Jogador que honra(ou) a camisa

Roger se despede do Fluminense em carta emocionada ao torcedor tricolor.

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"Cheguei ao Rio de Janeiro com a minha cara e a personalidade de gaúcho. Anos e anos no Grêmio. Imagem formada no Rio Grande do Sul, onde cresci e ganhei muitos títulos. Vindo do Japão, com outra cultura enraizada, pensei o quanto complicada seria a minha volta ao futebol. Pensei em parar. Estudar e me formar. Mas veio um convite. Outro tricolor na minha vida.

O Fluminense me abria as portas para um mercado novo e capaz de alavancar ainda mais a minha carreira. Senti pelo clima na chegada que a cidade do Rio de Janeiro seria muito boa pra mim. Amigos, irmãos, parceiros. O carioca tem esta característica, de abraçar as pessoas e assim me motivei e me senti de novo em casa. Tive um primeiro ano ruim, me adaptando, mas também me lesionando. Lateral ou zaga? Sempre na dúvida, até que me decidi mesmo pela zaga, onde seria mais útil. Foi assim que em 2007 fizemos a grande campanha da Copa do Brasil e conquistamos o título. Uma alegria que acho que carreguei sozinho pelos olhos da torcida, por ter sido o autor do gol, mas na verdade fizemos um grupo imbatível, amigo e campeão. Era hora de seguirmos na Libertadores. Era um sonho para o clube.

Fizemos um ano de 2008 brilhante. A Libertadores não veio por detalhes, mas me orgulhei outra vez de estar junto com atletas de alto nível e que se espenharam demais. A torcida foi maravilhosa. Incrivelmente apaixonada, ela entendeu o esforço de todos e viu que ninguém tirou o pé. Eu passava por mais um capítulo em minha história. Uma história bonita e de amor por um outro clube de três cores. Aliás, descobri que tudo que tem três me encanta.Até mInha camisa passou a ser a três e não a seis. E na Libertadores, lá estava ele de novo, o 3 na camisa 13.

Chegava então o fim do ano. Não foram três, mas foi uma hérnia que me ajudou a tirar o prazer de poder ajudar o grupo, que numa situação difícil brigava para não cair no Brasileiro. Nos livramos, mas meu sentimento era de dor, interna e externa. Sem poder ajudar, só que intenso na ajuda pessoal. Todo dia cedo, como sempre fiz. Amigo, companheiro, conselheiro. O time ficou na série A, mas eu saí. Me senti afastado, alijado, longe de tudo aquilo que sempre tratei com enorme carinho, mesmo vendo problemas e dificuldades. Mas o Roger era legal, nunca abria a boca. Um exemplo!!

Mas aí faltaram mais uma vez três palavras básicas no meu conceito de relacionamento humano e de trabalho: respeito, atitude e gratidão. Fui acometido de uma enorme tristeza pelo que vi nos jornais deste dia 2 de janeiro. Estava dispensado pela mídia. Passaram as festas, fiquei na expectativa de que pelo menos pudesse receber um telefonema, para me sentir moralmente liberado e poder aceitar outras propostas que vieram, mas que recusei em respeito ao meu compromisso com o clube até 31 de dezembro.

Ficar? Não acreditava, verdadeiramente. Renovar? Achava difícil. O clube podia ter achado alguém mais jovem, mais barato. Perfeito. Esta é a ordem natural da vida, apesar de me sentir bem ao extremo para render forte em pelo menos mais dois ou três anos. Só que nem sobre o meu tratamento quiseram saber mais. Hérnia? Que hérnia? Eu sei me cuidar sozinho!! Mas este é o futebol. Ou será que esta é a vida do futebol? Vejo pelos exemplos de jogadores que com muito mais representatividade que eu num clube, são sumariamente dispensados. O que mais me assusta, no entanto, é ver que os menos profissionais, que fazem e acontecem em seus períodos de contrato, com atrasos, bebidas e outras coisitas mais, saem da mesma forma que os que se comportam de forma profissional e regrada. Eu não mudo. Que mudem os outros.

Aproveito esta carta para me despedir dos verdadeiros tricolores cariocas. Os roupeiros, massagistas, tratadores de campo, porteiros do clube, cozinheiros e garçons, seguranças e todos aqueles que pouco aparecem, mas que merecem meu apoio. Estes são amigos, profissionais e tricolores. E me despeço com enorme prazer do torcedor 30 vezes campeão do Rio. Este é maravilhoso e me fez gostar da cidade, do clube e de defender as três cores que traduzem tradição com todo coração. Muito obrigado, até breve e esperando ter deixado em todos uma imagem positiva e capaz de ser, mesmo daqui há muitos anos, abraçado por aqueles que me abraçaram assim que cheguei na cidade maravilhosa. Saudações trilegais de um tricolor de coração".

Roger Machado Marques.

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Série: Ano novo, vida nova! - Botafogo

A fonte é do site Lancenet. Confira e veja se o seu time está mais forte ou mais fraco do apresentado em 2008.



A série começa por ordem alfabética neste caso, o Botafogo, é o primeiro clube a ter aqui um raio-X para 2009.



Panorama administrativo: Maurício Assumpção assume a presidência do clube oficialmente e trabalha na austeridade ao lado do vice de futebol, André Silva.



