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Vem guerra por aí...

"Mais uma vez a torcida vascaína vai dar um show nas arquibancadas e sociais de São Januário. Para o jogo deste domingo (23/11), às 17h, contra o São Paulo, os vascaínos receberão brindes para abrilhantar ainda mais o Caldeirão. Antes da partida, serão distribuídos bastões infláveis decorados com a cruz-de-malta e cornetas para quem entrar no estádio. Compareça, vascaíno! O Vasco conta com você!!!"

Esta nota foi publicada no site oficial do Vasco e revela o clima de guerra futebolística (sem violência, por favor) no qual será disputado o jogo do próximo domingo.

Mesmo contando com a força de São Januário lotado, você acha que o Vasco pode vencer o São Paulo?

Projetou o estádio e morreu antes da inauguração

Foto: Divulgação / Ipatinga
No domingo, Ipatinga e Vasco fazem o jogo dos desesperados, no Ipatingão. Este, logicamente, é um apelido carinhoso do caldeirão mineiro, capaz de receber 24 mil e 500 pessoas. O nome oficial é “Estádio Municipal Epaminondas Mendes Brito”, uma homenagem ao engenheiro responsável pela obra.

Ele era funcionário da Usiminas, foi vereador de Ipatinga e faleceu com apenas 39 anos, em 1981, devido ao um tumor no cérebro. Sua morte aconteceu um ano antes da inauguração do estádio. No dia 13 de novembro de 82, depois da festa de abertura, o Cruzeiro fez 3 a 0 na Seleção de Ipatinga.

É melhor acreditar...

Maurício Val / Vipcomm
São Januário. Festa para os campeões da Libertadores de 1998. Nove em campo e Edmundo como goleiro. Derrota por 3 a 1 para o Cruzeiro.

São Januário. Festa pelo retorno de Pedrinho. Nove em campo e Leandro Amaral assume a meta. Derrota por 3 a 1 para o Náutico.

O primeiro passo para o desastre é a dúvida quanto a sua possibilidade.

Mistério rubro-negro

Wander Roberto /Vipcomm
O goleiro Bruno tomou gols, mas foi o melhor do Flamengo, na derrota por 2 a 0 para o São Paulo. Ele e a torcida sofreram com a ineficiência do ataque rubro-negro. Josiel, artilheiro do Brasileirão do ano passado, teve duas boas chances, mas ficou isolado na frente. Aliás, este é um dos mistérios da Gávea. Confira os questionamentos e dê a sua opinião.

1) Se Caio Júnior coloca três atacantes, no fim do jogo, quando já perde por 2 a 0, por que não escala dois dianteiros de ofício?

2) Juan se inspirou no desempenho da Seleção Brasileira contra a Bolívia?

3) Quem sequestrou o futebol de Ibson?

4) Quando Sambueza será titular?

5) O Fla tem um dos melhores elencos do Brasil. O esquema 3-5-2 com Jaílton improvisado na zaga é mesmo a melhor opção?

Seria ele um "novo" Valdiran?

Divulgação
Ciel é o novo reforço do Fluminense. As informações vindas de Fortaleza contam que o jogador tem problemas com a bebida. Boatos, especulações ou verdade?

Nome completo: Jociel Ferreira da Silva
Data de nascimento: 31/03/1982
Altura: 1,80 m Peso: 72 kg
Posição: Atacante
Clubes: Santa Cruz-PE (2005); Salgueiro-PE (2006); Icasa-CE (2006, 2007); Busan Ipark - Coréia do Sul (2008); Ceará-CE (2008)

Fla x Flu no botequim

Flamenguista: "Hoje dá Flamengo. Não tenho dúvidas. Esse Evérton aí vai arrebentar"

Tricolor: "Tá bom, mas não esqueça que Fla x Flu é sempre Fla x Flu. Tudo pode acontecer"

Início de jogo e gol de Conca

Tricolor: "Não adianta. Contra a gente vocês sempre tremem. Nem a sua torcida é capaz de impedir isso!"

Flameguista: "É, mas ainda falta muito e a massa vai empurrar o time para cima de vocês."

Domínio rubro-negro, Marcelinho Paraíba empata

Flamenguista: "Segure a massa agora. O domínio é total. A virada é questão de tempo."

Tricolor: "Calma, você está muito empolgado. Tem jogo ainda."

Segundo tempo, domínio e maior volume de jogo rubro-negro

Flamenguista: "Não adianta cara. A virada sairá em breve."

Tricolor: "Você está esquecendo do meu contra-ataque!"

