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PADRE DE HONÓRIO GURGEL É ASSALTADO QUATRO VEZES, PERDE A PACIÊNCIA E CHAMA A POLÍCIA PARA DEBATER O PROBLEMA DA VIOLÊNCIA NO BAIRRO



COBERTURA ESPECIAL - JILÓ PRESS - SEGURANÇA PÚBLICA
Texto e fotos: Débora Fernandes - EQUIPE ÔNIX / e Andrea Loureiro - EQUIPE ESMERALDA
Depois de ser assaltado quatro vezes, o padre Marcos Paulo (com microfone, 3ª foto), da Paróquia de Santa Luzia, em Honório Gurgel, meteu a boca no trombone para reclamar da falta de segurança: chamou a polícia, convocou autoridades e moradores da região para debater o problema. O encontro aconteceu na noite desta terça-feira (10/03), no salão de eventos da paróquia, onde foi promovido um debate sobre segurança pública. A reunião contou com a presença do vereador Reimont, Tião do Viva Rio, e do comandante do 9ºBPM (Rocha Miranda), coronel Batalha (na foto, de uniforme).
O padre aproveitou o tema da Campanha da Fraternidade deste ano para tentar amenizar os problemas de segurança existentes. “Não dá pra continuar com esse clima de medo e insegurança que ronda o nosso bairro, não me sinto tranquilo andando pelas ruas depois de uma certa hora”, desabafou o padre Marcos Paulo, que já foi assaltado quatro vezes próximo a paróquia onde celebra suas missas.
O objetivo do debate foi conhecer melhor os problemas do bairro de Honório Gurgel e adjacências e, junto com as autoridades, encontrar soluções para os problemas de segurança. “A violência tem aumentado muito no bairro. Na semana passada mesmo colocaram fogo em um ônibus na esquina da minha casa”, denunciou Ana Lúcia, 52 anos, moradora do local. Ela se referia a um ônibus que foi incendiado na rua Ururaí, domingo passado, depois que a polícia matou dois traficantes da favela conhecida como Mundial.
COMANDANTE RECONHECE DIFICULDADES DE POLICIAR A REGIÃO E APRESENTA O PROJETO DE CRIAÇÃO DO 40º BATALHÃO (CEASA)
O comandante do 9º BPM iníciou o debate falando sobre a dificuldade de reduzir o índice de violência na região. O 9º batalhão é composto de 1.400 homens, e é responsável pelo patrulhamento de 25 bairros, abrangendo cerca de 80Km de área. A circunscrição é grande para o contingente de sua corporação que, em fevereiro, perdeu dois policiais em troca de tiros com bandidos: um no morro do Chapadão e, o segundo, em Oswaldo Cruz.
Batalha apresentou à comunidade o croqui de um projeto que ainda está no papel (reprodução acima): a criação do 40º batalhão, que será construído dentro do Ceasa, em Irajá. Esse novo batalhão ajudaria a suprir a demanda de policiamento para dar mais segurança à população. “A polícia tem uma parcela de culpa pela violência que atinge a sociedade, mas vale lembrar que a sociedade é formada pelas nossas famílias e, por isso, também precisamos cooperar”, pediu o comandante.
O coronel Batalha frisou que o problema da violência não pode ser combatido apenas pela polícia, mas, também, com a educação. “Não é só com polícia que vamos resolver esse problema, isso tem a ver com educação, que deve vir de casa e ser aplicada no dia-a-dia”. O vereador Reimont concordou sobre a importância da educação. “Para que a segurança pública e qualquer outro setor possa evoluir é necessário que se invista rigorosamente na educação”, defendeu.
Moradora e integrante da comunidade da Igreja de Santa Luzia, Lucineide Andrade da Silva reivindicou providências imediatas. “Queremos segurança agora, não para depois, quando a casa cair”, cobrou do coronel Batalha. Já a dona-de-casa Eliete Cesário, 66 anos, que mora em Honório Gurgel desde que nasceu – não demonstrou o mesmo otimismo: “Não acredito que alguma providência será tomada aqui no bairro e nem nas adjacências, eles prometem que vão fazer algo e nunca fazem, eu não acredito mais”, afirmou, desanimada.
Batalha encerrou o debate convidando a todos para o café da manhã comunitário, que acontece toda primeira segunda-feira de cada mês no 9º BPM, onde a comunidade pode discutir sobre os problemas que acontecem na região.

REPÓRTER COMUNITÁRIO ENTRA EM AÇÃO NO JILÓ

DA REDAÇÃO JILÓ PRESS

O mais novo colaborador da redação do JILÓ PRESS é o repórter comunitário Pedro Cruz (na foto à esquerda), 16 anos, morador de Irajá. Pedro, que cursa o segundo ano normal no Instituto Carmela Dutra, em Madureira, participou, em setembro e outubro do ano passado, do primeiro módulo do Projeto Repórter Comunitário, criado pelo professor Ricardo França e voltado para jovens de Madureira e região.

