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MISTURA DAS PAIXÕES CARIOCAS AJUDA A VENDER CAMISA

Fotos: Ricardo França
Herciralda, com amigos de excursão: Portela com São Jorge, Oxóssi e Flamengo
PLANTÃO JILÓ PRESS NO VIRADÃO CULTURAL
Texto: Andrezza Henriques (6° período) - Estagiária Mídia Impressa
A mistura de duas entre as muitas paixões cariocas virou marketing de sucesso. Essa foi a fórmula encontrada pelos ambulantes que vendem camisas de escolas de samba em frente a quadra da Portela. Com opção para todos os torcedores, bolsos e gostos, a estratégia de confeccionar camisas misturando samba, futebol, religião e - a última novidade - pontos turísticos conhecidos da cidade vem aumentando as vendas de forma significativa.
O vendedor Jorge Luís, 55 anos, morador de Rocha Miranda, desde 2004 vende camisas na calçada da Portela. Atualmente, por conta do mix samba, futebol e símbolos cariocas, passou a vender 60 camisas por dia de trabalho. "A maioria é da portela associada ao Flamengo e, também, às entidades religiosas, como São Jorge", revela. Segundo Jorge, as camisas infantis e sem manga custam R$ 20,00 e, as de adulto, R$30,00.

Jorge Luís aposta na mistura temética da Portela com símbolos do Rio

A comerciante Herciralda Pinheiro, 47 anos, que veio para a feijoada da Portela em uma excursão de Macaé com um grupo de 50 amigos, comprou uma camisa da agremiação com o símbolo de um orixá antes de entrar na quadra. “O que me fez sair de Macaé até Madureira e pegar 2 horas e meia de viajem foi a paixão pelo samba e, também, pela feijoada, tinha que entrar com a camisa da escola”, explicou.
BORDADOS - O vendedor ambulante Eduardo Castro, 39 anos, morador de Guadalupe, que há 15 anos vende camisas em frente a quadra da Portela, conta que trabalha com um diferencial: elas são bordadas com o símbolo da escola de samba, a águia, misturando também os escudos dos times cariocas e as cores representantes da escola e de cada time. Nele, o preço das camisas varia entre R$20,00 e R$30,00 e, em dias de festa, como a de hoje, a estimativa de venda é em torno de 40 camisas.

Eduardo: "As camisas da Portela com Botafogo são as que mais vendem"

INTERNAUTAS DO JILÓ ELEGEM SÃO JORGE O MAIS POPULAR DA ZONA NORTE

ENQUETE SUA VOZ - ESTATÍSTICA DO SANTO MAIS POPULAR DA ZONA NORTE
O santo guerreiro, São Jorge, foi eleito o santo mais popular da Zona Norte, com 20 dos 26 votos dos internautas, 76% do total. A goleada de Jorge aconteceu justamente na semana de comemoração à sua data, comemorada na Igreja Matriz e Quintino. Atrás dele, com dois votos cada um (7%), ficaram São Bento e Nossa Senhora de Fátima, que hoje (quarta, 13/05) também comemora o seu dia. Em seguida ficaram Santa Terezinha e São Rafael, com 1 voto (3%). Participaram do pleito, ainda, Santo Antônio, o casamenteiro, São Miguel, São Cristóvão, São José, São Pedro e São Brás, que não computaram votos.

DEVOÇÃO: UMA HERANÇA DE FAMÍLIA


COBERTURA ESPECIAL DIA DE SÃO JORGE
Texto: Rodrigo Aquino - EQUIPE ONIX e Aline Oliveira (5º período)
Foto: Marcus Derbly e Mariana Soares (2º período)

Muitas famílias acompanharam os festejos de São Jorge, em Quintino, orando, e pagando promessas ao santo guerreiro. Pessoas vindas de diversos lugares, inclusive de outros municípios. Uma tradição de anos que é passada de pais para filho, caso da cabeleireira e manicure Márcia Maria, de 37 anos. Ela conta que é devota há 15 anos e seu pai, de 74 anos, também devoto há 50.


Márcia revela uma das graças acalçadas pelo santo. "O meu pai operou duas hérnias. Ele tinha que voltar para o trabalho pois ainda não estava aposentado, mas os médicos disseram que ele não poderia voltar a trabalhar. Recorri a São Jorge e 20 dias depois ele estava de pé e trabalhando na empresa", conta, garantindo que a recuperação dele se deu com a ajuda do santo. Por isso, todo ano ela vai à Igreja de Quintino acender uma vela e colocar uma rosa para ele, em agradecimento a recuperação da saúde de seu pai.

Morador de Piedade, João Pedro Euzebio, 10 anos, conta que não é primeira vez que vai a festa do santo. Está sempre acompanhado de seus pais, que são devotos de São Jorge, e seu irmão, Matheus Euzebio, 8 anos. “Aprendi a acreditar nele com meus pais e tenho certeza que tudo o que eu peço acontece”. Dona Edileuza, 49 anos, mãe dos meninos, participa todos os anos da alvorada, assiste a missa e acompanha a procissão. “Sempre faço pedidos e agradecimentos. Entrego todos os anos meus três filhos nas mãos dele, e sei que ele protege porque é guerreiro igual a gente”.