Chute de Maurício, gol do Fluminense

Tricolor: "Eu sempre te aviso antes de começar um Fla x Flu. O jogo será decidido no detalhe. Prepare-se que sua noite vai ser longa. O jogo está na mão."

Flamenguista: "Como você disse anteriormente, tem muito jogo ainda. Faltam 15."

Domínio de jogo rubro-negro prossegue e Klebérson empata no fim

Flamenguista: "Menos mal, não perdemos e com essa massa aí presente fica díficil perder."

Tricolor: "É, comemore que o empate foi vitória para vocês."

Um botafoguense: "Apesar do empate no sábado, eu que vou comemorar esse Fla X Flu. Ainda estou no G-4 e vejo Fla abaixo e Flu nem no retrovisor."

Flamenguista comenta: "É. Menos mal. Não perdemos, apesar de merecermos a vitória, pois jogamos melhor".

Tricolor: "Fla x Flu é Fla x Flu, não adianta. Futebol é injusto. Por isso, amamos esse esporte."

Qualidade ou quantidade?

fotomontagem: Marcos Benjamin

Com todos esses reforços, não seria melhor o Flamengo economizar e pegar dois, três com nível de seleção? Reforços com pontuais para posições carentes da equipe, com Marcelinho Paraíba e Josiel, acredito na solução para o ataque. Sobre os meias, Evérton é uma promessa, mas só promessa, falta comprovar no campo que pode ser muito útil ao Flamengo.

Responda rápido: Esse "pacotão" de reforços pesará mais para qual lado da balança: o da"qualidade" ou da "quantidade"?

Um cafezinho, por favor...

Foto: Marcos Benjamin
Domingo, às 18h10min., com dois times em crescimento: 35.619 pagantes. Só?!?

Na cantina da tribuna de imprensa do Maracanã, ao lado do espaço Armando Nogueira, "Um cafezinho, por favor" era a frase mais ouvida, entre os jornalistas presentes. E não era para menos. O jogo cheio de expectativas, principalmente do lado alvinegro, terminou com um resultado justo: 1 x 1. Botafogo e Vasco fizeram uma partida sonolenta. De bom só os últimos 15 minutos. Chances de gol? Foram quatro, duas para cada lado. E... só! Jogo típico para recuperar o sono perdido nas madrugadas olímpicas.

Definitivamente, Gil não está bem. Lúcio Flávio está mais lento do que o normal. O Botafogo não soube furar o retrancado Vasco. Fechado, sem seu melhor jogador (Mádson), estranhamente colocado no banco de reservas. Edmundo só é notado no fim das partidas, quando ele fala nas entrevistas.

Na parte cafeínada do jogo, destaco Alex Teixeira e Carlos Alberto. Tudo bem, eles não tiveram um primor de atuação, mas foram os suspiros de criatividade e habilidade do jogo. Ruim para o Botafogo, dono do jogo, que perdeu a oportunidade de ocupar a vice-liderança do campeonato. Ao Vasco, restou o alento de dias melhores, refletidos na sua disposição e vontade apresentada durante as partidas, mesmo sendo de forma desorganizada.

Rio é purgatório gremista

Fotomontagem: Fernando Torres
Líder do Brasileirão com 44 pontos, o Grêmio sofreu, ontem (21/08), sua terceira derrota no campeonato. Perdeu por 2 a 1 para o Flamengo, no Maracanã. Aliás, o Rio de Janeiro tem feito uma “péssima” recepção ao tricolor gaúcho, pois os outros dois fracassos do clube na competição também aconteceram na cidade. Caiu para Vasco, em São Januário, e Botafogo, no Engenhão, por 2 a 1 e 2 a 0, respectivamente. A última chance gremista de ter uma passagem maravilhosa pelas terras de Tom Jobim é o duelo contra o Fluminense, no dia 6 de setembro, sábado, às 16 horas. O pesadelo carioca vai continuar? Dê a sua opinião!!!

Botafogo x Bolt

Arte: Marcos Benjamin


O Botafogo confirmou sua ascensão meteórica ao vencer o Cruzeiro por 1 x 0 pela segunda rodada do returno do Brasileiro, foi o sexto triunfo seguido dos alvinegros que já ocupam a terceira posição no campeonato.

Descobrimos qual a diferença entre o campeão olímpico dos 100 e 200m Usain Bolt e o Botafogo. O primeiro dispara e desacelera no final, o segundo dispara e não pára!

