Lá vem a superstição tentando camuflar a incompetência...

O Flamengo perdeu as duas partidas desde a estréia da nova camisa, inspirada nos uniformes da década de 1970. Foram duas derrotas por 1 a 0, na quinta-feira passada (17/07) e ontem, contra Coritiba e Vitória, respectivamente. Esta seqüência negativa fez brotar na Gávea uma corrente defensora da extinção no uniforme recém-lançado. A justificativa é uma suposta urucubaca entranhada no manto rubro-negro.

Ao contrário da torcida, capaz de pressionar e desestabilizar o adversário, a camisa não ganha nem perde jogo sozinha. Os fracassos coincidem com a saída de Marcinho, vendido para os Emirados Árabes. Um dos pontos de equilíbrio do Fla foi para o Al-Jazeera, clube medíocre nos campos e grandioso nos cofres. Outro a deixar o Rio de Janeiro foi Renato Augusto, reforço do Bayer Leverkusen, da Alemanha.

Caio Júnior perdeu, em um só lote, o destaque do Brasileirão 2008 até o momento e a maior pérola das categorias de base desde Adriano. Camisa maldita? Quem está gostando desta balela é a Olympikus, rival da Nike na disputa por um espaço no peito dos flamenguistas. O time passa por um período de readaptação, pois a “estrela” foi buscar o brilho negro dos petrodólares. A torcida já sofreu com a seca de Obina e Souza, virando as esperanças para Diego Tardelli.

A culpa é do uniforme? Não. A massa espera reforços e eles devem chegar porque a volta das vitórias independe do estilo. Futebol não é jogado nas passarelas!!!

Você gostou da nova camisa do Flamengo? A fase ruim é culpa do manto? Deixe o seu comentário!!!

Foto: Site Oficial da Nike Brasil

A má pontaria de Jorge Henrique

É inegável que o atacante Jorge Henrique se encaixaria em qualquer time da Série A. Rápido, habilidoso e muito versátil. Porém, sempre após assistir a um jogo do Botafogo eu me pergunto: quais são os requisitos necessários de um atacante de futebol? Respondo: saber se posicionar e ter frieza nas conclusões a gol.

Quem viu o jogo do Botafogo ontem diante do São Paulo no Morumbi, derrota por 2 x 1, sabe que Jorge Henrique não tem essas duas qualidades. Tudo bem, talvez esteja sendo rigoroso demais. O atacante nascido em Resende fez gols diante do Ipatinga. Decisivos? Não. Ah, mas o internauta lembrará da vitória sobre o Corinthians no Engenhão, na primeira partida das semi-finais da Copa do Brasil. Tudo bem. Se continuarmos nessa linha de raciocínio, posso dizer que o "baixolinha" tem posicionamento razoável. Ele está sempre na cara do gol nos momentos decisivos. Mas, e aí? A verdade é: o alvinegro não sabe chutar. Simples.

Foram pelo menos dois chutes cara-a-cara com Rogério Ceni. Dois chutes errados. A verdade é que a bola sobra para Jorge Henrique devido ao seu posicionamento. Em contrapartida, não há técnica e talento no chute do jogador. Os alvinegros vão passar sufoco, se dependerem de seus gols.

P.S.: Pensando bem, acho que podemos incluir outros atacantes que não sabem chutar: Jean do Vasco, Obina do Flamengo. O que você acha?

O poder dos caldeirões

Foto: Fernando Torres

Oito times ainda não perderam em seus estádios até hoje, faltando três partidas para a conclusão da 12ª rodada do Brasileirão 2008. A intimidação resultante da festa promovida pelas torcidas e o conhecimento do próprio campo geram boas colocações. Apesar de o líder Flamengo já ter sido derrotado no Maracanã, as outras três equipes da zona de classificação para a Libertadores – Cruzeiro, Grêmio e Palmeiras – continuam sem fracassar em seus domínios.

Em contrapartida, é importante vencer em casa ter mínima regularidade para alcançar uma campanha equilibrada. Um exemplo é o Atlético-MG. O Galo não tem derrotas como mandante, mas é o campeão dos empates – seis, incluindo jogos fora do Mineirão – e amarga a 16ª colocação no Campeonato Brasileiro. Completam a lista de invictos Internacional, Atlético-PR, Coritiba e Figueirense. Ou seja, os times do eixo Sul-Minas mais o Palmeiras.

