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JORNAL O DIA PUBLICA REPORTAGEM SOBRE O PROJETO REPÓRTER COMUNITÁRIO E O BLOG JILÓ PRESS


O projeto Repórter Comunitário foi pauta de uma reportagem neste domingo (19/07) no caderno Vida e Meio Ambiente, do jornal O DIA. Confira a íntegra da reportagem no texto abaixo.
Repórteres comunitários

Estudantes de escolas públicas, de 12 a 18 anos, têm aulas de jornalismo em universidade Rio - Meninos e meninas de 12 a 18 anos, estudantes de escolas públicas das zonas Norte e Oeste do Rio, participam de um projeto especial, coordenado pelo curso de Jornalismo da Universidade Estácio de Sá, no campus Madureira.
O programa ‘Repórter Comunitário’ começou há 10 meses, com o curso gratuito de mídia impressa. Depois disso, novas turmas apresentaram aos alunos os conceitos e equipamentos de radiojornalismo e telejornalismo. O objetivo não é o de despertar a vocação profissional dos alunos por meio do registro e documentação jornalísticos, mas formar senso crítico e aproximá-los da universidade.
O idealizador do projeto e coordenador do Núcleo Prático de Comunicação, professor Ricardo França, explica que o jornalismo cidadão aproxima os alunos de escolas públicas do ambiente universitário. “O curso acaba, e eles têm liberdade para frequentar o campus, o laboratório e acompanham os universitários, colaborando com o blog Jiló, voltado à comunidade. Temos planos de expandir o ‘Repórter Comunitário’ para outras seis unidades de jornalismo da Estácio (Petrópolis, Friburgo, Barra da Tijuca, Niterói e Bispo)”, explica.
Segundo ele, muitos dos jovens não liam jornais, não ouviam o noticiário nas rádios e tevês e despertaram para isso.“Estamos formando uma rede de jovens repórteres comunitários que poderão participar, informalmente, da nossa Agência de Notícias Zunido e do blog Jiló Press. Formados, eles poderão produzir matérias, reportagens e entrevistas falando de seus bairros. Quem ganha é a comunidade”, complementa o professor.
Aluno do 2º ano do Instituto Normal Carmela Dutra, Pedro Felipe Cruz, 17 anos, participou do primeiro curso e virou colaborador constante do projeto. Descobriu a vocação e já faz cobertura jornalística de eventos. “Minha preferência é a área cultural, mas a Zona Norte não tem muitos eventos culturais”, critica o jovem. Ele disse que a falta de exigência de diploma não fará com que desista de cursar Jornalismo. “Não largo mais isso nem por decreto”, diz ele, determinado.
Os cursos são oferecidos em módulos, para turmas de 35 a 40 alunos. Cada módulo tem 10 horas de aula, com um encontro de duas horas por semana. No começo, os “jovens repórteres” ficavam tímidos, mas, depois, segundo os professores, passaram a adorar sentir na pele o trabalho em estúdio. O próximo curso, de mídia impressa, terá ênfase em fanzine e blogs. Começa em agosto. Interessados devem ligar para 2488-9027.

TV JILÓ: VÍDEO DA VISITA DO JILÓ AO EXTRA

Vídeo: Guto Nascimento, 17 anos, repórter comunitário - Bento Ribeiro / Edição: Rodrigo Aquino (3º período)

