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Qual o verdadeiro Dodô?

O Fluminense perdeu o título da Libertadores nos penâltis para LDU. Verdade perdeu!as, um fato me chamou aatenção para esta pauta em questão: o fator Dodô. A torcida aos dez minutos do primeiro tempo, quando a LDU vencia por 1 x 0, clamava por Dodô. Afinal de contas quem é Dodô? O cara dos gols bonitos ou o egoísta que joga para si? Na verdade, as duas atribuições pode se encaixar com o jogador. Inegavelmente seu talento é expressivo, porém sempre jogou pra si. Basta lembrar suas passagens pelos clubes que foi campeão. Só se destacava por gol bonito aqui ou ali. Em 1996, no Paraná Clube foi campeão estadual paranaense, sem uma participação relevante. Em 1998, foi campeão estadual pelo São Paulo, e em 2006 pelo Botafogo, com uma participação destacada, mas disputou contra Americano e América as finais.

Analisaremos o Dodô do Fluminense. Gols lindos, habilidade incontestável. Um reserva de luxo, porém certamente titular do time se não fosse a contusão na face. Seu egoísmo impediu a conquista de mais títulos relevantes. Ontem e durante algumas partidas (e depois delas, diga-se de passagem), o jogador mostrou-se egoísta demasiadamente e, em pior hora, nos momentos decisivos destoando de todos do grupo que discursavam em tom uníssono de forma positiva.

Ontem na sua primeira participação no jogo, tentou fazer um golaço após fintar o zagueiro Araújo ao invés de cruzar pra Washington e Thiago Neves que vinham entrando livres, chutou ao gol. Renato pode ter sido um tanto arrogante em algumas declarações e digamos, um pouco teimoso em não escalar Dodô, mas será que ele não teria razão?

Como pode um jogador de sua relevância não comemorar o gol fatal diante do Boca e uma classificação histórica para uma final de Libertadores? Destoar do restante do grupo onde todos estavam vibrando com a classificação, reclamando da condição de reserva? A verdade é que mesmo Renato sendo soberbo, sabemos que não é maluco! Na certa está com a razão, pois Dodô não mostrou tristeza alguma quando o Fluminense perdeu o título.

De fato, há burburinhos que o jogador não continue no clube, pois já não há mais clima para ele. Jogadores estariam insatisfeitos com a atitude do craque. Comenta-se que deva ir para o Atlético-MG. Se for, há quem diga que não irá sentir saudades! O que realmente importa é que tanto o Flu quanto o Galo mineiro ~são maiores que qualquer vaidade ou egoísmo de jogador.

Quarta-feira importante

por Marcos Benjamin

Hoje é quarta. Dia da semana já corriqueiro em termos de relevância no calendário do futebol brasileiro, principalmente nessa época do ano. Hoje, três jogos importantíssimos agitarão o Brasil. Em São Paulo, Corinthians x Botafogo, prometem um jogão. A vitória mínima classifica o Timão, já o Glorioso joga pelo empate. Em São Januário, o caldeirão promete ferver, o Vasco tem a dura missão de conseguir a vitória por três gols de diferença contra o Sport. Disse difícil, mas não impossível. Destes dois jogaços sairão os finalistas da Copa do Brasil e conseqüentemente o próximo representante brasileiro que se juntará aos quatro primeiros do Brasileirão/08 na Libertadores do ano que vem.

Por falar em Libertadores, o jogo da principal competição sul-americana válido pela semi-final entre Boca x Flu em Buenos Aires, promete ser histórico, não só para os tricolores, mas também para edição da Copa deste ano. O jogo marca a primeira vez do clube portenho em uma Libertadores diante do Flu e também ficará registrado como a primeira vez dos tricolores em uma semi-final de Libertadores. Jogão!

Enfim, quarta-feira importantíssima para cinco clubes brasileiros: Fluminense, Botafogo, Vasco, Sport e Corinthians. Jogo histórico para o Fluminense, talvez o mais importante da história do clube. O jogo do ano para Vasco, Sport e Corinthians e jogo-chave para Cuca e seu Botafogo. Só para constar, o Santos está sem técnico. Agüenta coração!

Flu: uma queda de produção preocupante

Depois de ter feito a melhor campanha da primeira fase da Libertadores, o Fluminense visivelmente vem caindo de produção na principal competição sul-americana. A péssima atuação da equipe ontem no Maracanã diante do frágil Atlético Nacional, deixou o torcedor tricolor preocupado.

O jejum de gols de Washington, já são sete jogos sem balançar as redes, a inoperância de Thiago Neves, a falta de ritmo de jogo de Dodô, a insegurança de Fernando Henrique são fatores que estão contribuindo com a queda de produção do time tricolor. Mas existe algo estranho no reino do Laranjal. Desde o jogo ante o Vasco nas semi-finais da Taça Rio, que o Flu não vem bem. O que dizer sobre as duas alterações equivocadas de Renato Gaúcho em Meddelín, quando o treinador sacou Conca e Thiago Neves para colocar Maurício e Roger com o jogo nas mãos?

Somos humanos, todos tem o direito de errar. Ontem no Maracanã percebi a torcida do Fluminense irritada, impaciente, apesar de mesmo quando surgiam as vaias a outra parte da torcida tentava empurrar o time. Talvez a torcida tenha se acostumado com o show diante do Arsenal e esteja muito exigente. Ou talvez por não entender que vitória de 1 x 0 na Libertadores é goleada. Talvez seja um misto de tudo isso, mas o que não pode deixar de ser salientado é: O time não está bem e isso, preocupa e essa palavra, o talvez, está muito proferida entre o tricolores. Talvez seja a hora de unir forças, mesmo jogando mal. Talvez, quem sabe...

Antes que me esqueça: Palmas para o Roger, 100 jogos com a camisa Tricolor e sinônimo de dedicação, profissionalismo e amor ao clube. Merecidamente o melhor do jogo de ontem selado com o gol da vitória! Esse merecidamente não tem talvez!