O curso teve cinco aulas num total de 10 horas e foi realizado no laboratório de Mídia Impressa do Núcleo Prático de Comunicação - Nucom. Os jovens tiveram aulas de texto jornalístico (introdução ao lide); elaboraçãode pauta jornalística; fontes de informação e foram estimulados e aproduzirem matérias reais em seus bairros. Eles receberam os certificados de conclusão durante a V Semana de Comunicação (2008) quando interagiram com os universitários na cobertura do evento.

Na foto, Pedro aparece ao lado do estudante-repórter Rodrigo Aquino, da EQUIPE ÔNIX, no início desta tarde, no momento em que postavam nota sobre os coretos de Vaz Logo, Portelinha e Rocha Miranda. "Achei interessante ter retornado ao laboratório e encontrar o blog Jiló. Pretendo fazer matérias sobre cultura e entretenimento", diz Pedro, que tem uma câmera digital e afirma estar entusiasmado com as possibilidades do jornalismo multimídia. Para o seu parceiro de reportagem, Rodrigo Aquino, o jovem repórter comunitário veio somar. "O Pedro vem com disposição, quer mostar, aprender e praticar o que ele aprendeu no curso dele. Não veio aqui a passeio. Foi muito interessante trabalhar com ele no texto dos coretos. Ele participa o tempo todo", afirma.

Em março, será aberto o segundo módulo do Projeto Repórter Comunitário: radiojornalismo, e será ministrado pelo coordenador de atividades de extensão do campus Madureira, radialista e professor Marcelo Sosinho. Mais informações: 2488-9035.

EQUIPE RUBI CRIA GRITO DE GUERRA

A EQUIPE RUBI (redação JILÓ PRESS formada pela turma de Técnicas de Reportagem da tarde) também criou o seu 'grito de guerra'. Os 'caras' são ousados e estão dizendo pelos corredores que vão dar um show de cobertura nas duas outras equipes: a ESMERALDA e a ÔNIX. Vamos aguardar...

FORMADA EQUIPE RUBI

DA REDAÇÃO JILÓ PRESS
A terceira e última equipe das três redações que integram a família Jiló Press foi formada na tarde desta sexta-feira 13, no laboratório de informática nº 06. Os alunos da disciplina de Técnicas de Reportagem da tarde escolheram o nome RUBI para batizar o grupo. As outras são EQUIPE ESPERALDA (turma manhã) e EQUIPE ÔNIX (noite).
A Rubi já nasce com o maior número de repórteres: cerca de 36, de acordo com a pauta que lista o número de alunos matriculados na disciplina. No total, somando os alunos das três turmas de Técnicas de Reportagem de Madureira, serão cerca de 70 estudantes-repórteres que estarão trabalhando nas ruas de Madureira e região para trazer notícias de interesse local.
A integração entre os alunos, a prática do jornalismo comunitário, o link entre disciplina e laboratório, bem como o exercício das práticas multimídia são algumas das premissas do projeto, criado pelo estudante Marcos Benjamin (5º período/noite) sob orientação do professor Ricardo França, coordenador de Jornalismo do Núcleo Prático de Comunicação (Nucom).

GRITO DE GUERRA ÔNIX

DA REDAÇÃO JILÓ PRESS

A EQUIPE ÔNIX (turma de Técnicas de Reportagem da noite) promete vir com tudo no embate produtivo contra os intrépidos repórteres da EQUIPE ESMERALDA (turma de Técnicas de Reportagem da manhã). Para tanto, criaram um grito de guerra diferente, para traduzir a disposição do grupo. Assista ao vídeo na TV JILÓ.

FORMADA EQUIPE ÔNIX



REDAÇÃO JILÓ PRESS

Uma pedra que dá proteção contra trabalhos de magia negra, harmoniza momentos difíceis e aumenta a concentração mental. Essas são as principais qualidades esotéricas da ônix, escolhida pela turma de Técnicas de Reportagem da noite como nome da segunda equipe de redação do Jiló Press.



A exemplo da turma da manhã, que nesta segunda-feira se batizou como EQUIPE ESMERALDA, a EQUIPE ÔNIX foi apresentada ao Jiló Press nesta quarta-feira (11/02), no laboratório de informática do campus. Seus integrantes já estão percorrendo as ruas de Madureira e região em busca de notícias de interesse dos moradores do local.



A Ônix nasce com 22 repórteres, de acordo com os nomes listados na pauta de presença, a maioria, moradores da Zona Norte. Os estudantes ganharam senha de acesso que permite postagens de textos e de fotografias.



Na ocasião, o professor da disciplina e coordenador de Jornalismo do Nucom, professor Ricardo França, falou sobre a proposta da prática multimídia do novo veículo e da integração entre os alunos em torno da prática jornalística. Em seguida, os integrantes da EQUIPE ÔNIX realizaram votação para eleger o chefe de reportagem e seu auxiliar. Foram eleitos Thiago Anselmo, diretor de Comunicação do Diretório Central dos Estudantes de Madureira, e Raylla Duarte, estagiária da Super Rádio Tupi. A última equipe a ser formada é a da turma de Técnicas de Reportagem da tarde, que deve escolher o nome de uma pedra preciosa nesta sexta-feira, 13.