A renda do Flu vai para...

Sabe a renda do jogão desta noite? Estima-se que dos 3 milhões de reais arrecadados uma boa fatia será penhorada para pagamento de dívidas trabalhistas. Segundo fonte seguríssima, R$ 900 mil serão de Romário, amigo pessoal de Celso Barros, presidente da Unimed, patrocinadora do Fluminense...

Hoje tem pó-de-arroz

Nos momentos de ansiedade, expectativa e mandigas mil, a poesia acaricia as almas tricolores. Esta é uma obra de Carlos Paião, compositor português.

Pó-de-arroz (Carlos Paião)

Pó-de-arroz,
Na face das pequenas
Será beleza apenas, só
Uma corzinha com

Pó-de-arroz
Rosa é, mulher o pôs
E o homem vai nas cenas
Eva e Adão outra vez

É como enfeitar um embrulho
Arroz com gorgulho talvez

Pó-de-arroz
Do teu arrozal
Esse pó que é fatal
És a tal que se encanta com

Pó-de-arroz
Não faz nenhum mal
É de arroz integral
Infernal, quando chegas com
Todo o teu arroz (bis)

Pó-de-arroz
Tens hoje só pra mim
Pós de pirlimpimpim
És um arroz doce sim

Pode ser
Um canto de sereia
Serei a tua teia
E tu serás meu algoz

Mas quando te vais alindar
Alindada vens dar no arroz

Imagem: Reprodução da página principal do Site Oficial do Fluminense

Melhor da Libertadores ganhará troféu exótico

Este troféu é um dos prêmios do melhor jogador da Copa Libertadores 2008. Os outros são R$ 48 mil em ações do Banco Santander, patrocinador da competição, e mais R$ 48 mil doados a uma organização não-governamental (ONG) indicada pelo craque vencedor. Jornalistas convidados vão escolher a partir da lista dos mais votados pelos torcedores no site.

Esta taça é uma obra do artista plástico brasileiro Romero Britto e foi apresentada hoje, no Hotel Sheraton, em São Conrado, Zona Sul do Rio de Janeiro. A final será disputada, amanhã, às 21h50min., por Fluminense, do Brasil, e Liga Deportiva Universitária (LDU), do Equador. Mais de 80 mil pessoas estarão no Maracanã.

Queremos saber a sua opinião. Qual o melhor jogador desta Libertadores?

1) Fernando Henrique (Fluminense)
2) Bieler (LDU)
3) Cabañas (América do México)
4) Riquelme (Boca Juniors)
5) Adriano (São Paulo)
6) Washington (Fluminense)
7) Guerrón (LDU)
8) Bolaños (LDU)
9) Conca (Fluminense)
10) Palermo (Boca Juniors)

Foto de Fábio Azevedo / Ascom Fluminense

Azul, vermelho e branco

Em semana de finalíssima da Copa Libertadores, qualquer detalhe é importante para os supersticiosos. No fim da semana passada, Washington recebeu a camisa do Terremoto Futebol Clube, seu primeiro time, de Brasília (DF). O Coração Valente ganhou este presente de Flávio Rodrigues, filho de Paulo Emílio, o fundador do clube, falecido há seis anos.

Foto: Kako Arêas / Fluminense

O número 9 já estava nas costas do artilheiro desde aquela época. Para a maioria o ato traz sorte e é um sinal da brilhante noite de quarta-feira a ser protagonizada por Washington. Mas tem gaiato jogando praga. A justificativa é uma infeliz coincidência: a camisa do Terremoto tem as mesmas cores da Liga Deportiva Universitária, a famigerada LDU.

“O pênalti é tão importante...”

Por Flávio Araújo

Primeiro clube do então elitista futebol a permitir que negros integrassem suas fileiras. Primeiro a ter um estádio, o maior da América Latina, na ocasião. Primeiro campeão da América. Primeiro carioca a ser campeão brasileiro, o Vasco da Gama (homenagem ao pioneiro no mar) poderá ser o primeiro a tornar realidade uma das maravilhosas máximas do impagável Neném Prancha. A vitória de Roberto dinamitou o poder absoluto e intransigente que Eurico instalou no clube.

Eurico Miranda foi um excepcional vice (parece que esta é a sua sina, não a nossa) de futebol. No momento que a “chave do cofre” foi parar em suas mãos, o que vimos foi um Vasco apequenado, que ganhou páginas policiais do noticiário com o caso Aremithas, enquanto seu presidente multiplicava seu patrimônio. De golpe em golpe, Eurico fez o que pôde para se perpetuar no poder. Típico. Conservadora, a colônia demorou a entender que o Vasco precisava mudar. Só o Vasco sobreviveria a Eurico. E sobreviveu.

Márcio Braga pode, no máximo, emitir certidões. Horcades e o verdadeiro presidente tricolor, Celso Barros, podem cuidar de exames médicos. O Bebeto joga vôlei. Mas, no Vascão, sempre que houver um pênalti, não há mais porque discutir se bate Edmundo, o Thiago ou o Morais. Como ensinou o filósofo Prancha desde tempos idos: Dinamite neles!!!

Flávio Araújo é jornalista, historiador e vascaíno.

Surpresa!!!