Foto: O Grêmio, 3° colocado, ainda não perdeu no Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS).

O provável Milan 2008/2009

Dida, Zambrotta, Nesta, Kaladze, Maldini; Gattuso, Pirlo, Seedorf(Flamini), Kaká, R.Gaúcho; Alexandre Pato.

Um time para lá de forte. No papel fortíssimo, cheio de talento e criatividade. Mas e na prática? Como funcionará essa potência rossonera? Carlo Ancelloti terá de esquematizar bem, se quiser ver seu ataque poderoso e meio-campo criativo funcionar em harmonia. Gattuso seria seu único homem de contenção com auxílio de Pirlo e Seedorf na marcação, se bem que este último sabe marcar, entretanto Pirlo apesar de ser volante não é tão aguerrido assim.

Ronaldinho Gaúcho faria um falso atacante com um homem de frente de ofício. Na verdade Ancelloti deverá esquematizar o Milan em um 4-5-1 sem a bola, variando para 4-4-2 com Ronaldinho à frente.

Vale lembrar que timaços tem históricos de serem uma incógnita, vide o Real Madrid de Luxa. Fracasso. Mas tem suas ressalvas, o que dizer do Manchester United Campeão europeu de 2008? E para vocês, quais são os outros timaços montados que fracassaram e os que obtiveram sucesso? Opine!

Ronaldinho Gaúcho é do Milan

Agora é oficial, Ronaldinho Gaúcho acertou sua transferência para o clube rossonero de Milão. Ao menos, parece que foi uma decisão mais coerente por parte do jogador, uma vez que o Manchester City também o queria por mais ainda, mas em termos de vitrine e condições o Milan leh cairá bem.

Especula-se que os valores são de 25 milhões euros. Segundo o diretor esportivo do Barça, Aitor Begiristain, o brasileiro renunciou a 15% do valor total da operação para defender o rubro-negro de Milão.

Mesma rivalidade, mais civilidade

Enquanto Márcio Braga e Roberto Dinamite se cumprimentavam na Tribuna de Honra do Maracanã, o gesto se repetia em diversos pontos do estádio. Abri mão do local destinado à imprensa esportiva, paguei R$ 20,00 e assisti à partida sentado (em pé, sentando, em pé...) em uma cadeira azul, a nova geral. Namorados com camisas diferentes se beijavam, amigos com preferências distintas se zoavam e a paz continuava como há muito tempo não se via.

Sem a provocação desenfreada de dirigentes o clima fica mais próximo do ideal. Uma das maiores rivalidades do futebol mundial sempre vai existir, mas o respeito pela opção do outro deve prevalecer. Nas arquibancadas, o caminho é mais duro. Um torcedor perdeu dois dedos devido à explosão de uma bomba “cabeção de nego”, resultado da presença de gangues disfarçadas de torcidas. Esta realidade prejudica um espetáculo sem igual: 67.796 pessoas presentes, lindos bandeirões em forma de camisa, cantos com letras criativas e quatro gols!!!

Em campo, neste domingo (14/07), 22 jogadores e um só time: o Flamengo. Organizado e dono do meio-campo, o rubro-negro venceu por 3 a 1 e disparou na liderança do Brasileirão com 26 pontos. O Vasco só levou perigo em raras jogadas individuais de Leandro Amaral e na correria “peladeira” de Jean.

A tarefa do líder foi facilitada pelos erros cruzmaltinos. No primeiro gol, Wagner Diniz derrubou Juan, infantilmente, na grande área. Ibson, o melhor do jogo, abriu a trilha na floresta desmatada de Lopes. Em seguida, Eduardo Luiz tirou a bola das mãos de Tiago e deu o segundo gol para Fábio Luciano. Na etapa complementar, Cristian acertou o ângulo de longe e o goleiro vascaíno não se esforçou para chegar. O placar de 3 a 0 estava barato. Tamanha superioridade chegou ao banco do Flamengo. Caio Júnior colocou o atacante Diego Tardelli no lugar do volante Jônatas. No fim, Alex Teixeira diminui após boa tabela com Edmundo. Ah, é. Ele ainda estava por lá...