Fim da era Renato Gaúcho no Flu

Pois é. O trabalho foi bom. Renato Gaúcho levou o Fluminense à Copa Libertadores, após 23 anos, com a conquista inédita da Copa do Brasil no ano passado. Houve o também muito bom 4° lugar no Brasileirão 2007. Este ano, Estadual pífio e Libertadores inesquecível, em todos os sentidos. Um vice-campeonato dolorido e histórico. Fez o mundo conhecer o Fluminense, mas...

...mesmo estando acima do bem e do mal no Fluminense (seus feitos pelo clube justificam isso), Renato foi demitido após a derrota vergonhosa de virada para o lanterna Ipatinga (1 x 2) pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. O futebol carrega uma cultura de resultados e a vida dos técnicos é dura. Há pouco mais de um mês, os tricolores consideravam Gaúcho um dos melhores do Brasil. Hoje, é visto como burro, humorista, treinador de rachão, entre outros adjetivos deste nível.

Por que a torcida mudou, rapidamente, sua opinião? Talvez, o orgulho do treinador e a forma como ele "vende" seu peixe são vistos como soberba. Pode ser. Porém, a Assessoria de Imprensa do Fluminense tem sua parcela de culpa, pois não conseguiu conter declarações polêmicas. O técnico deu algumas mancadas em certas ocasiões. Em uma delas, afirmou que o Fluminense iria "brincar" no Brasileirão.

O Flu busca opções no mercado e Cuca é o preferido dos diretores para assumir. Os tricolores começam a temer o futuro, pois já viram esse filme três vezes na década de 1990 e gostariam de nunca mais assistir a uma tragédia como aquelas.

"Deja vú" tricolor?

foto: Marcos Benjamin
A fase do Fluminense não é boa. Depois da derrota para o Internacional em casa, por 2 x 1, torcedores presentes no Maracanã já começavam a comparar o atual campanha do time com as campanhas de 1996 e 1997(penúltimo lugar em ambos) quando o clube caiu para Série B.

Após a perda da Libertadores, o clube tentava se recuperar dentro do campeonato. A campanha estava de acordo com o planejado, em casa vence, Atlético-PR (3 x 0), Figueirense (1 x 0), Vitória (2 x 1), fora de casa, "derrota normal" para o Palmeiras (1 x 3). E depois? Depois empatou com o Vasco(3 x 3), porém perdeu três jogos seguidos: Cruzeiro (1 x 3), Portuguesa(1 x 3) e Internacional (1 x 2). Mas por que o time está tão mal assim? Tentei enumerar alguns fatores da pífia campanha até agora:

- Cícero e Gabriel vendidos ao exterior;
- Os Thiagos estão servindo a Seleção Olímpica;
- A falta de planejamento da diretoria, pois era certo o time iria perder alguns jogadores na janela de agosto, mesmo com falta de opção no mercado, um estudo prévio desde cedo teria de ser feito visando contratações pontuais as carências do time;
- Ainda visivelmente abatido e desanimado com a perda da Libertadores, Renato Gaúcho perdeu a mão no time. Insatisfeito com a lateral-direita, inventou Maurício na posição. E juntou Fabinho e Romeu no mesmo time.
- Especificamente neste jogo contra o Inter, escalou errado o time, deixando Somália no banco. Com isso, queimou duas boas revelações dos juniores: Felipe e João Paulo - destaque do time na Copa São Paulo no ínicio do ano;

Suspensões e contusões, todo time sofre com isso em um campeonato longo como é o BR-08. Por isso, chegamos a conclusão que o "Deja Vú" tricolor é real, e a maior parcela de culpa pode ser atribuída à diretoria, que não se planejou para eventuais acidentes de percurso na temporada. É como diz meu patrão: Plano B, pessoal! E isso os cartolas tricolores não tinham (ou não tem). A continuar assim, o Fluminense pode rever "velhos amigos" na segundona ano que vem e a torcida assistir jogos às terças e sextas. Pesadelo sem fim para os tricolores.

Rodada vale seis pontos para os cariocas

Flamengo, Botafogo, Vasco e Fluminense jogam partidas de seis pontos na 17ª rodada do Brasileirão, com início hoje às 19h30min. Todos enfrentam adversários diretos na luta por algo importante, de vaga na Libertadores à fuga da zona de rebaixamento. Cada time tem três jogos, no primeiro turno, para fixar a primeira imagem no pensamento do torcedor.

