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EDITORIAL: JILÓ PRESS DECOLA COMO MODELO DE JORNALISMO UNIVERSITÁRIO E COMUNITÁRIO

EDITORIAL
PROF. RICARDO FRANÇA (COORDENADOR JORNALISMO NUCOM MADUREIRA)

Com apenas três semanas de vida, o nosso Jiló Press encarou um grande desafio. Neste Carnaval, fizemos a primeira cobertura em tempo (quase) real: o resultado dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, na tarde desta quarta-feira de Cinzas (25/02), com foco nas escolas do bairro onde o campus está inserido: Império Serrano e Portela. De uma ponta, estava eu, ‘ligado’ em um computador, em Vaz Lobo, e, na outra ponta da região, a estagiária recém contratada da Mídia Impressa, Andrezza Henriques (6º período), também de olho na TV e na tela do seu computador, em sua casa, em Bento Ribeiro.

A nossa base de imagens foi o banco de fotografias da assessoria de imprensa da RioTur, disponibilizado na internet - além das fotos da Portela, que havia feito na passarela do samba. A cada fechamento de quesito, lá estava a postagem no Jiló. Devido a complicações na internet, as inserções das notas atrasaram um pouco. Mas, cerca de 20 minutos após o resultado no Sambódromo, a cobertura completa já estava na web, podendo ser acessada pelos moradores da Zona Norte, web-leitores do Jiló Press.

O blog, a partir daí, começou a bombar. Até 23h foram cerca de 180 acessos de computadores diferentes, segundo a estatística no contador do veículo. Ontem, aliás, tivemos a primeira participação de um aluno de outra disciplina, além de Técnicas de Reportagem: REDAÇÃO IV, do professor Fernando Torres: interdisciplinaridade! Também publicamos furos, como o da aluna Débora Fernandes (3º período), que registrou o socorro a uma vítima de atropelamento em Madureira.
Temos o poder da onipresença. Prova de que os nossos alunos-repórteres já estão entrando no clima de serem repórteres 24h/dia: já saem com suas maquininhas digitais pelas ruas da Zona Norte, a espera da notícia, que não tem hora nem lugar para acontecer. Fatos que interferem no cotidiano de gente comum, mas que, muitas vezes, são suprimidos dos parcos espaços dos chamados jornalões. O nome do nosso trabalho quando fazemos isso? Jornalismo comunitário.

INTEGRAÇÃO – Todo o processo de trabalho no desenvolvimento do projeto Jiló, é vitamina acadêmica. Desvendo a metáfora: a construção do veículo, seus erros e acertos, servem para elaboração artigos, teses, monografias, seminários. O Jiló – instrumento laboratorial - inova por usar todas as possibilidades das sinergias midiáticas na construção da notícia, tendo como rede de sustentação alunos de diversas disciplinas, de períodos diferentes, de turnos diferentes. E de laboratórios integrados: Mídia Impressa & Sapiens; Mídia Impressa & TV Estácio; Mídia Impressa & TV Jiló; Mídia Impressa & Fotografia; Mídia Impressa & Rádio...

As iniciativas e os esforços deixam de ser estanques e isolados para atuar com foco unificado - sob uma mesma linha editorial, respeitando as singularidades de cada disciplina - e, acima de tudo, em sinergia.

O Jiló não integra somente disciplinas, estudantes, laboratórios. Os professores são participantes ativos (ou participativos!): não ficamos apenas sob a marquise do olhar vigilante da supervisão: somos pauteiros, editores, repórteres, cinegrafistas. Nos igualamos aos alunos na produção do conteúdo, discutimos resultados, avaliamos, nos aperfeiçoamos. Voltamos ao nível de aprendizes do processo, da tecnologia e da criatividade. Nos libertamos das amarras da teoria em nome do experimento. Desta forma, atuamos em conjunto na construção de um veículo próprio, gerando conteúdo exclusivo e interativo: texto, foto e imagem (vídeo), produzidos por estacianos.

Nada de "gillette press", também chamado de “Control C + Control V”, que virou prática no mercado de trabalho: coisa feia que nada mais é do que apropriação indébita do trabalho dos outros. Em outras palavras: roubo mesmo. De propriedade intelectual. Plágio.

COMUNIDADE - O nosso Jiló tem outra vertente: um link comunitário sem precedentes. Temos o engajamento efetivo de estudantes, que são moradores dos bairros da Zona Norte. Por isso, a divulgação do blog se dá em escala exponencial, através de uma rede qualitativa de informação. Os alunos são catalisadores críticos dos fatos esportivos, sociais, culturais, políticos e econômicos da região. O Jiló tem capilaridade e alcança territórios que jornais de bairro ou editorias de Cidade não alcançam. Mas ainda estamos no começo. Afinal, são apenas três semanas de vida.