Cabañas: o matador com sobrepeso

Foto: Marco Polo Dávila / Es Mas
Nada como um bom corte de cabelo para renovar o visual. Aparar arestas é necessário. Falácias fazem mal ao jornalismo. Sempre. Por isso, decidimos explorar a informações verdadeiras e prestar esclarecimentos sobre a situação de Cabañas, citado freqüentemente como um caso de atleta fora de forma e descuidado com a condição física.

Domingo passado (06/07), na Cidade do México, o América apresentou os novos uniformes e o atacante apareceu com um look mais limpo e, visualmente, menos oval (foto acima). De acordo com a ficha técnica existente no site oficial do clube, o paraguaio Salvador Cabañas Ortega, nascido em 5 de agosto de 1980, em Assunção, tem 1,73 metro e 78 quilos.

Utilizando a regra médica para definir a condição física de uma pessoa, migramos os dados do camisa 9 para a fórmula padrão. O Índice de Massa Corpórea (IMC) é o obtido a partir da divisão do peso pelo quadrado da altura: IMC = peso / altura². Portanto, o IMC de Cabañas é 26,06. Segundo a tabela de avaliação, ele se encaixa na categoria “Sobrepeso”, aplicado a pessoas com resultado entre 25 e 29,9. Para alcançar o posto “Normal”, o artilheiro deve perder quatro e recuar a 74 quilos.

Agora, finalmente, seguindo normas técnicas de avaliação, pode-se informar que o algoz de Flamengo, Santos e Seleção Brasileira possui alguns quilinhos a mais. Melhor: ele está quatro kg acima do peso ideal. Isto não o desqualifica, pois sua habilidade e seu oportunismo parecem compensar a dura guerra com a tabelinha abaixo.

Índice de Massa Corpórea (IMC)
Abaixo do peso – menor que 20
Peso normal – de 20 a 24,9
Sobrepeso – de 25 a 29,9
Obeso – de 30 a 39,9
Obeso mórbido – maior que 40

Você gostaria de assistir a Salvador “Sobrepeso” Cabañas com a camisa de seu time? Opine!!!

Por que não, Horcades?

Na final da Libertadores contra a LDU, a Diretoria do Fluminense dobrou o valor dos ingressos sob a justificativa do sufoco da demanda sobre a oferta. Economicamente, a iniciativa está correta, apesar da condição financeira do cidadão brasileiro não ser boa. Há também a lenda de a torcida tricolor ser alto poder aquisitivo. Entendo...

Impossível é compreender o uso de dois raciocínios opostos em situações semelhantes. Amanhã, o Fluminense enfrenta o Atlético Paranaense, na 10ª rodada do Brasileirão. É o reencontro dos torcedores com o time após o desastre da quarta-feira passada, pois a derrota de domingo para o Goiás aconteceu no Serra Dourada, em Goiânia.

Aumentou o valor quando o time estava nas nuvens. Por que não baixa o preço agora, depois de cair do céu de cara no chão? O presidente do clube, Roberto Horcades, deveria lembrar dos quase R$ 4 milhões arrecadados há uma semana e fazer uma promoção: cadeira especial a R$ 20, arquibancada a R$ 5 reais e cadeira comum a R$ 2. Isto ou algo parecido.

O coração tricolor está machucado. A reanimação depende de medidas drásticas. De qualquer forma, seguem as informações relacionadas à venda dos ingressos.

Fluminense x Atlético Paranaense
Dia: Quarta-feira
Horário: 20h30min.
Local: Maracanã
Cadeira especial – R$ 120
Arquibancada – R$ 30
Cadeira comum – R$ 20
Postos de Venda: Sede do Fluminense Football Club, Sede do Flamengo e Bilheteria 8 do Maracanã, das 11 às 17 horas.
Idosos, deficientes físicos e menores de 12 anos não pagam nas cadeiras inferiores. No dia do jogo, os ingressos podem ser adquiridos nos postos de venda até às 17 horas. Após esse horário, somente nas bilheterias do Maracanã..

Foto: Divulgação / Banco Central do Brasil