É... O Futebol deu mais uma rasteira nas previsões, análises e críticas esportivas. A empolgação do clube e, principalmente, do povo equatoriano não foi novidade. Todos já aguardavam. A centralização das jogadas em Guerrón também era esperada. Surpreendente se mostrou a empáfia tricolor. Exceção merecida ao sempre guerreiro Dario Conca, o Fluminense estava oco. Sem o espírito e a entrega necessários em uma final de Copa Libertadores da América. O placar 4 a 2 saiu barato e manteve acesa a chama da esperança carioca.

Na entrevista coletiva depois da partida, Renato Gaúcho disse para a torcida não deixar de ir ao Maracanã. Mais um discurso démodé com o objetivo de camuflar as próprias deficiências e a análise fria do ocorrido. Como assim, my brother? Os ingressos estão todos vendidos desde a semana passada. O estádio lotado é tão certo quanto a retranca da Liga Deportiva Universitária. Se mantiver Dodô no banco de reservas, como fez na volta para o 2° tempo de ontem, a LDU agradecerá e ganhará de presente menos uma preocupação.

O Flu tem chances. Aplicou 3 a 1 em São Paulo e Boca Juniors. Por que é impossível repetir o feito e levar tudo para a prorrogação? Ou até vencer por três de diferença e papar logo no tempo normal? É possível. Basta Renato acordar para não deixar o time dormir de novo...

Foto: Montagem com arte publicada no site oficial da LDU

Bandeirinha morre em discussão no centro do Rio


O árbitro auxiliar Paulo Sérgio Fernandes Durães, 35 anos, foi baleado no peito na tarde desta quarta-feira (25/06) em um restaurante, na Avenida Marechal Floriano, no Centro do Rio de Janeiro. O crime ocorreu às 13h30min. De acordo com testemunhas, Paulo discutiu com um homem ainda não-identificado e levou um tiro no peito. A bala chegou ao pulmão de Sérgio e ele não resistiu aos ferimentos.


O bandeira atuou no último fim de semana, no jogo entre São Paulo e Sport, vencido pelo tricolor paulista por 1 x 0, no Morumbi. Paulo Sérgio também participou de Fluminense x Botafogo, decisão da Taça Rio deste ano. O auxiliar era major da Polícia Militar e trabalhava na coordenação do Serviço de Atendimento de Emergência 190, no prédio da Central do Brasil, onde fica também a Secretaria de Estado de Segurança.

Decisão, dinheiro e democracia

O Fluminense do excelente Thiago Silva, o melhor jogador brasileiro em atividade, enfrenta a penúltima batalha rumo ao título da Copa Libertadores 2008. A Liga Deportiva Universitária (LDU) tentará fugir de um novo empate, mas o tricolor tem time e, se controlar a ansiedade, pode voltar do Estádio Casablanca, em Quito, no Equador, com uma triunfante vitória. Merecerá festa porque, alcançando qualquer resultado diferente da derrota, o clube das Laranjeiras colocará oito dedos na 3ª conquista carioca e 14ª brasileira na competição mais importante das Américas.

A importância do jogo é proporcional à necessidade do Flu aplicar o seu futebol, independente da pressão equatoriana. O ala/ponta Guerrón, da Seleção do Equador, é o jogador mais perigoso. Renato está de olho nele. Quando entrou na partida da primeira fase, no Maracanã, deixou a defesa tricolor de cabelo em pé. Em contrapartida, o treinador Edgardo Bauza precisa ficar atento a várias armas do Gaúcho. Junior Cesar, Gabriel, Thiago Neves, Conca e Washington formam um arsenal perigoso o bastante para fixar a bandeira do favoritismo no lado brasileiro. O duelo é interessante, mas o título da LDU seria, friamente, uma zebra.

Oferta pequena e demanda gigante = preço enorme

Os esquemas de corrupção existentes no mercado de ingressos são absurdos. No Brasil, a maioria (não todos) dos clubes trata a torcida como um bando de servos. Torcedor é cliente. Só não deixa de freqüentar, definitivamente, os estádios porque é apaixonado e, quando veste a camisa, deixa a razão de lado. Alheio a esta desorganização, o Fluminense decidiu dobrar o preço dos ingressos. Fez certo. A relação básica oferta x demanda já explica tal iniciativa. É caro para quem recebe um, dois ou três salários mínimos? Sim, mas a enorme procura justifica a mudança de 30, 40 e 150 para 60, 80 e 300 reais. Voltarei, ainda esta semana, a abordar o tema.

O jogo da democracia

Neste sábado (28/06), Vasco e Ipatinga se enfrentam no jogo da democracia vascaína. Seja Roberto Dinamite o novo presidente ou não, esta será a primeira partida do Machão da Colina, após três anos, sob o comando uma diretoria, legitimamente, eleita. Caberá a quem assumir recolocar o clube na rota dos títulos. Cinco anos sem novos troféus é muito para o cruzmaltino. De qualquer forma, os ares democráticos nascidos em São Januário voltam a circular em sua casa.

Fotos (Divulgação LDU, Fábio Azevedo / Ascom Fluminense e Nelson Teles): Torcedor da LDU, presidentes dos clubes trocam presentes e Lula veste a camisa tricolor