EQUIPE DO JILÓ VISITA A REDAÇÃO DO JORNAL EXTRA






Texto: Andrezza Henriques (6º período) Estagiária Mídia Impressa e Rodrigo Aquino (3º período) Mídia Impressa / Fotos: Guto Nascimento - Repórter Comunitário
Após entrevistarem o secretário de Segurança José Mariano Beltrame, na parte da manhã, equipe de reportagem do Jiló Press, incluindo repórteres comunitários, conheceram, na tarde desta terça-feira (26/05), a redação do jornal Extra. O grupo foi recebido pelo chefe de reportagem José Maurício Costa, que explicou como é a rotina de produção do jornal e sobre como são feitas as reuniões de pauta. “Eu abro a redação às 7h. Às 13h30 fazemos a nossa primeira reunião, onde um editor de cada editoria participa. Os editores executivos participam coordenando a reunião. Às 16h30, na segunda reunião, damos um retorno sobre as matérias que não renderam, com base no que foi discutido na reunião de 13h30 e com o que apareceu de novidade nesse meio-tempo. Até o deadline, que hoje é às 21h55m, estamos atentos ao que acontece e podemos mudar todo o esquema”.
A editora do Extra on-line, Lina Marques, disse que, hoje em dia, o estudante deve fazer parte do mundo multimídia, pois a internet é um complemento, um braço forte do jornal de papel. A jornalista não acredita que o impresso vai acabar, como dizem alguns especialistas mais céticos, mas ratifica a força da internet. “Acho difícil o jornal de papel acabar. Mas, na internet temos acesso ao que está acontecendo no mundo e possui uma ferramenta muito importante, que é a interatividade com o leitor, além de ser ilimitada”, explicou. Lina apresentou os estudantes ao João Buracão e falou sobre a importância que ele tem para a população. O boneco promove a cidadania. “É importante o leitor ver seus problemas sendo defendidos por alguém, e esse alguém somos nós, somos a voz da comunidade com as autoridades”.
PERFIL 3G - Após conhecer outras áreas da redação, a equipe do Jiló foi recebida pelo editor de geral, jornalista Fábio Gusmão, que revelou detalhes sobre os bastidores da edição do EXTRA. No momento estava chegando à Gusmão o espelho da publicação, que é a página riscada, com a delimitação do espaço publicitário e o do conteúdo editorial. Até o final do dia o espelho pode ser alterado. Com relação ao jornalismo multimídia Fábio revelou que o EXTRA está investindo em tecnologia e capacitação dos profissionais, e citou o projeto repórter 3G. “Temos dois repórteres 3G que apuram dados, escrevem texto, filmam, editam e publicam conteúdo no blog, direto da rua. Já os outros repórteres fazem os vídeos de seus celulares e a edição é feita na redação”, explica Gusmão para, em seguida, falar sobre o papel das universidades nesse contexto. "As universidades que têm cursos de jornalismo precisam ter um link e estar antenadas ao que está acontecendo no mercado de trabalho. É necessário preparar o universitário para o novo formato de jornalismo. Hoje, o perfil do nosso estagiário é totalmente multimídia. Estamos sofrendo uma transformação tecnológica não só no jornalismo, mas em diversas outras áreas”, finaliza.

JOVENS DO PROJETO REPÓRTER COMUNITÁRIO GRAVAM SEU PRIMEIRO PROGRAMA DE RÁDIO

TV JILÓ. Produção e imagens: Talita Paranhos (2º período)
Edição: Rodrigo Aquino (3º período)

Duas semanas após concluirem o curso de radiojornalismo do Projeto Repórter Comunitário, cinco jovens retornaram aos estúdios do Jiló Press para gravar um programa valendo de verdade: a segunda edição da Rádio Jiló, que foi ao ar nesta quinta-feira (21/05). Sob a coordenação da estagiária da Mídia Impressa, Andrezza Henriques (6º período),
Augusto Cézar, Monize Monteiro, Igor Maia, Talita Magalhães e Pedro Cruz gravaram as notas com responsabilidade e estilo. Eles ficaram encantados ao saber que suas notas estariam na Rádio Jiló, pois durante o curso os jovens gravaram notas como exercício para o professor Marcelo Sosinho. Hoje, eles puderam pôr em prática as técnicas que adquiriram.

REPÓRTER COMUNITÁRIO ENTRA EM AÇÃO NO JILÓ

DA REDAÇÃO JILÓ PRESS

O mais novo colaborador da redação do JILÓ PRESS é o repórter comunitário Pedro Cruz (na foto à esquerda), 16 anos, morador de Irajá. Pedro, que cursa o segundo ano normal no Instituto Carmela Dutra, em Madureira, participou, em setembro e outubro do ano passado, do primeiro módulo do Projeto Repórter Comunitário, criado pelo professor Ricardo França e voltado para jovens de Madureira e região.

O curso teve cinco aulas num total de 10 horas e foi realizado no laboratório de Mídia Impressa do Núcleo Prático de Comunicação - Nucom. Os jovens tiveram aulas de texto jornalístico (introdução ao lide); elaboraçãode pauta jornalística; fontes de informação e foram estimulados e aproduzirem matérias reais em seus bairros. Eles receberam os certificados de conclusão durante a V Semana de Comunicação (2008) quando interagiram com os universitários na cobertura do evento.

Na foto, Pedro aparece ao lado do estudante-repórter Rodrigo Aquino, da EQUIPE ÔNIX, no início desta tarde, no momento em que postavam nota sobre os coretos de Vaz Logo, Portelinha e Rocha Miranda. "Achei interessante ter retornado ao laboratório e encontrar o blog Jiló. Pretendo fazer matérias sobre cultura e entretenimento", diz Pedro, que tem uma câmera digital e afirma estar entusiasmado com as possibilidades do jornalismo multimídia. Para o seu parceiro de reportagem, Rodrigo Aquino, o jovem repórter comunitário veio somar. "O Pedro vem com disposição, quer mostar, aprender e praticar o que ele aprendeu no curso dele. Não veio aqui a passeio. Foi muito interessante trabalhar com ele no texto dos coretos. Ele participa o tempo todo", afirma.

Em março, será aberto o segundo módulo do Projeto Repórter Comunitário: radiojornalismo, e será ministrado pelo coordenador de atividades de extensão do campus Madureira, radialista e professor Marcelo Sosinho. Mais informações: 2488-9035.