No Palestra Itália, o Flamengo (2°) enfrenta o Palmeiras (6°), às 21h45min. São 28 contra 25 pontos. O Mengo está na tropa de elite da tabela de classificação e o Verdão quer entrar nela. Além de pensar na liderança, o rubro-negro quer manter sua colocação entre os aspirantes à Copa Libertadores. Se o Cruzeiro bater o Náutico, o São Paulo vencer o Figueirense, uma derrota joga o Fla para o 5° lugar. Ainda precisaria torcer pela derrota do Vitória frente ao Atlético Paranaense para não despencar à 6ª colocação.

O Engenhão recebe Botafogo (11°) x Goiás (15°), às 20h30min. Ney Franco testa sua invencibilidade, dois empates e uma vitória, tentando direcionar a mira para o topo da tabela. Somente dois pontos o separam de seu adversário, um Esmeraldino animado pela presença de Iarley. O alvinegro depende da sintonia entre Lúcio Flávio e Carlos Alberto. Este último precisa de regularidade para ganhar a confiança do elenco e da torcida.

Portuguesa (17°) x Fluminense (19°) é o duelo mais desesperado da rodada, no Canindé, às 20h30min. Os dois estão no buraco negro e tentam sair sem seus principais jogadores. Os Thiagos continuam com a Seleção Olímpica. A Lusa perdeu Edno por causa do terceiro cartão amarelo e Diogo, suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas Valdir Espinosa tem as voltas de Gavilán e Washington. Um resultado positivo é o alívio desejado pelos dois lados. A Portuguesa pode entrar na área da Copa Sulamericana. O Flu precisa vencer por quatro gols de diferença para sair da zona de rebaixamento e mandar para lá o rival da Colina.

Amanhã, tem Vasco (16°) x Atlético Mineiro (13°), às 20h30min. Se a Portuguesa não perder hoje, o cruzmaltino amanhece no inferno e o clima de tensão invadirá São Januário. Nada disso justifica os recentes episódios de vandalismo refletido nos muros do clube. Um protesto só tem validade democrática se os manifestantes não usarem métodos violentos.

Foto (Divulgação / Vipcomm): Pela primeira vez no comando do Flamengo, Caio Júnior enfrenta seu ex-clube

Lá vem a superstição tentando camuflar a incompetência...

O Flamengo perdeu as duas partidas desde a estréia da nova camisa, inspirada nos uniformes da década de 1970. Foram duas derrotas por 1 a 0, na quinta-feira passada (17/07) e ontem, contra Coritiba e Vitória, respectivamente. Esta seqüência negativa fez brotar na Gávea uma corrente defensora da extinção no uniforme recém-lançado. A justificativa é uma suposta urucubaca entranhada no manto rubro-negro.

Ao contrário da torcida, capaz de pressionar e desestabilizar o adversário, a camisa não ganha nem perde jogo sozinha. Os fracassos coincidem com a saída de Marcinho, vendido para os Emirados Árabes. Um dos pontos de equilíbrio do Fla foi para o Al-Jazeera, clube medíocre nos campos e grandioso nos cofres. Outro a deixar o Rio de Janeiro foi Renato Augusto, reforço do Bayer Leverkusen, da Alemanha.

Caio Júnior perdeu, em um só lote, o destaque do Brasileirão 2008 até o momento e a maior pérola das categorias de base desde Adriano. Camisa maldita? Quem está gostando desta balela é a Olympikus, rival da Nike na disputa por um espaço no peito dos flamenguistas. O time passa por um período de readaptação, pois a “estrela” foi buscar o brilho negro dos petrodólares. A torcida já sofreu com a seca de Obina e Souza, virando as esperanças para Diego Tardelli.

A culpa é do uniforme? Não. A massa espera reforços e eles devem chegar porque a volta das vitórias independe do estilo. Futebol não é jogado nas passarelas!!!

Você gostou da nova camisa do Flamengo? A fase ruim é culpa do manto? Deixe o seu comentário!!!

Foto: Site Oficial da Nike Brasil

O poder dos caldeirões

Foto: Fernando Torres

Oito times ainda não perderam em seus estádios até hoje, faltando três partidas para a conclusão da 12ª rodada do Brasileirão 2008. A intimidação resultante da festa promovida pelas torcidas e o conhecimento do próprio campo geram boas colocações. Apesar de o líder Flamengo já ter sido derrotado no Maracanã, as outras três equipes da zona de classificação para a Libertadores – Cruzeiro, Grêmio e Palmeiras – continuam sem fracassar em seus domínios.

