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CBF tira casquinha das mulheres

Frente ao vexame do futebol masculino, em Pequim, restou à CBF se aproveitar do sucesso da Seleção Brasileira Feminina, finalista dos Jogos Olímpicos. O site oficial da Confederação, antes dedicado quase exclusivamente ao desempenho dos homens, tem agora grande espaço destinado às brilhantes meninas.

Reprodução do site da CBF

A falta de atenção ao trabalho das mulheres ainda pode ser observada, na página da internet. Há dezenas de links com tudo sobre os jogos, atletas, escalas de árbitros e torneios dos marmanjos. Até a seção de títulos só considera os resultados dos machos. Não há menção a nenhum troféu ganho pelas fêmeas. Apesar de não terem uma Copa do Mundo, elas faturaram duas medalhas de ouro em Jogos Pan-americanos (Rio 2007 e Santo Domingo 2003) e chegaram ao topo em quatro edições do Campeonato Sul-americano (1991, 1995, 1998 e 2003). Nada disso é “comemorado” pela CBF.

As boleiras são as atuais vice-campeãs da Copa do Mundo. Perderam a final por 2 a 0 para a Alemanha. Aliás, às vésperas deste jogo, pressionada depois da goleada brasileira por 4 a 0 sobre os Estados Unidos, na semifinal, a CBF anunciou, em setembro de 2007, a criação da Copa do Brasil de Futebol Feminino. Foi disputada de outubro a dezembro. Sem a elaboração de um plano capaz de transformá-la em um produto midiático, a competição não teve força.

Reprodução do site da CBF


Na final, no Estádio Mané Garrincha (DF), Mato Grosso do Sul venceu Botucatu por 5 a 4, nos pênaltis, após o 1 a 1 no tempo regulamentar. Só há isto sobre as meninas no acervo virtual da CBF, no escondido link COPA DO BRASIL FF. O troféu e as medalhas foram entregues pelo diretor do Departamento de Competições, Virgílio Elísio, e pelo vice-presidente para a Região Centro-Oeste, Weber Magalhães. Onde estava o presidente da CBF, Ricardo Teixeira? Aquele momento não era importante para ele assim como não é relevante a participação do Brasil Mulher na final olímpica, mas um 3 a 0 para a Argentina é capaz de mudar qualquer critério, ao menos no site da CBF...

Eurico e os chapéus

Foto: Divulgação / Rodrigo Belentani
Aproveitando a má fase do Vasco da Gama, Eurico Miranda esteve no programa “Raul Gil Tamanho Família”, ontem (03/08) à noite, na Tv Bandeirantes. O advogado e ex-presidente do clube de São Januário participou do quadro “Pra quem você tira o chapéu?”. Dos 10 nomes ele aprovou somente três: Romário, Edmundo e Fábio Koff, ex-presidente do Grêmio e do Clube dos 13. Confira as explicações para as escolhas.

1° chapéu (Romário, campeão da Copa do Mundo de 1994): “Tiro porque é o profissional com a personalidade mais forte que conheci. Com ele não precisa assinar. Cumpre a palavra até o fim e é o maio de todos dentro da área.”

2° chapéu (Ricardo Teixeira, presidente da CBF): “Não tiro. Fui seu defensor na CPI do Futebol e ele não reconheceu o meu esforço.”

3° chapéu (Roberto Dinamite, maior ídolo e atual presidente do Vasco): “Não tiro porque ele não reconheceu quem o ajudou. Transformou o episódio da Tribuna de São Januário (Em 2002, seguranças do Vasco expulsaram Dinamite da Tribuna de Honra a mando de Eurico) em uma arma contra mim. Ele nunca administrou nada não está preparado para assumir o Vasco.”

4° chapéu (Edmundo, campeão Brasileiro de 1997 pelo Vasco): “Tiro. Ele é polêmico, teve problemas na juventude e superou todos.”

5° chapéu (Márcio Braga, presidente do Flamengo): “De jeito nenhum. Ele tem uma visão distorcida do futebol e não cumpre o que fala.”

6° chapéu (Fábio Koff, ex-presidente do Clube dos 13): “Tiro o chapéu, pois, nesses 40 anos de esporte, convivi com muita gente e poucos me marcaram como ele. Deixou saudades por sua passagem no seu clube e no Clube dos 13.”

7° chapéu (Pelé, maior jogador de futebol de todos os tempos e atleta do século XX): “Não tiro. Ele foi um fenômeno como jogador, mas prestou um desserviço ao futebol com a Lei Pelé. Causou um prejuízo enorme aos clubes porque colocou os jogadores nas mãos de empresários. O Vasco tinha R$ 55 milhões em jogadores e perdeu tudo.”

8° chapéu (Álvaro Dias, senador pelo PSDB/PR e presidente da CPI do Futebol, finalizada em 2001): “Não tiro porque se juntou para fazer uma campanha contra o Vasco e contra mim. Não tenho nada a esconder. Este cidadão utilizou meios políticos para perseguir pessoas.”

9° chapéu (Lula, presidente do Brasil): “Não tiro, mas não quero entrar no mérito da política. Só falo do comportamento. O brasileiro troca de mulher, de partido, de religião, mas não troca de clube. O Lula, por interesse político, deixou de torcer pelo Vasco para ser corintiano.”

10° chapéu (Sérgio Cabral Filho, governador do Estado do Rio de Janeiro): “Conheci quando menino e não tiro por um simples motivo. Ele usou, politicamente, algumas coisas que não devia. Como governador pediu votos para este ou aquele candidato (Às vésperas das eleições do Vasco, Cabral enviou aos conselheiros do clube uma carta favorável a Dinamite).”

E você? Tira o chapéu para Eurico Miranda???