Botafogo:

Divulgação: Renan - Goleiro





























Quem já foi:



Wellington Paulista (A, Cruzeiro), Carlos Alberto (M), Ferrero (Z), Túlio (V, Corinthians), Jorge Henrique (A, Corinthians), Marcelinho (M), Zé Carlos (M), Fábio (A), Lucio Flavio (M, Santos), Renato Silva (Z, São Paulo), Rodrigo Sá (V, Paulista), Triguinho (LE, Santos), A. Felício (M, Madureira), Alexandro (A, Santo André), Edson (Z), Iran (LE, São Caetano), Diguinho (V, Fluminense)

Édson (Z, Fortaleza)

Gil (A, Inter)




Ainda podem sair:



Luciano Almeida (L), Andre Luiz (Z)



Quem chegou:



Batista (V, Avaí), Fahel (V, Goiás), Diego (A, Cruzeiro), Reinaldo (A, Jef United-JAP), Jean Carioca (M, ABC), Teco (Z, Cruzeiro), Wellington (Z, Cruzeiro), Léo Silva (V, Cruzeiro) Weldon (A, Cruzeiro) e Juninho (Z. São Paulo)

Lotto domina o armário das torcidas

A Lotto, fábrica italiana de materiais esportivos, produz o uniforme da maioria dos 25 principais clubes do futebol brasileiro. Ela tem representantes em cinco Estados, mas não veste torcedores no eixo Rio-São Paulo, principal vitrine do esporte no país. Em seguida, vem a Penalty, com quatro times. A Nike tem "apenas" dois: Flamengo e Corinthians. Fornecedora do Vasco a partir de 2009, a Champs entra de vez no ramo das vendas em massa. Veja a panorama da confecção boleira.


Lotto
Altético-MG
Bahia
Coritiba
Goiás
Sport

Penalty
Juventude
Paraná
Portuguesa
Vitória

Reebok
Cruzeiro
Internacional
São Paulo

Umbro
Atlético-PR
Figueirense
Santos

Champs
Ipatinga
Santa Cruz
Vasco

Kappa
Botafogo
Grêmio

Nike
Corinthians
Flamengo

Adidas
Fluminense
Palmeiras

Wilson
Náutico

Só gosta do Richarlyson

Foto: Divulgação / São Paulo
O presidente do Fluminense, Roberto Horcades, disse que as jogadores da Seleção Brasileira de Futebol Feminino tinham apenas dois neurônios. Pediu desculpas, mas pegou mal.

Na mesma semana, iniciou negociações para contratar o meia Richarlyson, de 25 anos, junto ao São Paulo.


Horcades critica as mulheres e quer o Richarlyson...

Caiu


O Vasco está na Segundona do Campeonato Brasileiro 2009.

O que você diria, neste momento, a um torcedor cruzlmatino?

A "nêga" de Renato Gaúcho

24 de novembro de 1996. Foi nesta data que o atual técnico do Vasco, Renato Gaúcho, foi rebaixado para segunda divisão. Na época, ele era uma espécie de jogador-técnico do Fluminense. Contudido, assumiu em meio a bagunça que o clube das Laranjeiras atravessava. Seria o princípio da pior fase de toda história do Fluminense. Três rebaixamentos consecutivos.

A situação era a seguinte: o Flu tinha 19 pontos e precisava vencer o Vitória-BA em Cariacica/ES e torcer por um tropeço de Bahia ou Criciúma (ambos com 20 pontos) que enfrentariam fora de casa, Flamengo e Atlético-PR respectivamente.

Renato prometera sair pelado caso o Fluminense fosse rebaixado. O Tricolor jogou bem e venceu o jogo 3 x 1, porém o resultado não foi suficiente. Surpreendentemente, o Criciúma venceu (2 x1) no Joaquim Américo o Atlético-PR e o Bahia derrotou(1 x 0) o Flamengo em São Januário. Fluminense rebaixado.

Hoje, um pouco mais de doze anos, o técnico Renato Gaúcho tem a "nêga" e vive o mesmo drama e enfrentará o adversário que derrotou na época, o Vitória-BA. Atlético-PR e Flamengo que se enfrentarão em Curitiba e novamente estarão no caminho de Renato. E mais uma vez, Portallupi será "flamenguista" desde pequenino.

E agora? Será que dessa vez os deuses ajudarão Renato e o Vasco?

Vai mudar mesmo?

Agora é oficial. O Maurício Assumpção, cirurgião-dentista e professor universitário de 46 anos é o novo presidente do Botafogo no triênio 2009/2011. Foram 12 horas de votação. 302 dos cerca de 1.200 aptos compareceram a General Severiano para depositar seu voto na chapa de Assumpção. Pouco né? Ah.. e ainda tiveram quatro votos nulos e oito em branco, totalizando 314.

A pergunta é óbvia: Mesmo mudando de presidente oficialmente, o Botafogo ainda vai ter a sombra do Montenegro para estragar o ambiente no clube depois de uma eliminação em competições da temporada?

Muda, mas muda mesmo Botafogo!

Peru fora, Peru dentro

A Conferedação Sulamericana de Futebol (Conmebol) suspendeu a seleção e os clubes do Peru de todas as competições internacionais. A decisão foi tomada porque os peruanos não voltaram atrás na interferência governamental em sua confederação, atitude proibida pela Fifa.

Jefferson Bernardes / Vipcomm

Flu e Inter querem vaga de presente na Libertadores 2009

Com o Peru fora, foram abertas três vagas na Copa Libertadores de 2009. Internacional (provável campeão da Copa Sulamericana) e Fluminense (vice-campeão da Libertadores de 2008) estão de olho nesta discussão. Os bastidores estão fervendo, mas há pelo menos uma certeza: a falta do Peru na grama faz o futebol ficar mais bonito.

E você? Prefere com ou sem Peru?