TECNOLOGIA – No tempo em que a Universidade usa a tecnologia para abrir novos mercados e levar a educação em contextos extra-salas de aula, com o uso, por exemplo, das aulas virtuais e telepresenciais, o nosso laboratório de Mídia Impressa, com o Jiló, trabalha com essa possibilidade na prática, diariamente. As matérias e fotografias chegam via internet, vem de longe, diretamente para o blog: seja da casa do aluno-repórter; de uma lan house; de fora da cidade. São produzidas e editadas do ambiente de trabalho do estudante e/ou do professor, a qualquer hora: de manhã, de noite, de madrugada. Temos o repórter correspondente, o enviado especial. Não é necessário que o aluno esteja presente fisicamente no laboratório do Nucom para postar o seu texto. Ele ganha tempo, agilidade, ele ganha experiência em novas tecnologias, ele ganha horas AAC.

PROJETO MODELO – O projeto JILÓ PRESS é um modelo de jornalismo laboratorial produzido e gerenciado de forma coletiva, que reúne todas as possibilidades e potencialidades proporcionadas pelo jornalismo universitário e comunitário. Antes dele, ações semelhantes surgiram e foram esquecidas, ou não trabalharam com todas essas vertentes. E nunca nessa escala. Esse modelo pode ser exportado para outras praças (Nucons): Jiló Press Niterói, Jiló Press Barra da Tijuca, Jiló Press Nova Friburgo, Jiló Press Petrópolis, Jiló Press Fortaleza, Jiló Press Espírito Santo, formando uma rede local, regional e nacional. A REDE JILÓ PRESS DE COMUNICAÇÃO DA ESTÁCIO. Onde existir curso de Comunicação Social, o Jiló estará ativo.

O Jiló Press é operacional, viável, barato.

O Jiló Press é atual. Está no foco do mercado de trabalho e ajuda a formar/capacitar profissionais com perfil multimídia.

O Jiló só tem a crescer com a continuidade do segundo módulo do Projeto Repórter Comunitário, sob a coordenação do professor Marcelo Sosinho. Aí sim, ganharemos um braço importante: moradores e jovens do Ensino Médio, fazendo Jornalismo Cidadão. Os alunos da comunidade que participaram do primeiro módulo já foram contactados. O satélite já está em órbita. Mas não se iludam. Temos muito trabalho pela frente.

Jiló Press, assim como o jornal mural DAZIBAO, é mais um produto comunicacional da Agência de Notícias Zunido, criada por estudantes colaboradores da Mídia Impressa de Madureira. Jiló Press significa: Jornalismo / Interativo / Laboratorial / Otimizado!

Prof. Ricardo França

UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
NÚCLEO PRÁTICO DE COMUNICAÇÃO
MÍDIA IMPRESSA - RÁDIO ESTAÇÃO
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS ZUNIDO
EDITOR-CHEFE JILÓ PRESS

REPÓRTER DO JILÓ PRESS SERÁ CORRESPONDENTE DA MÍDIA IMPRESSA NA ÁFRICA DO SUL. ELE VAI COBRIR A COPA DAS CONFEDERAÇÕES E A COPA DO MUNDO