Em contrapartida, é importante vencer em casa ter mínima regularidade para alcançar uma campanha equilibrada. Um exemplo é o Atlético-MG. O Galo não tem derrotas como mandante, mas é o campeão dos empates – seis, incluindo jogos fora do Mineirão – e amarga a 16ª colocação no Campeonato Brasileiro. Completam a lista de invictos Internacional, Atlético-PR, Coritiba e Figueirense. Ou seja, os times do eixo Sul-Minas mais o Palmeiras.

Foto: O Grêmio, 3° colocado, ainda não perdeu no Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS).

Mesma rivalidade, mais civilidade

Enquanto Márcio Braga e Roberto Dinamite se cumprimentavam na Tribuna de Honra do Maracanã, o gesto se repetia em diversos pontos do estádio. Abri mão do local destinado à imprensa esportiva, paguei R$ 20,00 e assisti à partida sentado (em pé, sentando, em pé...) em uma cadeira azul, a nova geral. Namorados com camisas diferentes se beijavam, amigos com preferências distintas se zoavam e a paz continuava como há muito tempo não se via.

Sem a provocação desenfreada de dirigentes o clima fica mais próximo do ideal. Uma das maiores rivalidades do futebol mundial sempre vai existir, mas o respeito pela opção do outro deve prevalecer. Nas arquibancadas, o caminho é mais duro. Um torcedor perdeu dois dedos devido à explosão de uma bomba “cabeção de nego”, resultado da presença de gangues disfarçadas de torcidas. Esta realidade prejudica um espetáculo sem igual: 67.796 pessoas presentes, lindos bandeirões em forma de camisa, cantos com letras criativas e quatro gols!!!

Em campo, neste domingo (14/07), 22 jogadores e um só time: o Flamengo. Organizado e dono do meio-campo, o rubro-negro venceu por 3 a 1 e disparou na liderança do Brasileirão com 26 pontos. O Vasco só levou perigo em raras jogadas individuais de Leandro Amaral e na correria “peladeira” de Jean.

A tarefa do líder foi facilitada pelos erros cruzmaltinos. No primeiro gol, Wagner Diniz derrubou Juan, infantilmente, na grande área. Ibson, o melhor do jogo, abriu a trilha na floresta desmatada de Lopes. Em seguida, Eduardo Luiz tirou a bola das mãos de Tiago e deu o segundo gol para Fábio Luciano. Na etapa complementar, Cristian acertou o ângulo de longe e o goleiro vascaíno não se esforçou para chegar. O placar de 3 a 0 estava barato. Tamanha superioridade chegou ao banco do Flamengo. Caio Júnior colocou o atacante Diego Tardelli no lugar do volante Jônatas. No fim, Alex Teixeira diminui após boa tabela com Edmundo. Ah, é. Ele ainda estava por lá...

Por que não, Horcades?

Na final da Libertadores contra a LDU, a Diretoria do Fluminense dobrou o valor dos ingressos sob a justificativa do sufoco da demanda sobre a oferta. Economicamente, a iniciativa está correta, apesar da condição financeira do cidadão brasileiro não ser boa. Há também a lenda de a torcida tricolor ser alto poder aquisitivo. Entendo...

Impossível é compreender o uso de dois raciocínios opostos em situações semelhantes. Amanhã, o Fluminense enfrenta o Atlético Paranaense, na 10ª rodada do Brasileirão. É o reencontro dos torcedores com o time após o desastre da quarta-feira passada, pois a derrota de domingo para o Goiás aconteceu no Serra Dourada, em Goiânia.

Aumentou o valor quando o time estava nas nuvens. Por que não baixa o preço agora, depois de cair do céu de cara no chão? O presidente do clube, Roberto Horcades, deveria lembrar dos quase R$ 4 milhões arrecadados há uma semana e fazer uma promoção: cadeira especial a R$ 20, arquibancada a R$ 5 reais e cadeira comum a R$ 2. Isto ou algo parecido.

O coração tricolor está machucado. A reanimação depende de medidas drásticas. De qualquer forma, seguem as informações relacionadas à venda dos ingressos.

Fluminense x Atlético Paranaense
Dia: Quarta-feira
Horário: 20h30min.
Local: Maracanã
Cadeira especial – R$ 120
Arquibancada – R$ 30
Cadeira comum – R$ 20
Postos de Venda: Sede do Fluminense Football Club, Sede do Flamengo e Bilheteria 8 do Maracanã, das 11 às 17 horas.
Idosos, deficientes físicos e menores de 12 anos não pagam nas cadeiras inferiores. No dia do jogo, os ingressos podem ser adquiridos nos postos de venda até às 17 horas. Após esse horário, somente nas bilheterias do Maracanã..

Foto: Divulgação / Banco Central do Brasil