VENDAS EM ALTA NO DIA DO SANTO GUERREIRO

Encontro das gerações: Dona Afra, sua filha e neta trabalhando voluntariamente na barraca das velas
Dona Natalia, 62 anos

Emerson Costa, 53 anos, vendedor de velas

COBERTURA ESPECIAL DIA DE SÃO JORGE

Texto: Rodrigo Aquino - EQUIPE ONIX e Aline Oliveira
Fotos: Marcus Derbly e Mariana Soares

Durantes os festejos de São Jorge, em Quintino, algumas famílias trabalham durante todo o evento, como dona Afra, 57 anos, moradora da Zona Norte, que ajudou o padre na barraca da igreja. Dona Afra vende velas há 7 anos como voluntária, além de ser coordenadora da Pastoral da Criança. Ela conta que tem prazer em trabalhar. "Já fiz uma promessa para São Jorge por conta de uma necessidade. Pedi-lhe uma ajuda, fiz uma oração e ele me atendeu", afirma. Emocionada, ela diz que faz este trabalho como forma de gratidão ao santo guerreiro. "Ainda hoje recebo muitas graças", acredita Dona Afra, que trabalha na Pastoral da Criança visitando morros. Ao todo, cinco comunidades fazem parte da Paróquia de São Jorge. "Faço o meu trabalho com muito amor", garante.

Outro exemplo de devoção é Dona Natalia, 62 anos, irmã de Dona Afra. Há sete anos ela se dedica à festa da Igreja Matriz de São Jorge, em Quintino. Natalia diz que a sua família sempre foi religiosa, mas sua irmã, Dona Afra, sempre foi a mais religiosa e praticante. Quando Natalia veio morar no Rio, resolveu "trabalhar voluntariamente para Deus". Todo final de mês pesa ela as crianças na igreja ou em visita às comunidades; ajuda a preparar o lanche e diz que tem muita vontade de acompanhar a irmã.

O vendedor Emerson Costa, 53 anos, morador de Comendador Soares, em Nova Iguaçu, todos anos monta sua barraca de velas na rua. Este ano ficou preocupado quando soube que corria o risco de não poder montá-la caso não estivesse cadastrado na prefeitura da cidade, mas foi só um susto. "São Jorge me dá um dinheirinho a mais com a sua festa e, para mim, isso já é uma graça", acredita.

TV JILÓ - EDUARDO PAES VISITA IGREJA DE SÃO JORGE

COBERTURA ESPECIAL DIA DE SÃO JORGE
TV JILÓ
Texto: Rodrigo Aquino - EQUIPE ÔNIX / Vídeo: Yáskara Paz (6º período)

O prefeito Eduardo Paes esteve na segunda missa do dia na Igreja Matriz de São Jorge, em Quintino. Vestindo uma camisa vermelho e branca, Paes disse que era uma promessa voltar à igreja, pois a sua campanha para a prefeitura começou exatamente ali. "Não podia deixar de comparecer no dia do santo guerreiro e pedir a proteção dele para que abençoe o prefeito e a cidade, para que eu possa fazer o melhor para o Rio", disse Paes, revelando que dessa vez pediu a São Jorge paz, tranquilidade para o povo e muita sabedoria para os governantes. Ao ser questionado se era devoto de São Jorge, o prefeito foi enfático: “Eu sou um devoto ferrenho de São Jorge”, garantiu.

EMOÇÃO NA PRIMEIRA MISSA DO SANTO GUERREIRO

COBERTURA ESPECIAL DIA DE SÃO JORGE
TV JILÓ - Vídeos e fotos: Rodrigo Aquino (3º período) - EQUIPE ONIX / / Texto: e Andrezza Henriques e Rodrigo Aquino (3º período)
Os fiéis chegaram bem cedo a Igreja Matriz de São Jorge, em Quintino, Zona Norte do Rio. Quando os relógios marcavam 5h em ponto o clarim tocou anunciando o inicio dos festejos. Nesse momento, começava a alvorada, uma manifestação emocionante de fé, com queima de fogos que durou cerca de 10 minutos. Em seguida foi celebrada a primeira missa. Cerca de 35 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, estavam presentes. O total esperado pela igreja, ao longo de toda a quinta-feira, era de 110 mil pessoas. Um telão foi colocado do lado de fora da paróquia, além de alto-falantes, para que as pessoas que não conseguiram entrar pudessem acompanhar a missa.
O jovem comandante do exército romano tinha como ideal defender o cristianismo. Ele foi morto degolado no ano 303 e hoje é o santo que mais atrai multidões no país. São Jorge, mais conhecido como o ‘santo guerreiro’, é o único que conseguiu provar que o sincretismo religioso está presente na nossa história e nas nossas crenças.
No ultimo dia 23 de abril, data em que é comemorado seu martírio, pessoas que, independente da classe social, raça ou religião, se unem para agradecer benções alcançadas e orar para sempre ter proteção e força por mais um ano.
A igreja matriz de São Jorge fica localizada no bairro de Quintino e reúne todos os anos devotos de todas as idades. Neste ano não foi diferente. Às 4 horas da manhã, há exatamente 1 hora antes de começar a alvorada, a multidão já tomava conta das ruas que cercavam a igreja. Com isso, se tornava quase impossível se aproximar da entrada.
Como já é tradicional, às 5 horas da manhã todos os presentes aplaudiram o início da alvorada, que foi marcada ao som do clarim e, é claro, da tradicional queima de fogos.
Durante a missa, devotos que vieram de muito longe, ou que eram vizinhos da igreja foram convidados pelo padre a clamar por misericórdia e bênçãos. O padre ainda disse que não existe maior prova de amor, do que eu dar a vida pelos amigos. “Misericórdia e vida nos conduzam à vida eterna”.
Já que tudo isso era só o inicio das comemorações que levariam o dia inteiro para acontecer, devotos saíam e chegavam a todo momento com fitas, camisas, flores e velas para fazerem suas homenagens ao santo guerreiro. As cores vermelho e branco predominaram pelos bairros da Zona Norte.
Segundo a Polícia Militar, passaram no local da festa cerca de 120 mil pessoas para prestar honra, gratidão e homenagens a São Jorge. Ocorreram missas durante todo o dia e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que se diz devoto fervoroso de São Jorge, também compareceu à festa.