PROJETO MISSÃO ÁFRICA - ENTREVISTA COM LEANDRO GAIGNOUX
POR ROBSON RODRIGUES - EDITOR DE ESPORTES / JILÓ PRESS

Ter um correspondente internacional é um luxo caro e, por isso mesmo, uma exclusividade dos grandes veículos de comunicação. Correto? Errado. Engana-se quem pensa que o JILÓ PRESS não pode ter o seu também. O aluno do campus Madureira, Leandro Gonçalves Gaignoux (na foto, entrevistando Alex Alves, do Madureira), do 4º período de Jornalismo, viaja no próximo mês para a África do Sul onde atuará como correspondente multimídia nas coberturas da Copa das Confederações 2009 e Copa do Mundo de 2010 para a Mídia Impressa de Madureira. Para isso, ele criou o blog Missão África (
www.missao-africa.blogspot.com) que vai operar junto com a editoria de Esportes do JILÓ. No Missão África, que está em fase final de construção, os moradores de Madureira e região poderão acompanhar as notícias do outro lado do continente, em primeira mão.
Gaignoux, que integra o corpo de repórteres da editoria de Esportes da Agência de Notícias Zunido, mantenedora do JILÓ, também enviará notícias sobre curiosidades do dia-a-dia do país africano e vai procurar saber como vivem os brasileiros radicados no continente. Na verdade, Leandro está unindo o útil ao agradável, já que a mudança da Zona Norte para a África se dará por conta de uma transferência de trabalho de seu pai. Daí a ser correspondente, foi um ‘pulo’. O JILÓ PRESS fez uma entrevista com Leandro para saber mais detalhes do projeto.
JILÓ PRESS – Qual é a sua expectativa de se tornar um correspondente internacional do JILÓ PRESS e do ZUNIDO?
LEANDRO GAIGNOUX –
Não vejo a hora de poder mandar as notícias para o Brasil. Sei que pegarei uma época de muito trabalho pelo fato de estar cobrindo a Copa do Mundo, mas tenho certeza que será muito prazeroso, noticias é o que não vai faltar.
JILÓ PRESS – Como surgiu a idéia de fazer um blog?
LEANDRO GAIGNOUX – Surgiu em uma conversa com o professor Ricardo França, que falou que ia me ‘contratar’ para ser o correspondente da Agência Zunido, quando soube que eu e a minha família iríamos para a África do Sul. É aliar a oportunidade que estou tendo juntamente com a prática do jornalismo. Estou indo para um país que será notícia o tempo todo. Dessa forma, o Missão África (http://www.missao-africa.blogspot.com/) nasceu com o objetivo de desvendar e mostrar tudo sobre a África do Sul, para que o leitor tenha a completa noção do que está acontecendo no país sede da Copa do Mundo. Espero que todos gostem e interajam com o blog.
JILÓ PRESS – Como está o coração com a proximidade de morar fora do país, ainda mais gostando de futebol, chegando justamente no momento em que a África do Sul vai sediar a próxima Copa das Confederações 2009 e Copa do Mundo 2010?
LEANDRO GAIGNOUX – Batendo forte, mas com o pensamento melhor possível. Ver uma copa do mundo pela televisão, já é fantástico para mim. Mas estar ao vivo no evento será uma vivência única na minha vida. Tenho certeza que nunca me esquecerei de cada detalhe. Vou procurar tirar lições positivas, tanto profissionalmente, pois a imprensa mundial estará lá, quanto pessoal. Acredito que não é nada fácil viver fora do Brasil. Saudades não vão faltar, mas será extremamente importante. Ter o convívio 24 horas com a língua inglesa acrescentará um ótimo ganho na minha profissão, ainda mais no jornalismo.
JILÓ PRESS – Falando sobre a África, você já estudou alguma coisa sobe o país, tem algum lugar que deseja conhecer, em especial?
LEANDRO GAIGNOUX – Pesquisei sobre o país e conversei com os brasileiros que moram lá. Quando digo a alguém que estou indo morar na África do Sul, todos ficam assustados, mas sei que estou indo para um lindo país e com uma bela diversidade cultural. Muitos nem imaginam as qualidades que a África pode oferecer. Com certeza farei um safári! Também pretendo visitar os museus e as praias exuberantes que o país tem. Vou mostrar um pouco disso no blog e todos vão poder conhecer um pouco melhor a África.

JILÓ PRESS – Para você, qual a influência do Nucom, em especial, da mídia impressa, já que foi o laboratório em que você mais atuou, na vida profissional do aluno?
LEANDRO GAIGNOUX – Participar do Nucom proporcionou para mim uma bela oportunidade de conhecimento, o que me deu a oportunidade de colocar em prática tudo que aprendi dentro da sala de aula. Sem falar das experiências de vida que o laboratório me proporcionou.
JILÓ PRESS – Faça uma breve descrição da sua passagem pela Mídia Impressa do Nucom, suas coberturas na Editoria Esporte e na Semana de Comunicação.
LEANDRO GAIGNOUX – Participar da cobertura esportiva foi a realização de um sonho de infância. Sempre fui ligado ao esporte e estar presente em um tipo de evento no qual acompanhei pela TV desde criança foi sensacional. Só o fato de entrevistar os jogadores já valeu a pena para mim. Foram mais de 10 jogos em dois anos, tendo um em especial. Foi um Vasco e América, em São Januário. Este foi o máximo para mim, porque ali fiquei cara a cara com eternos ídolos. Já a semana de comunicação foi importante pois, além de estar fazendo a cobertura, estava aprendendo com os profissionais que atuam no mercado de trabalho. Tive o prazer de fazer duas semanas de Comunicação onde trabalho não faltou. Recomendo para todos como ótima oportunidade de aprender.
JILÓ PRESS – Leandro deixe alguma mensagem para os alunos que estão chegando agora no curso.
LEANDRO GAIGNOUX – Quero dizer para eles aproveitarem ao máximo o que o Nucom tem a oferecer. Usem esta ferramenta que a faculdade está disponibilizando como forma de fazer o diferencial na hora de batalhar por uma vaga no mercado de trabalho.