruins? Este jogadores citados teriam vaga em qualquer elenco da Série A.

Ah, não posso esquecer as categorias de base do Fluminense? Considerada por muitos uma das fábricas de talentos do futebol brasileiro Xerém tem fabricado jogadores talentosos que, definitivamente, o clube não soube aproveitar. Cito um time inteiro aqui: FH (atualmente no Flu); Jancarlos, Rodolfo, Antônio Carlos e Marcelo (Real Madrid) Fernando, Diego Souza, Carlos Alberto e Roger, Alex Terra e Lenny. E ainda tem mais: Juliano, Radamés, Júlio César, Roberto Brum, Rodrigo Tiuí, Toró, Marcelo (atacante), o jovem atacante Maurício, vendido precocemente ao Villareal-ESP, e os gêmeos promissores Fábio e Rafael, que já estão no Manchester United.

Posso ainda citar os que defendem o clube atualmente como Thiago Silva (de saída no fim do ano), Arouca (também de saída), Júnior César, Allan, Marinho, Sandro, Tartá, Léo Itaperuna, Maurício, Romeu, Anderson, Dieguinho e Maicon (convocado para a Seleção Sub-19). Todos esses são crias de Xerém. Mas de 70% o Fluminense não soube aproveitar. Na verdade, Xerém é a fábrica dos sonhos de outros clubes: do Brasil e do mundo.